Veja as vagas de emprego disponíveis em Araraquara nesta segunda-feira (20).
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Os interessados devem enviar currículo para o PAT através do e-mail curriculopatararaquara@gmail.com. No e-mail é preciso ter o número do PIS e o código da vagas.
A pandemia do coronavírus chegou em momento de recuperação da construção civil em Joinville. Um dos setores mais atingidos pela crise econômica de 2015-2016, com redução ano a ano na metragem autorizada pela prefeitura de Joinville, o segmento mostra indicadores melhores desde o final do ano passado e início de 2020.
No período entre novembro de 2019 e março de 2020, a Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente de Joinville liberou a construção de 316 mil metros quadrados para obras, envolvendo todo os tipos, desde moradias unifamiliares até empreendimentos industriais.
A metragem liberada nos últimos cinco meses é de 31% superior ao autorizado pela prefeitura no mesmo período entre o final de 2018 e o início de 2019. Ainda não é o patamar observado antes da crise (em 2014, Joinville liberou 1,09 milhão de metros quadrados, no ano passado foram 647 mil), mas já é uma recuperação importante para um setor com queda nas autorizações nos últimos anos, desde 2015.
A crise econômica afetou a construção civil em Joinville, que sofreu ainda com a pendenga do licenciamento entre 2018 e 2019 – a tarefa acabou ficando com o município. Agora, é a vez de enfrentar os impactos do coronavírus, ainda imprevisíveis.
A crise econômica causada pela pandemia do novo coronavírus tem atingido diversos setores. Entretanto, para a construção civil, a manutenção dos trabalhos nos canteiros de obras e o “déficit habitacional” garante, ao menos até aqui, a continuidade das atividades no setor.
O co-presidente da MRV, Eduardo Fischer, contou ao Jornal da Manhã desta sexta-feira (17) que, mesmo com uma maior dificuldade para conversão nos contratos de venda, a procura por imóveis não diminui, chegando, até mesmo, a subir em alguns locais do Brasil.
“Temos uma situação é um déficit habitacional. Quando você olha a demanda por imóvel na baixa renda, a demanda continuou a mesma e, em alguns locais, até sumiu, porque o déficit habitacional é muito grande e necessidade de habitação passa por cima.”
Para ele, a conversão está mais difícil porque “as pessoas estão mais hesitantes”. Atualmente, a MRV possui mais de 20 mil funcionários, atua em 160 cidades brasileiras e entrega, anualmente, 40 mil moradias.
A estimativa é que cerca de 80% dos canteiros de obras da empresa estejam funcionando durante à pandemia. A continuidade das atividades se mantém por determinação dos governadores e também por não apresentar focos de aglomerações que aumentariam os riscos de contágio pela covid-19.
“Na verdade, quando você olha em um canteiro de obras a situação é muito diferente de um escritório. Você tem um trabalho ao ar livre, um espaçamento muito grande, tem um adensamento muito baixo e uma condição muito segura.
Embora, naturalmente, o trabalho nos canteiros de obras não apresente aglomeração dos funcionários e o “índice de contaminação seja baixíssimo (nas obras)”, a MRV adotou algumas medidas de proteção para garantir a segurança dos trabalhadores. Entre as ações está a medição de temperatura no local e orientações que são repassadas sobre os cuidados necessários no trabalho e em casa.
“A primeira reação foi cuidar das coisas urgentes. Temos uma preocupação com a segurança dos nossos trabalhadores e das nossas famílias. Aí nós temos outra preocupação que é questão econômica. Nosso setor emprega três milhões de brasileiros, então a gente fez um esforço muito grande para que a economia e a cadeia de produção continuem operando.
A respeito da economia, Fischer afirmou ainda que considera positiva as medidas adotadas pelo governo federal e pela Caixa Econômica para o setor da construção. Entretanto, para ele, as ações devem ser “calibradas a medida que a gente caminha nessa crise”.
Para a saída da crise, ele diz que é difícil fazer previsões, mas que o alento que fica é enxergar que a procura por imóveis continua acontecendo mesmo diante à pandemia do coronavírus.
