domingo, 25 de outubro de 2020

Custo unitário da construção civil sobe 1,28% na região de Araçatuba

 


O Custo Unitário Básico por metro quadrado (CUB/m²), na região de Araçatuba, em setembro deste ano, foi de R$ 1.479,09. Isso representa aumento de 1,28% em relação a agosto, de 4,60% no ano e de 4,86% nos últimos 12 meses. É o segundo maior aumento do CUB nos últimos 12 meses, ficando atrás do índice de junho, de 1,70% de aumento em relação ao mês anterior.
As informações fazem parte levantamento mensal feito pelo Sinduscon OESP (Sindicato das Indústrias da Construção Civil da Região Oeste do Estado de São Paulo) junto às empresas associadas. No Estado de São Paulo, no mesmo período, o CUB/m² foi de R$ 1.500,76.
A mão de obra é o fator que mais impacta o CUB/ m². No mês referido, as despesas com mão de obra, incluindo os encargos sociais, foram de R$ 865,29, o que representa 58,50% do total. Outras despesas que formaram o CUB no mês passado foram material de construção (R$ 217,00 ou 34,95%), despesas administrativas (R$ 89,41 ou 6,05%) e equipamentos (R$ 7,39 ou 0,50%).
Momento favorável
Na avaliação do presidente do Sinduscon OESP, Aurélio Luiz de Oliveira Júnior, o momento atual é favorável para o setor. “É preciso reconhecer que a economia e os juros estão estáveis e o crédito imobiliário, em plena expansão. Isso é extremamente favorável à construção civil e à aquisição de imóveis, mesmo durante a pandemia do coronavírus”, afirma Oliveira Júnior.
“Como o CUB é um indicador essencial no dia a dia das empresas de construção civil e importante para o planejamento de uma obra, os profissionais da área e clientes devem ficar atentos. Em caso de dúvida, o Sinduscon OESP está preparado para fornecer mais informações”, afirma o presidente da entidade.
O Custo Unitário Básico (CUB/m²) é o custo por metro quadrado de construção do projeto-padrão considerado, calculado de acordo com a metodologia estabelecida na legislação, pelos Sindicatos da Indústria da Construção Civil, em atendimento ao disposto no artigo 54 da Lei nº 4.591/64, e que serve de base para avaliação de parte dos custos de construção das edificações. Portanto, o CUB/m² representa o custo parcial da obra, isto é, não considera os demais custos adicionais. E segue normatização da NBR 12.721/1998, da associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Fonte: https://www.folhadaregiao.com.br/

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Empresa do setor da construção civil expande para SC



A JLCMT, empresa do setor da construção civil, acaba de anunciar a chegada em Santa Catarina.


A empresa se destaca com experiência na criação de empreendimentos voltados ao entretenimento e à hotelaria de alto padrão no Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e Paraná.


Um dos destaques é a a construção do maior parque de águas termais da América-Latina, o Gramado Termas Park.


A empresa também é responsável pela restauração e modernização do Acqua Rio e pela criação da roda gigante Rio Star, considerada a maior roda gigante da América do Sul, com uma altura equivalente a um prédio de 25 andares.



Os empresários Leonardo Ignacio Alves da Silva e Ronaldo Costa Beber Teixeira já prospectam negócios no estado.


“O mercado da construção civil deverá crescer exponencialmente nos próximos anos, especialmente porque a pandemia acabou com a divisão entre trabalho e lar. As pessoas se deram conta de que podem ser tão ou mais produtivas trabalhando remotamente, e a residência passou a ser mais notada e desejada, se possível com um serviço de alto padrão”, destaca Ronaldo.

