domingo, 26 de janeiro de 2025

5 expectativas para o setor de construção civil em 2025

 


A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) prevê um crescimento mais moderado para o setor da construção civil em 2025, com uma expectativa de expansão de apenas 2,3%. Essa projeção representa uma desaceleração significativa em comparação ao crescimento de 4,1% registrado em 2024. A análise da CBIC destaca que os principais desafios enfrentados pelo setor incluem a elevada carga tributária e o alto custo da construção, que impactam diretamente a margem de lucro das empresas. Além disso, a alta nas taxas de juros dificulta o acesso ao crédito, enquanto a escassez de mão de obra qualificada continua a ser um obstáculo relevante.

Os fatores que influenciam essa expectativa incluem um cenário econômico nacional menos dinâmico, com projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em torno de 2% para 2025. A pesquisa Focus do Banco Central indica uma desaceleração na expansão econômica, passando de 3,39% em 2024 para 2% no ano seguinte. As taxas de juros elevadas não afetam diretamente as obras já contratadas, mas podem adiar investimentos privados e concessões, resultando em uma desaceleração mais acentuada na atividade da construção a partir do terceiro trimestre de 2025.

O mercado imobiliário deve continuar a apresentar resultados positivos devido ao programa habitacional "Minha Casa, Minha Vida" (MCMV), que se mostra como um protagonista no setor. Contudo, há preocupações com a contração do crédito habitacional para as classes média e alta. A possibilidade de aumento nos custos com mão de obra e insumos também é um fator que pode pressionar o setor. A CBIC alerta que o teto de preços do MCMV deve ser monitorado em relação aos custos crescentes para garantir a continuidade dos investimentos.

Em termos de mercado de trabalho, espera-se que a atividade do setor formal da construção cresça em 2025, refletindo o ciclo de expansão observado em anos anteriores. O aquecimento do mercado imobiliário em 2024, com um volume significativo de vendas, deverá repercutir em novas obras e manter o mercado de trabalho ativo. No entanto, os adiamentos nos lançamentos podem afetar não apenas o ritmo da construção em 2025, mas também nos anos subsequentes.

Além disso, o cenário internacional traz incertezas que podem impactar os custos e preços das commodities utilizadas na construção civil. Questões como as políticas econômicas dos Estados Unidos e os conflitos geopolíticos têm potencial para influenciar negativamente os preços dos insumos.

Em resumo, as expectativas para a construção civil no Brasil em 2025 refletem um contexto desafiador, marcado por uma desaceleração no crescimento econômico e por dificuldades estruturais que precisam ser enfrentadas para garantir a sustentabilidade do setor.

Para a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), a expectativa é de um crescimento mais moderado para a construção civil em 2025, com uma projeção inicial de expansão de 2,3%. Este número revela a projeção de uma desaceleração significativa no setor, uma vez que em 2024 foi registrado um crescimento de 4,1% nas atividades relacionadas à construção civil. 

Atualmente os principais desafios que o setor enfrenta estão relacionados a elevada carga tributária e o alto custo da construção, fatores que impactam diretamente a margem de lucro das empresas. Além disso, o aumento das taxas de juros restringe o acesso ao crédito, enquanto a escassez de mão de obra qualificada continua sendo um obstáculo.

Fonte: https://www.terra.com.br/economia


domingo, 19 de janeiro de 2025

Mercado da construção civil deve crescer no Ceará em 2025, avalia Sinduscon

 


O setor da construção civil teve em 2024 o melhor ano dos últimos 8 anos. Mesmo sem ter fechado os números do ano passado, os resultados de janeiro até outubro já mostravam esse panorama. O crescimento foi de 25%, em relação a 2023 e as vendas atingiram os R$ 6,5 bilhões. 

"Vivemos o melhor ano dos últimos 8 anos. Quando a construção civil vai bem, a economia vai bem, porque conseguimos percorrer muitas atividades econômicas".

A fala é do presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE), Patriolino Dias, em entrevista no programa Conexão Verdinha, da Verdinha FM 92.5 e da TV Diário, na manhã desta sexta-feira (17). 

"Saímos daquele momento de pandemia, depois tivemos um pouco do boom dos imóveis de altíssimo padrão e segunda moradia, mas 2023 e 2024 foi quando a classe média voltou a fazer o upgrade no seu imóvel ou a adquirir o seu primeiro".

