domingo, 20 de outubro de 2019

ARAGUAÍNA: Segmentos da área de construção civil e treinamento de pessoas são diferenciais em feira do Sebrae



Quando se pensa em feira de negócios, vai logo associando a empresas do setor de vestuário, acessórios e serviços expondo os seus produtos. Mas a primeira edição do Liquida Tudo Araguaína, que começou na última quarta-feira, 16, e finaliza neste sábado, 19, o espaço é para todos os tipos de segmentos.
Os empreendedores Roberta Vaz e Jean Carlos apostaram na feira para mostrar a sua empresa de treinamento de pessoas e inteligência emocional. Roberta, que é formada em Direito, mudou sua visão de negócios há um ano, quando participou de uma missão empresarial do Sebrae. “Participamos dessa missão, fizemos o treinamento em coach e decidimos abrir o nosso negócio neste segmento. A feira é uma oportunidade de mostrar os nossos serviços, como palestras, análise de perfil e comportamental; tudo com desconto para quem fechar durante a feira”, comentou.
Um estande que chama a atenção de quem passa na feira é da empresa de Bruno Ribeiro. Do setor de construção civil, o empresário aproveitou a feira para mostrar os seus produtos que abrangem desde a linha industrial, mas também rural e residencial. “Estamos mostrando o que temos a oferecer na nossa área. Fechando contatos com futuros clientes”, destacou Ribeiro.
Liquida Tudo Araguaína
O evento é realizado pelo Sebrae em parceria com a Associação Comercial e Industrial de Araguaína (Aciara), Grupo Campelo e Prefeitura de Araguaína e apoio da Rensoftware, Midix Internet, SESI, PM, Corpo de Bombeiros e TV Anhanguera. O Liquida Tudo Araguaína conta com 54 expositores de diversos segmentos, além de Espaço Kids e Vila Gastronômica com apresentações culturais. A feira segue até este sábado, 19, no estacionamento do Atacadão Campelo, localizado na Avenida Filadélfia, das 11 às 21 horas.

sábado, 19 de outubro de 2019

Construtoras abrem vagas de emprego em BH e Ribeirão das Neves



O site de recrutamento do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG) está com sete vagas de emprego em construtoras localizadas em Belo Horizonte e Ribeirão das Neves. Entre os cargos disponíveis estão analista ambiental, analista de crédito imobiliário (duas vagas), corretor de imóveis, técnico de segurança do trabalho, engenheiro civil e estágio em engenharia civil. Os interessados devem cadastrar o currículo no site vagas.recrutamentointeligente.net/sindusconmg.

A vaga de analista ambiental é para atuação em Belo Horizonte. O candidato deve possuir superior completo na área e experiência em trâmites de legalização de terrenos em incorporação. Entre os benefícios estão salário de R$ 3.500, vale-transporte ou ticket car, vale-refeição, plano de saúde e odontológico.

Para as vagas de analista de crédito imobiliário, os candidatos devem ter ensino médio completo e conhecimento nos programas SICAQ, SIOPI e CIWEB. O profissional contratado atuará em Belo Horizonte de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h, e aos sábados, das 9h às 13h. Ele receberá salário compatível com o mercado mais comissão, vale-refeição e vale-alimentação, vale-transporte, plano de saúde e seguro de vida em grupo.

Os profissionais com curso técnico de segurança do trabalho podem se candidatar à vaga em construtora de Belo Horizonte. Além da formação técnica, o candidato deve ter experiência em canteiro de obras na construção civil. Entre os benefícios estão vale-transporte ou combustível, vale-refeição e vale-alimentação, plano de saúde e seguro de vida. Há também vaga para corretor de imóveis em BH, em que o candidato deve ter Ensino Médio completo. Registro no CRECI será um diferencial. O contratado receberá salário fixo mais comissão, vale-transporte/combustível, vale-refeição e vale-alimentação.

Já a oportunidade para engenheiro civil é em Ribeirão das Neves, com horário de trabalho das 7h às 17h. É necessário ter superior completo em engenharia civil, registro no CREA, conhecimentos em AutoCad e nos sistemas SSO e SGQ e Excel intermediário. Para se candidatar à vaga, também é solicitada vivência na execução de obras de edificação (Minha Casa Minha Vida), obras residenciais e outros tipos imobiliários, além de liderança de equipes de campo na obra. O candidato deve enviar pretensão salarial para atuação como pessoa jurídica.