Fonte: https://www.economiasc.com/

sábado, 17 de outubro de 2020

Construção civil está otimista, mas pressão no custo dos insumos preocupa

 


O setor da construção civil catarinense está otimista com a recuperação da economia, mas a pressão nos custos de alguns insumos preocupa. O assunto foi debatido em reunião virtual da Câmara de Desenvolvimento da Indústria da Construção da FIESC, realizada nesta quinta-feira, dia 15. No encontro, foi destacado que a atividade já sente a alta nos preços de insumos como aço, cobre e cerâmica, por exemplo. ”Há desafios em relação aos insumos do setor e isso preocupa. Não sabemos se é uma bolha ou se isso terá continuidade. Então, é um ponto negativo. Mas, por outro lado, sou otimista e estou estimulando os investidores a pensar diferente”, disse o presidente da Câmara, o empresário de Jaraguá do Sul Paulo Rubens Obenaus. 

“Um ponto sensível e que está assustando são os aumentos em alguns insumos”, concordou o sócio-consultor da Brain Inteligência Estratégica, Marcelo Luís Gonçalves, que apresentou um panorama do setor. Ele observou que é um momento diferente e que no início da pandemia não era esperada uma reação tão forte da economia brasileira. “Hoje conseguimos perceber o que são os juros baixos para o nosso mercado. Quando tem juros baixos, há uma grande quantidade de famílias com essa demanda por imóvel”, explicou. 

“A cada um ponto percentual que diminuímos nos juros do ano no financiamento de até 30 anos, acessam o mercado imobiliário 800 mil famílias. Se formos avaliar os últimos meses, com quase quatro pontos percentuais de redução, estamos falando da possibilidade de acesso para 3,2 milhões de famílias”, informou Marcelo. Ele ressaltou que isso mostra a força do mercado brasileiro e a possibilidade do setor da construção ser protagonista na recuperação econômica do país. 

“Mas podemos ter alguns soluços pela frente, como o risco de aumento dos insumos, do IGPM, do CUB (Custo Unitário Básico, indicador usado no setor) e o que tiver provocando inflação de demanda antes da demanda porque ainda estamos consumindo estoque. Então é algo que pode acontecer”, explicou Marcelo. Ele também observou que é preciso ver como ficará o cenário macroeconômico quando serão reduzidos os auxílios governamentais às famílias. “Vamos finalizar 31 de dezembro com R$ 322 bilhões investidos nesse auxílio governamental”, completou.

Fonte: https://www.diariodajaragua.com.br/


segunda-feira, 12 de outubro de 2020

Alta no preço de materiais eleva custo da construção civil em Minas

 


O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, na manhã desta sexta-feira (9), que o custo médio da construção civil apresentou variação de 1,21% em Minas Gerais e 1,44% no Brasil em setembro. Nos últimos 12 meses, os números mostram variação de 4,51% 4,89%, respectivamente. 

De acordo com o gerente da pesquisa do IBGE, Augusto Oliveira, a alta nos materiais usados no segmento, como cimento, condutores elétricos e cerâmicas, elevou o preço médio da construção civil.

“Estamos atingindo três meses seguidos – fechando o terceiro trimestre – com altas sucessivas da parcela dos materiais, que estão sendo impactantes na variação do índice nacional. Os custos da mão de obra têm se mantido estáveis, apesar das duas homologações em Brasília e no Pará”, explicou Oliveira. 

O indicador é medido pelo Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) e calculado pelo IBGE em parceria com a Caixa Econômica Federal. 

No restante da Região Sudeste a média de setembro foi de 1,33%. O número é puxado, principalmente, pela alta em São Paulo (1,77%). Espírito Santo (1,47%) e Minas Gerais (1,44%) apresentaram índices semelhantes. Já o Rio de Janeiro (0,41%), foi o estado da região com o menor custo médio.  

Já no Brasil, o Sinapi subiu 1,44% em setembro – maior alta desde julho de 2013 –, ficando 0,56 p.p. acima da taxa do mês anterior. No ano, o índice acumula alta de 4,34% e, nos últimos 12 meses, de 4,89%, bem acima dos 3,78% registrados no mesmo período anterior. Em setembro de 2019 o percentual foi de 0,37. 