Minha Casa, Minha Vida é destaque

Patriolino afirma que o novo Minha Casa, Minha Vida, lançado em 2023, é um dos destaques para o bom resultado no ano passado.

"O programa, lançado pelo governo federal, ajudou bastante e ainda está com taxas fantásticas, a partir de TR (taxa referencial) mais 4% ao ano. Esse foi o segmento do nosso setor que mais vendeu".

Programa estadual incrementou vendas

O presidente do Sinduscon ressalta que os bons resultados também sofreram influência do Programa Entrada Moradia Ceará — iniciativa do governo estadual que subsidia, no valor de R$ 20 mil, a compra do primeiro imóvel. Uma das regras principais deste benefício é a renda familiar de até R$4,4 mil.

meio de 2024, tivemos o incremento com o Entrada Moradia Ceará, projeto que apresentamos ao governador Elmano (de Freitas) e ele abraçou, fazendo com que viabilizasse diversas unidades, para as pessoas menos favorecidas".
Patriolino Dias
presidente do Sinduscon-CE

Ele ainda explica que o mercado deste tipo de imóvel no Ceará precisava deste subterfúgio para poder alavancar as vendas. Havia recursos que estavam destinados ao estado do Ceará, como subsídio do Minha Casa Minha Vida, mas que não estavam sendo implementados, porque os potenciais compradores não tinham o valor para dar a entrada.

"Essas pessoas estavam ou estão pagando aluguel, em algum lugar, e com a ajuda do Entrada Moradia Ceará o mercado foi viabilizado e incrementou bastante". 

Classe média buscando o upgrade

Outro motivo que fez com que 2024 fosse o melhor ano da construção civil dos últimos 8 anos, foi o retorno das compras de imóveis residenciais pela classe média, iniciando ainda no final de 2023. Essa compra, segundo o Sinduscon, é do primeiro imóvel ou ainda um "upgrade" do que já tinha.

Patriolino também comenta sobre o aumento das vendas de segundas residências, nas áreas de praia, principalmente em Aquiraz, no região do Porto das Dunas e do Cumbuco (Caucaia), além do incremento no segmento de altíssimo padrão. "Temos uma concentração de renda grande e estas pessoas também estão buscando o upgrade para o seu imóvel".

O que esperar para 2025

Sobre as perspectivas para este ano de 2025, o presidente da entidade representativa da construção civil diz que a baixa taxa de desemprego e a condição de melhores salários para alguns grupos de pessoas, tem feito aumentar a busca por imóveis e esse movimento deve continuar este ano.

"Realmente, o único senão é a alta da Selic (taxa básica de juros da economia). Acreditamos que isso seja momentâneo e que o governo federal irá trabalhar para que a macroeconomia fique estável, porque as pessoas, quando vão comprar um imóvel, assumem compromissos de 25 a 30 anos. Então, continuamos acreditando que este será um ano muito bom. Não com o mesmo crescimento de 2024, mas que vamos continuar tendo crescimento em 2025 e que as pessoas irão continuar buscando o seu imóvel". 

Demanda reprimida até para o aluguel

A demanda reprimida do setor da construção civil, entre a pandemia e 2023, fez com que o mercado ficasse, inclusive, com déficit de imóveis para aluguel. O motivo seria a parada de compras de imóveis para alugar, como investimento, o que teria levado a falta de oferta no mercado.

"Com isso, o aluguel aumentou bastante e, com isso, inviabilizou, inclusive, a compra e o sonho da casa própria", comenta Patriolino.

Sem saber precisar com dados, ele reforçou que o déficit habitacional ainda é grande no Ceará, mas que para 2025 o Governo do Estado já está trabalhando para viabilizar novamente o subsídio de até R$ 20 mil no Programa Entrada Moradia.

Como características, esses imóveis são das faixas 1 e 2 do Minha Casa Minha Vida e custam entre R$ 150 mil e R$160 mil. Em 2024, segundo dados do Estado, foram assinados 2 mil contratos junto à Caixa Econômica Federal e outras 1,5 mil propostas estão nas etapas prévias à assinatura.

"Esse é um programa muito bom, porque você consegue fazer uma política em que o governo, ao invés de ter que dar uma casa toda, ele ajuda a pessoa a realizar o sonho da casa própria, com essa entrada". 