Mesmo diante da crise causada pela pandemia do coronavírus, o setor da construção civil é um dos poucos que ainda não sofreu um grande impacto econômico. Os empregos e salários estão mantidos e as obras continuam. Entretanto, caso a pandemia se prolongue, a preocupação é que os lançamentos de empreendimentos sejam adiados, parando obras e causando desemprego.
O presidente do Sintracom (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Campo Grande), José Abelha Neto, explica que a quarentena durou pouco em Campo Grande, já que o prefeito Marquinhos Trad (PSD) logo liberou o trabalho nos canteiros e evitou as demissões. Por isso, o trabalho na construção civil continua, mesmo diante da pandemia.
“Por enquanto, não tivemos demissões. A nossa preocupação é com a possibilidade de problemas ligados ao setor, que é a queda na venda de imóveis. Se isso acontecer, podemos ter problemas nas obras”, diz. No momento, as construtoras não têm cogitado demissões ou suspensões de contrato, segundo o sindicato.
O presidente do Secovi-MS (Sindicato da Habitação em Mato Grosso do Sul), Marcos Augusto Netto, ressalta que ainda não há como prever os problemas que o setor pode enfrentar. Os lançamentos que estavam previstos foram mantidos e a venda de imóveis não parou completamente.
“Os lançamentos imobiliários estão aguardando uma ‘visão’ depois desse coronavírus, um momento pra gente poder avaliar, está tudo parado, a economia parou. Mas, existem alguns empreendimentos que foram lançados, corretores continuam trabalhando, conversando com clientes, algumas vendas têm saído. É um mercado que está aguardando um desfecho desse coronavírus”, explica.
Para Marcos, saber ao certo que vai acontecer no setor com a pandemia ainda é impossível. “É uma dúvida que fica no ar: quanto tempo vai durar? Tem muitos empreendimentos prontos, temos três ou quatro pra lançar agora. O pessoal queria lançar depois do Carnaval, mas aí explodiu essa bomba”. Ele afirma que a preocupação do sindicato da construção civil tem fundamentos, mas ainda encara com otimismo. “Estamos andando, não na velocidade que deveríamos, mas continuamos trabalhando”.
Em meio ao esvaziamento de lojas e do comércio gerado pela pandemia da covid-19 em todo o país, canteiros de obras continuam a funcionar com poucos entraves. Com aproximadamente dois milhões de trabalhadores com carteira assinada, a construção civil teve somente interrupções pontuais em suas atividades.
Os governos dos três maiores estados do país, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, não estabeleceram restrições para o funcionamento dos canteiros até agora. Somente estados menos expressivos para o setor, como Pernambuco e Goiás, chegaram a determinar a paralisação das atividades. Procurados, nenhum dos estados quis se manifestar.
Enquadramento da construção civil como atividade essencial é questionado por auditores, já que obra poderia ficar parada sem prejuízo econômico (Foto: Flickr/Creative Commons)
Mesmo com medidas que busquem diminuir os riscos, como máscaras e o uso de álcool em gel, não há como garantir a saúde dos trabalhadores, segundo o auditor-fiscal do trabalho Luiz Alfredo Scienza. “O canteiro de obras não é um ambiente seguro. A construção concentra a maior parte dos trabalhadores em determinadas atividades, eles ficam juntos, próximos. Como é possível garantir a integridade desse trabalhador diante da forma como esse vírus se propaga?” diz. Segundo Scienza, o fato de o vírus ser altamente contagioso, mesmo em indivíduos sem sintomas, faz o seu controle ser extremamente difícil nesse ambiente de trabalho.
Empresários do setor, porém, argumentam que é possível manter os canteiros em funcionamento. “Segurança do trabalho virou algo que o construtor dá muito valor. Introduzir as exigências que a pandemia trouxe foi fácil para o setor”, diz Odair Senra, presidente do Sinduscon-SP, entidade que reúne as construtoras no estado de São Paulo.
Atividade essencial?
O argumento principal utilizado pelas entidades patronais e pelos governadores para manter a construção civil em funcionamento é o de que ela seria uma atividade essencial. Em São Paulo, por exemplo, o governador João Doria determinou que a construção civil está no mesmo patamar de atividades como segurança e serviços de saúde. Ao fazer o anúncio das atividades excluídas da quarentena no estado, Doria afirmou que o funcionamento das indústrias, incluindo a da construção civil, era possível pela inexistência de um atendimento ao público.