Preço dos materiais sobe 2,55%


O custo nacional da construção, por metro quadrado, que em agosto fechou em R$ 1.191,84, passou em setembro para R$ 1.209,02, sendo R$ 645,56 relativos aos materiais e R$ 563,46 à mão de obra.

A parcela dos materiais aumentou 2,55%, registrando o maior índice considerando a série com desoneração da folha de pagamentos iniciada em 2013.

Os aumentos observados foram de 0,95 pontos percentuais acima do mês anterior (1,60%), e 2,28 pontos percentuais em relação a setembro de 2019 (0,27%).

Já a parcela da mão de obra com os dois reajustes observados, registrou taxa de 0,20%, subindo 0,11 ponto percentual em relação ao mês anterior (0,09%) e caindo 0,27 ponto percentual se comparado a setembro de 2019 (0,47%).

De janeiro a setembro, os acumulados são 6,59% (materiais) e 1,85% (mão de obra), sendo que em 12 meses ficaram em 6,90% (materiais) e 2,62% (mão de obra).

A Região Norte, com alta significativa na parcela dos materiais em todos os estados e acordo coletivo observado no Pará, ficou com a maior variação regional em setembro, 1,81%.

As demais regiões apresentaram os seguintes resultados: 1,62% (Nordeste), 1,06% (Sul) e 1,52% (Centro-Oeste).

Os custos regionais, por metro quadrado, foram: R$ 1.221,08 (Norte); R$ 1.127,78 (Nordeste); R$ 1.258,43 (Sudeste); R$ 1.255,02 (Sul) e R$ 1.208,09 (Centro-Oeste).  

Fonte: https://www.em.com.br/


domingo, 11 de outubro de 2020

200 vagas de emprego abertas por fornecedora de itens para a construção civil destinadas à operadores, ajustadores, supervisores e mais

 



Empresa que fornece produtos para a construção civil, a BrasPine demanda 200 vagas de emprego para o município de Jaguariaíva, Paraná

A join venture BrasPine e Braslumber, referência no setor madeireiro para a construção civil, divulgou ontem (08/10), por meio de seus veículos de notícias oficiais, abertura de 200 vagas de emprego para profissionais interessados em trabalhar no Paraná. Se você é profissional qualificado e deseja ingressar no segmento da construção civil, a empresa BrasPine está precisando de você.

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A BrasPine e Braslumber são empresas do setor madeireiro, que trabalham no beneficiamento da madeira de pinus. Desde 1997 e 2003 geram produtos finais de alta qualidade para o setor da construção civil.

Veja a seguir as vagas de emprego em aberto na empresa fornecedora de madeira para construção civil Braspine para Jaguariaíva, Paraná

  • Mais de 150 vagas Operador de Produção
  • Ajustadores de Máquinas para moldureiras, Finger Joint, Primer e Painel
  • Operadores de Empilhadeira
  • Operadores de Máquina
  • Líderes e Supervisores

Principais benefícios: Vale alimentação, plano de saúde, plano odontológico, folga no aniversário, participação nos resultados, auxílio creche, dentre outros.

Inscrição para vagas na construção civil pela BrasPine

Para se inscrever nas vagas da Braspine no Paraná, basta você ir ao site da empresa e cadastrar seu currículo com todos seus dados e certificações ou procurar a Agencia Do Trabalhador De Jaguariaíva. Boa sorte!

Destinados ao ramo da construção civil, todos os produtos BrasPine são de aplicação prática e criam ambientes mais agradáveis e sofisticados.

Fonte: https://clickpetroleoegas.com.br/

sábado, 10 de outubro de 2020

A empresa de obras Andrade Gutierrez Engenharia está com vagas de emprego na construção civil para diferentes funções

 


Referência em obras em setores como infraestrutura e construção civil, a construtora Andrade Gutierrez está com vagas de emprego para Minas Gerais

Com mais de 70 anos de experiência em obras no setor de construção civil, a Andrade Gutierrez Engenharia está recrutando profissionais capacitados para compor vagas de emprego. As oportunidades são para projetos em Barra Longa, município de Minas Gerais. Confira detalhes a seguir!