Para a vaga de estágio em engenharia civil, o estudante deve estar do 4º ao 7º período (de preferência no turno da noite). O horário de atuação, em construtora em Belo Horizonte, será das 7h às 14h. É solicitado ao candidato Excel intermediário e leitura de projeto avançado, além de competências como proatividade, responsabilidade, organização e trabalho em equipe. O estagiário receberá bolsa compatível com o mercado, vale-transporte e vale-alimentação.

No site de recrutamento do Sinduscon-MG, idealizado em parceria com o Grupo Selpe, as empresas associadas ao sindicato podem divulgar as vagas abertas gratuitamente. Os profissionais podem se candidatar às oportunidades disponíveis ou disponibilizar o currículo para as empresas, também de forma gratuita.

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Piauí que Trabalha: Parnaíba e União lideram vagas de empregos e jovens empreendem mais


O programa especial Viva Piauí que Trabalha desta quinta-feira (17) destacou as potencialidades do setor de serviços. O estado apresentou um crescimento de 7% na abertura de empresas e negócios. O número é considerado positivo diante do cenário de crise em que vivem o País.
Abertura de Empresas
Segundo dados da Junta Comercial do Piauí, em 2019, o número da abertura de novos negócios já ultrapassou 5 mil. A presidente da Junta, Alzenir Porto, afirma que o crescimento se deve a desburocratização do processo que foi totalmente informatizado. Agora, a documentação necessária fica pronta em três dias. No passado poderia levar um ano.  
“Era mais difícil porque não tinha nada informatizado. Não havia padronização do contrato. Eram 16 etapas a serem cumpridas. Levava mais de um ano para abrir uma empresa.”, diz Alzenir Porto.
A maior parte das empresas abertas no Piauí foram registradas nas cidades de Teresina, Picos e Parnaíba. Os novos empreendimentos são nas áreas de comércio, serviços, estéticas e saúde. O perfil do empreender é de jovens entre 18 e 25 anos.
Foto:YasmimCunha/CidadeVerde.com
Geração de Empregos
Os números de 2018 mostram que durante todo o ano passado a maior parte dos empregos gerados no Piauí ficou concentrada em 15% dos municípios. As cidades que mais criaram empregos foram Parnaíba, União e Teresina.
 
Na cidade de Parnaíba, os números se devem ao setor de turismo. Na cidade de União, as vagas abertas foram devido à usina de açúcar e álcool instalada na cidade. Em Teresina, o setor de serviço ainda se destaca bastante. 
Construção Civil
O que mostra o retorno do crescimento econômico é o retorno da abertura de vagas na área da construção civil. Impulsionada pelo crédito imobiliário, esse setor ampliou as contratações em 2019. Isso ocorre após cinco anos de dados negativos. 
Foram criados 1184 empregos com uma variação de 6%. O crescimento maior foi no mês de maio. Porém, o crescimento se mantém positivo nos outros cinco meses.  O crescimento do mercado imobiliário é apontado como o responsável pelo bom desempenho da  construção civil.  
O presidente do Sindicato da Indústria de Construção Civil de Teresina (Sinduscon), Francisco Reinaldo, afirma que as obras em Teresina impulsionam a contratação de mão de obra no setor.  “São obras do Governo Federal como o balão do Mercado do Peixe e a prefeitura abre novas vias. Isso ajuda na contratação ”, disse Francisco Reinaldo.
O superintende da Caixa Econômica no Piauí, Jonathan Borges, afirma que houve uma redução na taxa de juros para o financiamento de imóveis em 15%.
“Temos os indicadores de desemprego melhorando. Tem a oferta de imóveis para vender. Isso oferece às pessoas condições de negociações e opções de crédito. Com isso as construtoras devem construir mais e colocar mais imóveis à disposição. Assim, as construtoras terão que contratar mais para atender a demanda”, disse. 

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Tecnologia empregada na construção civil reduz consideravelmente custo


Desde sempre no imaginário popular quando se fala em obra ou em construção civil, um tripé veem à mente: cimento, areia e água. Embora essa "receita" ainda seja de grande importância, cada vez mais a tecnologia empregada na produção dos materiais utilizados nas obras Brasil afora, tem transformado o setor. Mais que isso, a tecnologia tem possibilitado gerir melhor os recursos, sejam eles materiais ou humanos.