Nesses casos, quem vai comprar o imóvel acaba financiando pouco mais da metade do valor total, já que R$ 20 mil é subsídio estadual e até R$ 55 mil é subsídio federal, para imóveis até R$ 160 mil.

"É impressionante, até fizemos essa conta com a Casa Civil, porque esse dinheiro (R$ 20 mil de subsídio), acaba retornando como um todo, como ICMS. Ou seja, acaba alimentando toda a economia", reforça Patriolino.

Fonte: https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/

terça-feira, 31 de dezembro de 2024

Mercado imobiliário aquecido e Minha Casa, Minha Vida impulsionam a construção civil em 2024

 

O setor da construção civil vai fechar o ano em alta. O bom resultado foi impulsionado pelo mercado imobiliário aquecido e pela retomada do programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal. As vendas de apartamentos novos cresceram 20% no país, e os lançamentos, 17%. Já os financiamentos pelo FGTS, 28%. Isso deve fazer o setor crescer mais de 4,1% em 2024.


Fonte: https://www.r7.com/

domingo, 22 de agosto de 2021

Construção civil aposta no desenvolvimento de Montenegro

 


Enquanto vários setores da economia enfrentam séria crise por conta da pandemia do novo coronavírus, o segmento da construção civil continua crescendo. Pelo menos em Montenegro, os investimentos que estão “no forno” indicam uma aposta concreta no desenvolvimento. A cidade está bem preparada para receber investidores, oferecer casa própria para quem deseja fugir do aluguel e ainda atrair novos moradores.

Os indicadores que apontam nesta direção são vários. Entre 2017 e 2020, a Prefeitura liberou a comercialização de dez loteamentos em diversos bairros, somando 1.598 terrenos urbanizados. E neste ano, somente até julho, havia seis processos em tramitação, que totalizam mais 1.131 lotes. Quando o assunto é apartamentos, a bússola aponta na mesma direção. Nos últimos quatro anos, foram inseridas no mercado local mais 275 unidades e, no momento, outras 488 estão no papel. As incorporadoras correm atrás do cumprimento de exigências legais para abrir os canteiros de obras.

Estes números já dão uma mostra do quanto a cidade tende a crescer, mas há outros, igualmente importantes. Nos últimos quatro anos, a Prefeitura emitiu 36 Habite-se por mês. Em 2021, a média já é de 38 e deve chegar a 40 em dezembro, talvez mais. A perspectiva é ainda mais animadora quando o indicador é o Imposto de Transmissão de Bens Imóveis, o ITBI. Entre 2017 e 2020, 4.971 negociações de compra e venda foram finalizadas, que somam 104 por mês. Nos primeiros sete meses deste ano, já são 1.111, elevando a média mensal para 158.

Para o secretário municipal de Gestão e Planejamento, Fabrício Coitinho, o bom desempenho da construção civil se deve, em parte, à oferta de crédito. Com a pandemia e o cenário de incertezas em torno dela, muitas pessoas que tinham dinheiro guardado optaram por aplicá-lo em imóveis, um negócio mais conservador e seguro. “Por outro lado, a previsão de novos investimentos industriais e comerciais na cidade certamente contribuiu para os empreendedores da construção lançarem mais projetos aqui”, afirma.

Fabrício observa que a oferta abundante de imóveis costuma ser levada em conta quando uma empresa escolhe o local onde vai se instalar. “O fato de termos muitos terrenos, casas e apartamentos prontos para serem ocupados favorece Montenegro aos olhos dos grandes empresários e ainda contribui para pressionar uma queda nos preços”, sublinha.
O prefeito Gustavo Zanatta ressalta que a Administração vem trabalhando para criar um ambiente positivo à construção civil. “Em menos de seis meses, conseguimos atender a uma demanda histórica do setor imobiliário, reduzindo o prazo de emissão das guias de ITBI de até 40 dias para apenas 48 horas”, comemora.

Fonte: https://fatonovo.com.br/


sábado, 7 de agosto de 2021

SineBahia divulga 700 vagas emprego na área de construção civil nas cidades de Xique-Xique e Gentio do Ouro; veja

 


Cerca de 700 vagas de emprego foram abertas, nesta quinta-feira (5), nos municípios de Xique-Xique e Gentio do Ouro, no oeste do estado. Oportunidades são para trabalhadores da construção civil.