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Desde 1948, a Andrade Gutierrez ajuda a construir e desenvolver o nosso país, com participação em algumas das obras de construção civil mais importantes da história.

Andrade Gutierrez Engenharia possui 71 anos de experiência e tem como principal objetivo a prestação de serviços de engenharia em construção e infraestrutura, destacando-se em segmentos como hidrelétricas, portos, edificações, refinarias de petróleo, entre outros, no Brasil e exterior.

ATENÇÃO! O Click Petróleo e Gás não é responsável pelas candidaturas, o processo seletivo para as vagas de emprego postadas abaixo são externas e podem expirar a qualquer momento no site.

Confira abaixo os cargos convocados para as vagas de construção civil da Andrade Gutierrez para Barra Longa, MG

Inscrição

Se você deseja fazer parte do time e concorrer as vagas de emprego para trabalhar nos projetos de construção civil da Andrade Gutierrez, basta clicar no cargo acima desejado para se candidatar. Lembrando que as inscrições se encerram em breve portanto, não perca tempo e corra para garantir a sua oportunidade. Boa sorte!

Fonte: https://clickpetroleoegas.com.br/

quinta-feira, 24 de setembro de 2020

Senai oferta 1.000 vagas de cursos gratuitos online em SP para Construção Civil, Petróleo e Gás, Logística – Produção e outras 25 áreas


 

Quem está em busca de uma oportunidade no mercado de trabalho precisa atender as qualificações exigidas pelas empresas, e para se manter atualizado, o profissional pode participar de programas e cursos gratuitos como os que o  Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) oferta. O Senai esta ofertando mais de mil vagas de cursos gratuitos online para moradores da região de Bauru- SP. 

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Não se preocupe com matérias o Senai disponibiliza tudo de graça

O Senai disponibilizou livre acesso a grande parte de seu material didático. Na Estante Virtual de Livros Didáticos, os interessados poderão ter acesso a livros referentes a cursos de 32 áreas tecnológicas, 32 cursos técnicos e 83 qualificações básicas. São mais de 1.150 volumes disponíveis, que também podem ser acessados pelo aplicativo Livros SENAI, ambos na Google Play e App Store.

Cursos gratuitos online ofertados pelo Senai em Bauru – SP

Em meio a pandemia do coronavirus, o Senai preserva pela sua integridade física e está disponibilizando além de cursos gratuitos e totalmente online, a brilhante ideia de homeoffice, ou seja – você não precisa sair de casa para assistir a aula. Basta se matricular no curso desejado que esteja disponível no portal oficial do Senai e começar a estudar no conforto do seu lar.

Esses são os cursos gratuitos ofertados:

  • Alinhador de direção de veículos leves;
  • Alvenaria estrutural;
  • Assistente de recursos humanos;
  • Auxiliar administrativo; Auxiliar mecânico;
  • Caixa de mudanças de veículos pesados; Confeiteiro;
  • Desenho e criação de bolsas;
  • Design gráfico editorial;
  • Eletricista automotivo;
  • Estilista de calçados;
  • Funileiro automotivo;
  • Gestão integrada;
  • Instalação de controle de acesso;
  • Instrumentação básica; Instrumentista; Mecânico de sistemas eletroeletrônicos automotivos;
  • Padeiro;
  • Pintor automotivo;
  • Construção Civil;
  • Couros Calçados;
  • Educação – Tecnologia Educacional;
  • Eletroeletrônica – Eletricidade; Energia;
  • Gestão – Administração Industrial;
  • Logística – Produção;
  • Logística – Suprimento.