O procurador do trabalho Tiago Cavalcanti alega que “não existe nenhum fundamento minimamente razoável para que as indústrias, o que inclui a construção civil, estejam previstas como atividades essenciais”. Cavalcanti questiona a decisão do governo de Alagoas que, como o governador de São Paulo, considerou a construção civil uma atividade essencial. Segundo o procurador, manter os trabalhadores de canteiros de obras em atividade é inconstitucional por “violar o dispositivo constitucional que garante a redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde e segurança do trabalho.” Além disso, para ele, não suspender as construções prejudica outras medidas tomadas no restante da sociedade para prevenir a propagação do vírus. O governo de Alagoas não respondeu aos pedidos de esclarecimento.
Scienza concorda que não há motivos para considerar a construção civil como uma atividade essencial. “Praticamente todas as etapas das obras, inclusive a concretagem, podem ficar paradas sem problemas. Não se pode sequer alegar prejuízo econômico.”, argumenta o auditor-fiscal.
Acordos para diminuir riscos
Diante do funcionamento das obras, sindicatos de trabalhadores têm feito acordos com as entidades empresariais buscando diminuir os riscos nos canteiros. “O governador João Doria não suspendeu o trabalho nas obras, e não teve diálogo nenhum conosco sobre isso. Aí o que nos sobrou para fazer? Fazer pressão sobre as empresas, para que o pessoal possa ao menos trabalhar com alguma segurança”, diz o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo, Antonio de Sousa Ramalho.
O sindicato dos trabalhadores fez um acordo para diminuir os riscos nos canteiros junto ao Sinduscon-SP, entidade que reúne as empresas de construção civil no estado. O acordo com o sindicato patronal prevê uma série de medidas de higienização e mudanças nas rotinas das obras. No canteiro, os trabalhadores devem ter a temperatura medida logo em sua entrada para verificar casos de febre. As obras devem ter álcool em gel e equipamentos de proteção como máscaras disponíveis, e além disso os trabalhadores devem ser separados durante as refeições para diminuir o risco de contágio. Já as jornadas de trabalho foram flexibilizadas para que os trabalhadores não peguem transporte público em horários de pico.
Em canteiros de obra, a maior parte dos trabalhadores costumam ficar reunidos na mesma atividade, facilitando a propagação do vírus (Foto: Elvis Pucar/Flickr/Creative Commons)
Segundo o sindicalista, as empresas têm cumprido o acordo em cerca de 80% dos casos, e o sindicato tem mantido um diálogo constante com o Sinduscon buscando aprimorar os procedimentos.
O sindicato patronal diz que, até agora, a iniciativa foi bem sucedida. “Não temos dúvida de que foi a melhor coisa que fizemos para o pessoal de obra, não só para a manutenção de obras quanto para a saúde dele,” diz o presidente do Sinduscon. “Os canteiros de obra passaram a ser um ambiente de trabalho mais sadio do que passar o dia na comunidade deles. E com isso eles levam um conceito de higiene e educação para casa.”
No Rio de Janeiro, um acordo semelhante foi feito entre a empresas e os trabalhadores. “Cada empresa assume responsabilidades frente à delicada situação que o Brasil enfrenta, dando continuidade às obras, sem prejuízo ao trabalhador, ao empregador, à sociedade e à economia”, diz nota assinada pelo Sinduscon-RJ, onde a entidade das empresas cariocas estimula o funcionamento dos canteiros.
Diante da postura das empresas, sete entidades de arquitetos e engenheiros pediram a interrupção imediata das obras no Rio de Janeiro, argumentando que não há a possibilidade de um funcionamento seguro dos canteiros de obras. “Se o comércio parou, por que uma obra não deve paralisar? Se não for possível fazer o trabalho remoto, o trabalho deve ser paralisado. É o caso da construção em geral, a única possibilidade é parar” diz Eleonora Mascia, presidente da Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA), uma das entidades que pede a interrupção das obras no Rio de Janeiro.