Foto: Divulgação / DINO


Para Paulo Santos, 50 anos, engenheiro, especializado em tecnologia da construção civil, um grande exemplo de que uma visão holística tem sido cada vez mais importante no setor é o Estádio Magalhães Pinto, mais conhecido como Mineirão. "Coordenar uma obra dessa importância exigiu uma logística eficiente, sem desperdícios, aproveitando materiais recicláveis e a utilização de metodologias de concretos especiais para reforço estrutural, o que gerou economia no custo de orçamentos para as empresas", destaca.


Santos foi um dos responsáveis pela reforma do Gigante para a Copa do Mundo de 2014. "Por ter sua fachada tombada, um dos desafios da revitalização interna foi a relação urbanística do Novo Mineirão com o Complexo Turístico da Lagoa da Pampulha e sua vizinhança. Procuramos intervir de forma respeitosa à topografia original da década de 60, mas radical levando em conta as demandas durante a Copa e também seu impacto como um legado autossustentável para a cidade", completa.

Com mais de 23 anos de experiência, Paulo tem em seu histórico profissional grandes obras, sendo responsável por orçamentos que muitas vezes ultrapassam a casa de R$60 milhões. "O fato de buscarmos sempre trabalhar com um time eficiente, com materiais de qualidade, mas de olho no budget, fez com que nos tornássemos referência no setor".

De olho no 5G


Uma frente que não para de crescer é a de estações de rádio base para telefonia. Só nesta área, Paulo comandou instalações para a VIVO e Telemig Celular.

Com a chegada da tecnologia 5G nos Estados Unidos e a crescente disputa com países como o Japão, Santos entende que a experiência acumulada até aqui pode e certamente possibilitará que ele atue naquele país, em breve. "Esse é meu objetivo agora, a América certamente é um mercado que tem muito a crescer, podemos potencializar os processos construtivos, com soluções mais econômicas e em harmonia com o meio ambiente", finaliza dando a dica de qual será sua próxima empreitada.

Website: http://www.paulosantos.com.br

terça-feira, 15 de outubro de 2019

Queda de juros anunciada pelo BRB empolga setor da construção civil

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Começou a valer nesta segunda-feira (14/10) a taxa de 6,99% ao ano para financiamento imobiliário para pessoa física no Banco de Brasília (BRB). A tarifa, a mais baixa entre os concorrentes e a menor registrada na história do país, anima o setor da construção civil e o mercado imobiliário. Entidades representativas da área apostam no aquecimento da economia com o incentivo à compra da casa própria e destacam que as consequências principais devem ser o crescimento das vendas e da geração de empregos.

A redução da tarifa pelo BRB, adiantada pelo Correio no domingo, segue tendência nacional. A concorrência entre as instituições financeiras e a redução da taxa básica de juros, a Selic, estimularam a derrubada dos valores em busca de potenciais clientes. Esse movimento, para representantes do setor, terá impacto rápido. “É um sinal concreto, efetivo para a área, porque não se trata de um estudo ou de uma avaliação para reduzir a tarifa, mas de uma redução, de fato, das taxas”, destaca o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon-DF), Dionyzio Klavdianos.

Para ele, o fato de um banco local, como o BRB, oferecer taxa de juros menor do que a das maiores instituições do mercado estimula a população do DF a investir na compra de imóveis. “Há uma faixa muito grande dos clientes que precisam do financiamento para efetivar o negócio. Essa taxa viabiliza a compra e estimula as vendas. Consequentemente, investe-se mais em lançamentos”, acredita.

As taxas menores consolidarão um crescimento dos negócios que começou a ser percebido em 2019, avalia o presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Distrito Federal (Ademi-DF), Eduardo Aroeira. Segundo ele, até agosto, o valor geral de vendas alcançou R$ 1,58 bilhão. Em 2018, o número ficou em R$ 1,24 bilhão. “A nossa expectativa é de que, com esse movimento na taxa de juros, consigamos chegar ao dobro do que se conseguiu no ano passado e cheguemos aos R$ 2,5 bilhões”, prevê. A redução da taxa de juros, segundo ele, tem influência positiva no mercado, pois possibilita que mais clientes tenham acesso a casa própria. “Por isso, ampliar o número potencial de clientes se reflete diretamente no aumento de lançamentos.”