Os interessados podem realizar inscrição e atualização cadastral, até sexta-feira (6), das 8 às 12h, no Centro Educacional Municipal de Gentio do Ouro (CEMEGO), localizado na Rua Vila Nova, Centro.

Depois de se inscrever, os trabalhadores da área devem procurar atendimento na unidade do SineBahia de Xique-Xique (Rua Rui Barbosa nº256, Centro), mediante agendamento prévio através do site do Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC).

Na ocasião, o trabalhador deverá apresentar Carteira de Trabalho e Previdência Social, RG, CPF, comprovantes de residência e de escolaridade.

A intermediação das vagas é fruto do acordo de cooperação técnica entre a Secretaria Estadual do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre) e a Omega Energia, empresa responsável pela implantação do complexo de geração de energia.


Fonte: https://g1.globo.com/ba/bahia


domingo, 1 de agosto de 2021

Edifícios puxam construção civil, que tem maior nível de atividade desde 2012

 



A construção de edifícios puxou a atividade do setor da construção civil, que no primeiro trimestre registrou o maior nível de atividade desde 2012. As informações são da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e foram divulgadas na manhã desta segunda-feira (26).

O Índice de Nível de Atividade da Construção ficou em 48,6 pontos entre abril e junho deste ano, o mais alto desde os 49,1 pontos registrados no segundo trimestre de 2012. Entre os fatores que explicam o resultado estão a demanda consistente por imóveis, as baixas taxas de juros, o incremento do crédito imobiliário, a melhora nas expectativas para a economia e o “novo significado” que a casa própria adquiriu para as famílias desde que a pandemia de coronavírus começou.

Em junho, o índice passou da marca dos 50 pontos pela primeira vez neste ano, alcançando 51 pontos. O segmento de construção de edifícios se saiu melhor que os outros, com 51,5 pontos. O nível de atividade nas obras de infraestrutura (49,8) e nos serviços especializados para construção (49), que também são incluídos no índice da CBIC, ficaram abaixo dos 50 pontos. A superação desse patamar indica uma perspectiva otimista, enquanto a permanência em um nível inferior sugere um cenário mais pessimista.

Na visão dos empresários da construção civil, o principal problema enfrentado no setor é a falta ou o custo elevado das matérias-primas, apontado por 55,5% dos participantes da Sondagem da Indústria da Construção. A carga tributária alta, que costumava ser o primeiro colocado da lista, é o segundo há quatro trimestres, com 31,5% das respostas, seguida pela burocracia excessiva, com 21,6%.

Nos 12 meses encerrados em junho, o Índice Nacional da Construção Civil (INCC) – indicador de inflação do setor calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) – acumulou alta superior a 17%. Enquanto o componente da mão de obra subiu 7,74% no período, o de materiais e equipamentos avançou 34,09%. Foi o maior patamar em toda a série histórica do INCC, iniciada em 1997.

“Esse é um fato que ninguém poderia esperar, causando um profundo desarranjo entre vários elos da cadeia produtiva”, disse José Carlos Martins, presidente da CBIC. Tubos e conexões de ferro e aço, cujos preços avançaram 91,66% em 12 meses, tiveram a maior contribuição na inflação da construção civil. Em segundo lugar estão os vergalhões e arames de aço ou carbono (78,37%), os condutores elétricos (76,21%) e os tubos e conexões de PVC (64,92%).

A disponibilidade de crédito imobiliário tem sido um dos principais indutores para o setor neste ano. As linhas vinculadas ao funding da caderneta de poupança somaram financiamentos de R$ 97 bilhões no primeiro semestre, um recorde e mais que o dobro do verificado no mesmo período do ano passado.

Já os financiamentos que partem dos recursos mantidos no FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), voltados para as famílias de menor renda, estão diminuindo desde 2018. No primeiro semestre de 2021, somaram R$ 25 bilhões, 6,52% menos do que o verificado no mesmo período do ano passado.

Na visão de Martins, isso resulta de “erros” dos últimos governos ao permitir que os trabalhadores realizassem mais saques nas suas contas do FGTS, o que resultou em um volume menor de recursos no fundo passíveis de serem utilizados pela construção civil. “Com isso, a baixa renda perde a capacidade de compra de um imóvel”, disse.

Fonte: https://www.infomoney.com.br/