Clique aqui e se inscreva no curso desejado do Senai.  Se você desejar mais informações sobre os cursos oferecidos no Senai Bauru, entre em contato pelos seguintes canais: (14) 3104-3800 ou E-mail: senaibauru@sp.senai.br 

Fonte: https://clickpetroleoegas.com.br/

segunda-feira, 7 de setembro de 2020

PREÇOS DISPARAM NA CONSTRUÇÃO CIVIL

 

O preço do material de construção disparou. Empresários do setor – à frente de construtoras e concreteiras, por exemplo –  apontam altas abusivas praticadas por seus fornecedores. No momento em que o segmento esperava uma retomada significativa dos negócios, os custos inesperados de produção inviabilizam contratos.

Pesquisa da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) aponta que os materiais estão mais caros em todo o Brasil. O cimento e o aço, por exemplo, sofreram reajuste médio de 10% na própria indústria.

Mas empreendedores citam situações absurdas, como no caso dos fios e cabos, que dobraram de preço em agosto, depois de cinco meses de estabilidade.

De acordo com dirigentes do Sinduscon (Sindicato da Indústria da Construção), o aumento de preços surpreendeu o segmento, que não parou de produzir. Na visão deles, não é o momento para haver aumento de preço, ainda mais com porcentuais acima da inflação.

O setor da construção, dizem, vem demostrando sinal de recuperação e é fundamental que toda a cadeia, incluindo o setor de materiais de construção, colabore para a manutenção dessa recuperação e do aumento do emprego e da renda.

Do milheiro de tijolos ao material hidráulico, dos pisos aos blocos, houve reajustes em todos os segmentos.

O empresário Rodrigo Gallo Lourenço, por exemplo, que há uma década mantém uma construtora em Americana, explica que há o efeito da lei de oferta e procura. Quando a pandemia começou, houve uma queda no número de empreendimentos e o segmento optou por não manter estoques enormes. Agora, quando todo mundo opta por retomar as obras, a procura é enorme e falta produto no mercado.

Mas, na opinião dele, existe abuso sim, seja na própria indústria ou nas revendas. O drama, no caso, é que a construtora não pode repassar os aumentos aos contratos com o consumidor final. “Se já havia inadimplência durante a pandemia, naturalmente o cidadão não pode assimilar reajuste nas parcelas”, diz

E ele, pessoalmente, faz projeções preocupantes. O setor da construção civil é importante e tem reflexo imediato em toda a economia. A prática de preços abusivos, diz,  é inoportuna porque o Brasil pode deixar escapar a sonhada retomada do crescimento.

Aumento preocupante

O preço do material de construção disparou. Empresários do setor – à frente de construtoras e concreteiras, por exemplo –  apontam altas abusivas praticadas por seus fornecedores. No momento em que o segmento esperava uma retomada significativa dos negócios, os custos inesperados de produção inviabilizam contratos.

Pesquisa da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) aponta que os materiais estão mais caros em todo o Brasil. O cimento e o aço, por exemplo, sofreram reajuste médio de 10% na própria indústria.

Mas empreendedores citam situações absurdas, como no caso dos fios e cabos, que dobraram de preço em agosto, depois de cinco meses de estabilidade.

De acordo com dirigentes do Sinduscon (Sindicato da Indústria da Construção), o aumento de preços surpreendeu o segmento, que não parou de produzir. Na visão deles, não é o momento para haver aumento de preço, ainda mais com porcentuais acima da inflação.

O setor da construção, dizem, vem demostrando sinal de recuperação e é fundamental que toda a cadeia, incluindo o setor de materiais de construção, colabore para a manutenção dessa recuperação e do aumento do emprego e da renda.

Do milheiro de tijolos ao material hidráulico, dos pisos aos blocos, houve reajustes em todos os segmentos.

O empresário Rodrigo Gallo Lourenço, por exemplo, que há uma década mantém uma construtora em Americana, explica que há o efeito da lei de oferta e procura. Quando a pandemia começou, houve uma queda no número de empreendimentos e o segmento optou por não manter estoques enormes. Agora, quando todo mundo opta por retomar as obras, a procura é enorme e falta produto no mercado.