Além das grandes construtoras e incorporadoras, a queda nas tarifas tem efeito positivo para pequenas e médias empresas do ramo, avalia o presidente da Associação Brasiliense de Construtores (Asbraco), Afonso Assad. “A redução é muito bem-vinda, porque traz de volta investimentos. Isso, indiretamente, impacta as empresas menores, como as que são associadas a Asbraco, porque elas voltam a ser contratadas pelas maiores. A consequência é o crescimento do mercado como um todo”, argumenta.

Professor do Departamento de Economia da Universidade de Brasília (UnB), Carlos Alberto Ramos concorda que a medida é positiva para o mercado em um momento em que o setor não se recuperou completamente da crise financeira. O especialista ressalta, porém, que há variáveis que precisam ser levadas em conta na projeção de crescimento. “A taxa de juros é um dos fatores importantes, mas também deve-se considerar as perspectivas das pessoas em relação ao futuro, a emprego e a salário. Vivemos um momento de incerteza, e o crescimento também depende disso”, complementa.

Condições


O diretor presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, explicou que o crédito imobiliário foi colocado como uma das prioridades da instituição, pois gera relacionamento de longo prazo com os clientes e fomenta a cadeia produtiva da construção civil. “Resolvemos ser bem agressivos”, disse em entrevista recente ao Correio para anunciar a redução.

O índice, de 6,99% ao ano, mais taxa referencial, será aceito para negociações pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH), que vale para imóveis de até R$ 1,5 milhão, e pelo Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), em que não há limite de custo. O prazo máximo para o crédito é de 420 meses (35 anos), e até 80% do valor total do imóvel pode ser financiado.

Para ter acesso à linha de crédito, além de ter conta-corrente no banco, o cliente precisa usar outros quatro serviços da instituição: crédito mensal de salário; cartão de crédito; mobile banking ativo; descontos com débito direto em conta. A estimativa do BRB é de que R$ 250 milhões sejam aplicados em financiamentos do tipo. O crédito é direcionado para todos os clientes do banco, mas servidores públicos do GDF contam com valores pré-aprovados disponíveis no aplicativo do BRB.

A servidora pública Samara Cristina Cardoso, 26 anos, é uma das clientes que espera conseguir concretizar o sonho de ter uma casa por meio do financiamento. “Estou louca para sair do aluguel. Busco isso a minha vida inteira. Antes, quando morava com a minha mãe e agora, que estou casada também”, contou. A taxa de juros mais baixa é um estímulo a mais, diz a funcionária do GDF, que se planeja para ajustar as finanças a fim de efetivar o empréstimo.

Colaborou Rayssa Brito (estagiária sob supervisão de Guilherme Goulart)

Crédito

6,99%
Taxa mínima para o crédito imobiliário, mais taxa referencial (TR)

420
Quantidade máxima de meses para o financiamento

80%
Porcentagem máxima do valor do imóvel que pode ser financiada pelo BRB

Palavra de especialista

Efeito positivo

“A redução na taxa de juros do financiamento imobiliário tem impacto na reativação do setor da construção civil, que sofreu muito depois do agravamento da crise econômica. Esse é um espaço de retomada para a capacidade ociosa que se tem. Os bancos fizeram redução bastante expressiva nesse sentido recentemente e agora é muito importante que o BRB venha trabalhar com taxas ainda menores. O efeito econômico é altamente positivo porque o setor da construção civil gera muitos empregos. A área oferta muitos postos de trabalho que não demandam grande formação acadêmica e há muitas pessoas que precisam hoje desse tipo de vaga.”, José Luiz Pagnussat, economista e membro do Conselho Regional de Economia do DF (Corecon-DF).

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Construção civil retoma o crescimento e espanta o desemprego

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Um dos setores econômicos mais prejudicados pela crise nos últimos anos, o mercado imobiliário começa a despontar como a locomotiva da geração de empregos no país. A construção civil, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, foi a atividade que mais contribuiu com a geração de janeiro a agosto deste ano.

No período, houve a criação de 593 mil empregos, sendo a construção civil responsável por 96,5 mil delas – pouco menos de 20% do total. Como referência, no mesmo período de 2018 houve a criação de 568 mil empregos e a construção civil contribuiu com 65,5 mil postos (12% das vagas totais). “O crescimento da construção civil passa tanto pelo setor informal quanto pelas construtoras”, afirmou Eduardo Zaidan, vice-presidente de economia do Sinduscon-SP.

Um exemplo desse movimento é a MRV Engenharia, maior construtora de imóveis da América Latina. A empresa abriu, em agosto, 420 vagas de emprego em diversos cargos em todo o país para profissionais de vários níveis e áreas de formação – desde vendedores e consultores imobiliários até especialistas em segurança do trabalho.