Não suspender as construções prejudica todas as medidas tomadas pela sociedade em geral para prevenir a propagação do vírus (Foto: Igor Schulz/Creative Commons)
Jeferson Salazar, diretor do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro (CAU-RJ), também diz não acreditar que seja possível a existência de um ambiente saudável e seguro nos canteiros, já que se trata de um setor onde predomina a informalidade. “É um dos setores que menos dá atenção à saúde do trabalhador. Eles afirmam que a retomada desses trabalhos será acompanhada por medidas preventivas, mas nós não acreditamos que isso se concretize, vide a prática que temos hoje”, diz Salazar. “Então, se não paralisar a cadeia produtiva da construção civil, nós teremos aí uma quantidade imensa de trabalhadores que poderão se infectar e se tornar vetores do coronavírus.”
Obras barradas na Justiça
Enquanto governadores não interrompem as atividades da construção, tribunais têm decidido se elas devem ou não continuar. Em Alagoas, uma liminar impediu todas as obras da empresa Uchoa Construções no estado, após ação feita pelo procurador Tiago Cavalcanti.
O procurador argumenta que não é possível manter um ambiente de trabalho seguro diante da pandemia, seja naquela obra ou em qualquer outra do país. “Nós não sabemos ainda como o vírus se comporta e, na construção civil, o número de trabalhadores é elevado. Você estaria colocando os trabalhadores na rua, o que já é algo indesejável nesse momento do país. E o mais importante é que não há motivos para você correr esse risco, ao se tratar de uma atividade que não é essencial”, argumenta Cavalcanti.
Outros juízes determinaram a paralisação de obras de rodovias no Piauí e em São Paulo com argumentos semelhantes. Em decisão determinando a paralisação da duplicação da rodovia Tamoios no interior de São Paulo, o juiz Ayrton Vidolin Marques Júnior argumentou “que os trabalhadores são transportados em grupos, de forma aglomerada dentro de ônibus e com baixo grau de salubridade. Nos canteiros de obras ocorre aglomeração de pessoas, inclusive desprovidas de equipamento mínimos de proteção, como máscaras e luvas. Existe, portanto, ambiente propício à contaminação pelo novo coronavírus”.
Em contraste com a opinião do juiz, o presidente do sindicato dos trabalhadores em São Paulo argumenta que há um risco grande de desemprego na construção em caso de paralisação das obras, já que há um risco de quebra das empresas menores que trabalham nos canteiros de obras. “Eu quero torcer para não ter a suspensão das obras em São Paulo. Agora, o que precisamos é trabalhar com segurança.”
Veja as vagas disponíveis no Posto de Atendimento ao Trabalhar (PAT) de Araraquara nesta segunda-feira (13).
-Alinhador de eixos (5369291) -Armador 2 vagas (5369678) -Carpinteiro 4 vagas (5369680) -Greidista (5367531) -Mestre de Obras (5369687) -Pedreiro 5 vagas (5369690) -Vidraceiro (53656780)
Os interessados devem mandar currículo para o e-mail: curriculopatararaquara@gmail.com. No e-mail deve ter o currículo atualizado, o número do PIS e o código da vaga. Fonte: https://www.acidadeon.com/
A Caixa Econômica Federal anunciou, nesta quinta-feira 9, um pacote de medidas no valor de 43 bilhões de reais para estimular o setor da construção civil, durante a crise. O banco vai antecipar recursos para as empresas e dar mais alívio no orçamento para os mutuários da casa própria, beneficiando cinco mil famílias.
Além disso, a Caixa vai incentivar as pessoas a tomarem crédito imobiliário. Os novos compradores vão ganhar prazo de seis meses para começar a pagar as prestações. As medidas entram em vigor na segunda-feira 13.
Os mutuários inadimplentes, com até duas prestações atrasadas, poderão renegociar os contratos, suspender o pagamento das prestações por seis meses ou fazer o pagamento parcial.
A Caixa já tinha anunciado pausa nas dívidas parceladas por 90 dias para todos os clientes, inclusive no crédito imobiliário. Para os clientes que fazem construção com financiamento do banco será permitida a liberação antecipada de até duas parcelas, sem a vistoria.
O pacote foi costurado com representantes do setor produtivo, que se comprometeram a manter os empregos por 60 dias. Elas foram anunciadas pelo presidente da Caixa, Pedro Guimarães, em rede social.
Ele reiterou que as medidas contemplam o “carro chefe” do banco. Com os novos recursos, a Caixa vai investir ao todo 154 bilhões de reais, somando as ações anteriores para combater os efeitos do novo coronavírus na economia.