“O mercado voltará a crescer porque é fundamental para economia como um todo”, disse o cofundador e presidente do Conselho de Administração da MRV, Rubens Menin, durante evento de celebração de 40 anos da companhia na última semana, em Belo Horizonte. “Os três maiores desafios do Brasil e do mundo são saúde, educação e moradia. Não existe desenvolvimento social sem a casa própria, que traz segurança e dignidade para as famílias”.

De fato, os indicadores mostram que, degrau por degrau, a atividade está subindo. Segundo levantamento do IBGE, a construção civil cresceu 2% no segundo trimestre de 2019 em relação ao mesmo período do ano passado, depois de cinco anos registrando quedas, ou 20 quedas consecutivas na comparação do mesmo intervalo.

Ainda de acordo com o instituto, o resultado ajudou a impulsionar o PIB brasileiro, que subiu 1% no trimestre quando comparado com 2018. Outro levantamento da consultoria Michael Page, feito a pedido da revista Exame, constatou que a procura por certos profissionais da área aumentou 300% nos nove primeiros meses deste ano ante o mesmo período anterior.

“O aquecimento está ligado à expectativa de mercado, principalmente com a baixa de juros e o cenário econômico mais favorável. O investimento na construção civil também teve uma retomada forte nos Estados Unidos, o que faz com que os investidores olhem para outros mercados, e no momento o mercado brasileiro tem atratividade maior”, disse Renato Trindade, gerente-executivo da Divisão de Operações de Propriedade e Construção da Michael Page. Para ele, os números refletem uma base baixa nos anos anteriores, mas ainda mostra uma retomada e um potencial grande de contratações para o próximo ano.

De acordo com a consultoria, as melhores oportunidades estão concentradas na região Sudeste, onde ficam as bases das maiores incorporadoras, especialmente São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Já no restante do Brasil, Trindade acredita que a retomada ocorrerá em ritmo mais lento. “Não temos um boom de empregos, mas um aumento de oportunidades para profissionais mais qualificados. As empresas têm olhado mais para a eficiência, buscando o profissional multifuncional, que mais possa agregar ao cargo”, disse.

domingo, 13 de outubro de 2019

Presença das mulheres na construção civil cresce 120% em 12 anos

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Busca por independência, aumento de renda ou falta de escolaridade. Estas são as razões mais comuns que fazem com que cada vez mais mulheres recorram a construção civil. Lá elas encontram não apenas uma renda sólida, mas também uma carreira. Com 109.006 trabalhadoras registradas em 2007 e 239.242 em 2018, de acordo com o IBGE, a presença de mulheres na construção civil cresceu 120% nesses 12 anos. 
“São muitas as mulheres em vulnerabilidade pela falta de emprego aliada a baixa escolaridade, mas a construção civil as abraça muito”, conta Maria do Amparo Xavier, a primeira mulher mestre de obras do estado e secretária de políticas para as mulheres do Sindicato da Construção Pesada e Montagem Industrial (Sintepav) na Bahia. Mesmo sendo uma área historicamente masculina, ela explica que a procura parte tanto das empresas quanto das mulheres.
Há mais de 30 anos na construção civil, Ana Rita Souza da Paixão, de 58 anos, atualmente exerce a função de ajudante prática, onde é responsável por aplicar o rejunte e realizar a limpeza  durante e no final da obra. “É um trabalho digno e que qualquer mulher pode fazer. Quando você se adapta, realmente acorda com aquela vontade e prazer de ir para o trabalho”.
Vinda do interior ainda jovem, onde trabalhava em plantações, Ana Rita é veemente quando diz que qualquer mulher é capaz de trabalhar na construção civil. Com ou sem curso profissional, muito é aprendido no dia a dia, e ela afirma que grande parte do que tem hoje conquistou graças ao seu trabalho no setor. “Trabalho com muito gosto desde 85 e sei que logo vou me aposentar, mas até lá espero incentivar e trazer ainda mais mulheres para a construção”.
O atual trabalho de Ana Rita é em um dos empreendimentos da construtora Santa Emília, há 20 anos em Salvador e que, de acordo com sua diretora de marketing, Luciana Segura, teve a entrada de mulheres nas obras bem naturalmente. “Percebe-se que há um movimento das mulheres para atuar ativamente no setor, assim como as empresas também estão mais abertas. Hoje, não é mais incomum ver mulheres trabalhando em diferentes fases da construção”.
Alerta profissional
Ainda existe, no entanto, muitos desvios de função, conta Maria do Amparo. “Em meu trabalho no Sintepav sempre tive muito cuidado em alertar essas mulheres e as empresas de que essas profissionais não podem, por exemplo, entrar como servente, fazer um trabalho como contadora e sair como servente. É algo que ainda debato muito atualmente, mas que já vinha falando antes mesmo do projeto”.
O Marias na Construção (nome dado em homenagem a Maria do Amparo) é um projeto da prefeitura iniciado este ano, que busca capacitar gratuitamente mulheres com escolaridade primária, com o Senai dando qualificação profissional, a Codesal oferecendo informações de segurança, o Sebrae informando sobre empreendedorismo e acesso ao crédito, e a Seinfra inserindo no mercado de trabalho as alunas destaques.
“O Marias  foi pensado sob medida para encaixar no perfil da mulher soteropolitana e possui o plus de ser um programa itinerante, que atende essas mulheres em seus próprios bairros”, explica a vereadora Rogéria Santos, idealizadora do projeto. Ela salienta que a carência de qualificação das mulheres  na cidade é grande, não só na construção.

terça-feira, 8 de outubro de 2019

Construção civil retoma contratações e tem salários de até R$ 40 mil

Após período fraco, o setor de construção civil começa a dar sinais de crescimento. No PIB do 2º trimestre, a área mostrou um crescimento de 2% em relação ao mesmo período de 2018, segundo dados do IBGE. Foi o primeiro resultado positivo após 20 quedas consecutivas.
E o número também se reflete nas contratações. Segundo levantamento da Michael Page, a procura por certos profissionais da área aumentou 300% nos nove primeiros meses deste ano ante o mesmo período anterior.
Renato Trindade, gerente executivo da divisão de operações de Propriedade e Construção da Michael Page e Page Personnel, explica que o número elevado é decorrente da baixa movimentação nos anos anteriores, mas ainda mostra uma retomada e um potencial grande de contratações para o próximo ano.
“O aquecimento está ligado a expectativa de mercado, principalmente com a baixa de juros e o cenário econômico mais favorável. O investimento na construção civil também teve uma retomada forte nos Estados Unidos, o que faz com que os investidores olhem para outros mercados e no momento o mercado brasileiro tem atratividade maior”, fala ele.
Segundo ele, a movimentação de recrutamento foi para cargos de alto nível hierárquico e muito estratégicos para buscar novos negócios e investimentos.
Atualmente, as oportunidades estão concentradas ainda na região Sudeste, onde ficam as bases das maiores incorporadoras, principalmente em São Paulo. Para o resto do Brasil, o gerente acredita que a retomada ocorra de forma mais lenta.
“Não temos um boom de empregos, mas um aumento de oportunidades para profissionais mais qualificados. As empresas têm olhado mais para a eficiência, buscando o profissional multifuncional, que mais possa agregar ao cargo. Elas procuram executivos de níveis altos, mas não há mais tantas cadeiras disponíveis. A indústria passou por uma otimização da gestão, onde havia 10 diretores, agora terá apenas três”, diz.
Para ele, as empresas têm procurado preencher cargos que mostram o interesse para investimentos novos e devem começar no próximo ano as contratações para níveis iniciais, como analistas e especialistas de engenharia e operação.
Confira a relação de cargos mais demandados, com os perfis e salários, da área em 2019:

Gerente ou diretor de novos negócios

O que faz: prospecção de novos negócios para a empresa, negociação e busca por terrenos, estudo de viabilidade econômica, especialista em aprovação, legalização, regulamentação, gestão de equipe, participa de convenções e congressos, desenvolve relacionamento no mercado público e privado.
Perfil: é desejável formação ou especialização em Engenharia, Negócios, Negociação. O conhecimento de idiomas é desejável, mas não imprescindível, a depender da empresa. O perfil também é estratégico para relacionamento com a rede de corretores e vendedores.
Salário: para gerente, de 15 a 25 mil reais (com variável). Para diretor, de 25 a 40 mil reais (com variável)
Motivo para alta em 2019: o cargo é peça-chave para aquisições nas incorporadoras e construtoras, gerando oportunidade de novos negócios, também é fundamental nas definições de planos táticos e estratégicos da companhia para o atingimento das metas e aumento nos resultados.