Para dar incentivar a construção de imóveis, a Caixa vai antecipar em até 20% do financiamento de empreendimentos que ainda vão começar. Também vai antecipar recursos correspondentes a até três meses, limitado a 10% do custo financiado, para obras em andamento e sem atrasos no cronograma.
A pausa nos pagamentos parcelados também será estendida às empresas, sendo de até 90 dias, para os clientes que estão com pagamentos em dia ou com até duas parcelas, em atraso. Elas também terão inclusão ou prorrogação de carência por até 180 dias, para os projetos com obras concluídas e em fase de amortização.
Haverá ainda a possibilidade de prorrogação do início das obras por até 180 dias. Além disso, as construtoras poderão reformular o cronograma de obra, nos casos de contingências na execução por questões decorrentes da pandemia.
Segundo o presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Luiz França, as medidas são positivas tanto para os compradores quanto para as empresas:
“A Caixa está buscando a adequação do fluxo de caixa, dos compradores de imóveis e das incorporadoras. Estas medidas são fundamentais para manter 2,4 milhões de empregos diretos e indiretos”.
Ele destacou que também que a iniciativa vai evitar a paralisação das obras e manter ativa a cadeia produtiva do setor, que conta com um grande número de pequenas e médias empresas.
Setor intensivo em mão de obra, a construção civil sinalizou, em 2019, que poderia engatar retomada depois de período de queda nos negócios no Rio Grande do Sul. O pânico provocado pelo coronavírus, contudo, freou o movimento. Diante da situação, empresas e representantes dos trabalhadores do setor em Porto Alegre firmaram acordo para tentar reduzir perdas e preservar empregos.
O Sinduscon-RS, que representa os empresários, e o STICC, dos funcionários, formalizaram o acerto no último dia 20. A decisão permite, por exemplo, corte de até 40% na jornada e nos salários, além da divisão de trabalhadores por turno, a fim de diminuir a quantidade de empregados ao mesmo tempo nas obras.
— As medidas são importantes. Buscam mitigar as perdas das empresas e preservar os empregos — afirma o presidente do SindusconRS, Aquiles Dal Molin Junior.
Preocupação
Na quarta-feira (1º), a prefeitura da Capital publicou decreto que estabelece estado de calamidade pública. A decisão proíbe, no momento, atividades da construção civil, com exceção das relacionadas a saúde, segurança e educação.
Presidente do STICC, Gelson Santana valoriza o acerto com o Sinduscon-RS, mas lamenta os prejuízos trazidos pelo coronavírus. O dirigente sindical teme que pequenas construtoras não tenham capacidade para aguentar o choque causado pela pandemia.
— As empresas pequenas estão sentindo bastante — diz Santana.
Gigante do setor, a MRV promete não fazer demissões durante 60 dias. No Rio Grande do Sul, a construtora emprega 1,2 mil funcionários, somando canteiro de obras e setor administrativo. No país, são cerca de 30 mil. Conforme o copresidente da companhia, Eduardo Fischer, eventual proposta de redução salarial não é estudada neste momento.
– Queremos garantir que as pessoas tenham emprego, dar segurança para elas. Isso vai custar dinheiro para a empresa? Vai. Mas não vamos demitir, nem reduzir salários, por enquanto. Nosso negócio é de longo prazo. Temos de pensar nas pessoas. As empresas pequenas talvez não tenham capital de giro para sustentar um momento como este — declara Fischer.
A Cyrela Goldsztein também declara que, “em respeito aos seus colaboradores e ao compromisso com o país”, não demitirá funcionários nos próximos dois meses. Em nota, a companhia explica que a decisão faz parte de um movimento nacional de mais de 200 empresas para evitar cortes.
O governador Carlos Moisés anunciou na tarde desta quarta-feira, 1º, a liberação das obras privadas de construção civil e de sua cadeia produtiva em Santa Catarina. A decisão foi oficializada por meio da Portaria 214 publicada no Diário Oficial do Estado e passa a valer a partir de quinta-feira, 2 de abril. A retomada do setor foi determinada após uma reunião de trabalho do Núcleo Econômico, que engloba a equipe do Governo do Estado, as principais entidades do setor produtivo e representantes do Parlamento, da Federação dos Municípios (Fecam) e do Ministério Público.