Gerente comercial/vendas

O que faz: prospecção de potenciais clientes e parceiros, gera demanda e ações promocionais, acompanha a performance e desenvolve a força de vendas, estabelece planos de visitas, realiza análise de concorrentes, estudo de mercado, levantamento de resultados de vendas e demanda, participa de convenções e congressos, desenvolve relacionamento no mercado público e privado.
Perfil: é desejável ter formação ou especialização em Engenharia, Negócios, Marketing, Comercial ou Negociação; ter experiência prévia no mercado de Real Estate; conhecimento de idiomas é desejável, mas não imprescindível, isso pode variar pela nacionalidade e demais pré-requisitos da empresa.
Salários: de 20 mil a 30 mil reais (com variável)
Motivo para alta em 2019: as incorporadoras têm estruturado cada vez mais as “Houses” ( braços comerciais de vendas do setor imobiliário) para não depender das imobiliárias e corretoras, oferecendo pacote mais atrativo e treinamentos preparatórios. As “Houses” se tornaram peça-chave nas definições de planos táticos e estratégicos comerciais das incorporadoras para o cumprimento das metas, aumento nos resultados de vendas e engajamento da equipe comercial.

Gerente de facilities/property

O que faz: é o profissional responsável pela gestão dos contratos terceirizados ou de prestação de serviços no que diz respeito a aluguel, recepção, manutenção, instalação, limpeza, telefonia, segurança patrimonial, compras, etc. Esse profissional também fica responsável pela elaboração de estratégias de revisão/cancelamento/assinatura desses contratos, visando ao controle de custos, estabelecimento de despesas previstas, elaboração de budget anual ou semestral. Ele também olha para o estabelecimento de novas parcerias e benefícios que agreguem valor à vida dos colaboradores, bem como busca a implementação de inovações tecnológicas que proporcionem bem-estar geral. O objetivo é sempre avaliar e apresentar os resultados obtidos.
Perfil: é desejável formação em Engenharia Civil,  com pós ou especialização em Administração, Arquitetura, Direito e áreas correlatas.
Salário: de 18 mil a 25 mil reais, dependendo do porte da empresa.
Motivo para retomada em 2019: em momento de retomada é importante “organizar a casa” e priorizar redução de custos e despesas, bem como retomar o olhar de cuidado com os serviços aos clientes e aos colaboradores.
Gerente de obra
O que faz: profissional responsável pelo planejamento e gerenciamento da implantação de cada etapa do projeto no canteiro de obra dentro do cronograma estabelecido. Gerencia o desempenho da obra por meio da análise crítica das especificações dos empreendimentos; orienta e monitora propondo melhorias nos processos de elaboração de orçamentos e negociação com fornecedores. O gerente de obra administra a contratação e gestão da mão de obra do canteiro.
Perfil: desejável formação em Engenharia Civil.
Salário: de 8 mil a 15 mil reais, dependendo do porte da empresa.
Motivo para retomada em 2019: retomada a confiança e os investimentos, também serão retomados os projetos parados, bem como terão início os novos.

Gerente geral de obras

O que faz: profissional responsável por três ou mais obras. Tem como aliado o gerente de cada obra, responsável pelo planejamento, supervisão e controle de prazos, custos e desempenho, cobrando cada gerente pelo desempenho esperado. O gerente geral de obras normalmente tem atuação maior em escritório e visita os canteiros periodicamente.
Perfil: desejável formação em Engenharia Civil, experiência prévia como gerente de obra, com pós ou especialização.
Salário: de 15 mil a 25 mil reais, dependendo do porte da empresa.
Motivo para retomada em 2019: retomada a confiança e os investimentos, também serão retomados os projetos parados, bem como terão início os novos.

domingo, 6 de outubro de 2019

Projeto possibilita capacitação na área da construção civil


Projeto levará capacitação para trabalhadores da construção civil
Projeto levará capacitação para trabalhadores da construção civil - 
Quem busca uma chance de qualificação na área da construção civil, o Programa Vizinho do Bem, da MRV, em parceria com o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado do Rio (Sinduscon-Rio) e realização do Serviço Social da Indústria da Construção do Rio de Janeiro (Seconci-Rio) e Sebrae, é uma boa oportunidade. Está com inscrições gratuitas para o projeto Reconstruir nos meses de outubro e novembro, no bairro Colégio, na Zona Norte do Rio. 
O público-alvo são trabalhadores desempregados do setor da construção civil, pessoal que está na informalidade e representantes de pequenos negócios em comunidades. Os cursos têm carga horária de 24 horas (8 horas por dia, das 8h às 17h) e cada turma é formada por cerca de 25 alunos, por ordem de inscrição.
O curso abordará os temas 'Empreendedorismo para Começar Bem', 'Plano de Negócios', 'O Microempreendedor Individual', 'Sei Controlar meu Dinheiro', 'Formação de Preço', 'O Microempreendedor Individual: Passo-a-passo para a Formalização', 'Como utilizar a internet para divulgar seus serviços' e 'Ética, Valores e Cidadania'.
A ideia do curso é ensinar a empreender, a tornar-se autônomo. "Eles aprenderão a fazer um orçamento, legalizar sua situação como MEI, passar recibos, divulgar sua atividade nas redes sociais", afirma a gerente de Relações Institucionais do Seconci-Rio, Ana Claudia Pontes Gomes.
Os interessados deverão mandar mensagem para o Whatsapp número (21) 99497-6315 para saber dia e horário da seleção.

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Construção civil vê 2020 como ano da retomada

Grüner, Schilling e Dal Molin Júnior: avaliação é que o pior da crise já ficou para trás

Depois de uma desaceleração por conta da crise econômica, a construção civil deve ganhar um novo ânimo no mercado e retomar o seu crescimento no ano que vem. A projeção é do presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Rio Grande do Sul, Aquiles Dal Molin Júnior, que palestrou nessa terça-feira, 1º, na 2ª Semana da Arquitetura e Construção, promovida pela Sociedade dos Engenheiros e Arquitetos de Santa Cruz do Sul (Seasc) e Escritório Regional do Vale do Rio Pardo do Sinduscon. O evento começou na última segunda, 30, e termina na sexta-feira, 4.

Em entrevista coletiva, ele afirmou que existe expectativa de melhora do setor. “Os valores aplicados na construção civil passam para as pessoas empregadas e isso pega todas as camadas sociais, vai desde o mercadinho da esquina até a revenda de automóveis. Temos essa capacidade de distribuição muito rápida e justa. Somos uma das indústrias que mais gera impostos”, ressaltou Dal Molin, que prevê recuperação a médio prazo tanto no Estado como no País. “Estou presenciando os empreendedores adquirindo terrenos, tirando os projetos das gavetas e adequando ao novo momento do mercado imobiliário. Então, a expectativa é positiva.”

De acordo com o presidente, a perspectiva de retomada do crescimento se dará em 2020, mas principalmente no ano seguinte. “Não estou falando em boom imobiliário e sim numa situação de efetivamente os empreendimentos serem feitos, vendidos, terem mercado constante. É uma normalização do mercado, que é muito mais saudável do que um boom”, avaliou. “Com certeza será um ano de 2020 melhor e um 2021 melhor ainda, porque estaremos em um período de recuperação.”

Otimismo também na região
O futuro vice-presidente do Escritório Regional Vale do Rio Pardo do Sinduscon-RS, Astor Grüner, se mostrou otimista com a projeção de retomada do crescimento da construção civil. “Temos tido notícias muito boas em relação à economia. Todas as informações que temos é que o grosso da crise no ramo imobiliário já está sendo superado. Vamos nos preparar porque o mercado vai melhorar a partir do ano que vem”, garantiu Grüner, que assume o cargo no lugar de Auro Schilling a partir do próximo dia 28.

Segundo ele, para que ocorra a normalização do setor é preciso confiança dos investidores e compradores. “Dessa forma, eles lançarão seus empreendimentos sabendo que terão resultados e o comprador vai saber que poderá adquirir o imóvel e ter condições de pagar dali em diante, sem perder o seu emprego ou a sua renda”, enfatizou. Outro fator importante são as linhas de crédito. “No mercado de baixa renda é fundamental, assim como na classe média, no sentido de estimular. Isso tem melhorado e acho que, para o ano que vem, vamos ter boas notícias para o mercado imobiliário da nossa região”, sublinhou.

Emprego
Em Santa Cruz do Sul, foram 652 admissões e 570 desligamentos no ano, segundo números do Sinduscon-RS. Porém, nos últimos 12 meses (entre agosto de 2018 a agosto de 2019), o saldo ficou um pouco negativo. Ao todo, ocorreram 869 contratações e 875 demissões, uma pequena variação de -0,27%.