Segundo o governador, a liberação proporciona um tratamento igualitário ao setor da construção civil, uma vez que as obras públicas já haviam sido retomadas no começo da semana. Carlos Moisés salienta que as empresas precisarão respeitar as normas de distanciamento social e de liberação do trabalho de pessoas do grupo de risco.
“Nós concluímos que havia um tratamento desigual e precisávamos distensionar o setor da construção civil. A decisão vai nesse sentido. As empresas precisarão respeitar as normas estabelecidas pelo Governo do Estado. A retomada gradativa das atividades precisa ocorrer de forma segura e as reuniões do Núcleo Econômico nos levam a ter mais estabilidade na tomada das decisões”, afirmou o governador.
portaria determina também a liberação do funcionamento dos estabelecimentos comerciais de materiais de construção, ferragens, ferramentas, material elétrico, cimento, tintas, vernizes e materiais para pintura, mármores, granitos e pedras de revestimento, vidros, espelhos e vitrais, madeira e artefatos, materiais hidráulicos, cal, areia, pedra britada, tijolos e telhas.
O chefe da Casa Civil, Douglas Borba, salientou que as decisões tomadas pelo Núcleo Econômico serão soberanas, com a participação de todos os entes, tanto públicos quanto privados. “Estamos buscando um equilíbrio das ações. As condições sanitárias serão respeitadas e todas as decisões preservarão a saúde dos catarinenses, com intensa fiscalização”, frisou.
O grupo de trabalho do Núcleo Econômico se reúne diariamente, sempre às 14h. Além do governador, participaram da reunião desta quarta-feira a vice-governadora Daniela Reinehr, o chefe da Casa Civil, Douglas Borba, os secretários Paulo Eli (Fazenda), Lucas Esmeraldino (Desenvolvimento Econômico), João Batista Cordeiro Junior (Defesa Civil), Jorge Eduardo Tasca (Administração), Ricardo Gouvêa (Agricultura e Pesca), o comandante-geral da PMSC, Carlos Alberto de Araújo Gomes, o presidente da Fiesc, Mario Cezar Aguiar, o presidente da Fecoagro, Cláudio Post, o presidente da Fecomercio-SC, Bruno Breithaupt, o presidente da FCDL, Ivan Roberto, o presidente da Facisc, Jonny Zulauf, o presidente da Fampesc, Alcides Andrade, o presidente da FAESC, José Zeferino Pedrozo, os deputados estaduais Paulinha e Valdir Cobalchini, o procurador-chefe do MPF, Darlan Dias, o procurador do MPSC Giovanni Gil, o procurador-chefe do MPT, Marcelo Goss, e a prefeita Adeliana Dal Pont, de São José, representando a Fecam.
A obras de construção civil podem ser retomadas a partir desta quarta-feira (1º), de acordo com o Sindicato da Indústria da Construção Civil de João Pessoa (Sinduscon-JP). A assessoria de comunicação do sindicato informou que se trata de uma orientação e que fica a critério das empresas voltarem ou não ao trabalho.
De acordo com o presidente do sindicato, José William, os associados e colaboradores devem redobrar as atitudes de higiene pessol e coletiva, tomar cuidado para ir e voltar do trabalho e os canteiros de obra devem intensificar a higienização.
Em uma reunião que aconteceu junto com o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil, Pesada, Montagem e Mobiliários (Sintricon), a decisão foi paralisar as atividades a partir do dia 23 de março e até o dia 31 de março devido a pandemia do coronavírus.
"Nós achamos por bem, naquele momento, salvaguardar a saúde, a integridade e a segurança dos nossos colaboradores e de suas famílias. O ato de ir e vir ao trabalho, tudo isso nós tivemos o cuidado, como também preservar a saúde das empresas", disse o presidente José William.
De acordo com o representante do setor, mais de 16 mil colaboradores trabalham diretamente em canteiros de obras só na Região Metropolitana de João Pessoa e que a volta dessa categoria ao trabalho deve acontecer de forma cuidadosa.
O ideal é que o trabalhadores evitem contato físico, tenham distanciamento maior na hora de fazer refeições e que aumentem a distância também nos alojamentos, além de aumentar o número de lavatórios.