Mas, na opinião dele, existe abuso sim, seja na própria indústria ou nas revendas. O drama, no caso, é que a construtora não pode repassar os aumentos aos contratos com o consumidor final. “Se já havia inadimplência durante a pandemia, naturalmente o cidadão não pode assimilar reajuste nas parcelas”, diz

E ele, pessoalmente, faz projeções preocupantes. O setor da construção civil é importante e tem reflexo imediato em toda a economia. A prática de preços abusivos, diz, é inoportuna porque o Brasil pode deixar escapar a sonhada retomada do crescimento.

Fonte: https://tododia.com.br/

quinta-feira, 3 de setembro de 2020

Retomada das obras paradas impulsiona construção civil em Porto Alegre

 Retomada das obras paradas impulsiona construção civil em Porto Alegre Isadora Neumann/Agencia RBS

Pouco menos de um mês após a prefeitura permitir a operação da construção civil privada, o setor retoma as atividades em Porto Alegre, segundo o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Rio Grande do Sul (Sinduscon-RS). O presidente da entidade, Aquiles Dal Molin Júnior, afirma que esse movimento é puxado pelas obras que estavam paralisadas em razão de medidas mais restritivas e reiniciaram no dia 10 de agosto com o aval do Executivo municipal.

Dal Molin Júnior destaca que a Capital conta com cerca de 200 obras em andamento e que a expectativa é de que esse número quase dobre em um futuro próximo, com a estimativa de mais 174 empreendimentos em modalidade de licenciamento aberta pela prefeitura. 

—  A grande maioria é continuidade das obras. Temos poucos lançamentos novos, mas eles virão. A gente tem a expectativa de que, a partir do mês de novembro e dezembro, terão vários lançamentos. São as obras que já vamos ver repensadas pela demanda pós-covid — disse o presidente do Sinduscon-RS. 

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Trabalhadores e máquinas voltaram a habitar os canteiros de obra da Capital logo nos primeiros dias após a liberação. Os locais contam com mecanismos de segurança, como uso de máscaras, disponibilização de álcool em gel e medição de temperatura, segundo o Sinduscon-RS. 

Um dos empreendimentos que estava paralisado e retomou os trabalhos fica na Rua Santo Inácio, bairro Moinhos de Vento. Operários trabalham na fase de finalização do projeto Paço Santo Inácio, que compreende um prédio residencial com 36 apartamentos, localizado ao lado de uma casa histórica, que passa por restauração. A obra é da Incorporadora Uma. 

Outra obra da Uma, em parceria com o Grupo Zaffari, também foi retomada na Avenida Carlos Gomes. O projeto prevê um complexo comercial, que deverá ser finalizado em 36 meses. Atualmente, os trabalhos no terreno estão na fase de fundação do solo. Diretor e sócio da Uma, Antonio Ulrich, afirma que a volta da operação da construção civil privada é importante, porque representa parte significativa da economia da cidade.

— É importantíssimo para a cidade. Nós somos geradores de empregos — salienta. 

Novos empreendimentos

A Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smams) aponta que 174 projetos imobiliários foram inscritos no modelo de prioridade de licenciamento aberto pela pasta, entre os dias 14 de julho e 14 de agosto. Os empreendedores que optaram por essa modalidade assumiram o compromisso de iniciar as obras até um ano após aprovação da prefeitura. 

— Quase vai dobrar o número de obras em Porto Alegre. Isso vai ser um impulso, vai impulsionar o desenvolvimento econômico da cidade. Vai aumentar arrecadação de impostos fortemente — estima o presidente do Sinduscon-RS. 

Levantamento da Smams aponta que, desses 174 projetos, 127 são residências, 41 de comércio e serviços e seis de serviços de saúde. Esse montante representa investimento de R$ 8,37 bilhões, além da previsão 52.282 empregos diretos e 175.418 indiretos. Um desses empreendimentos residenciais prevê construção no bairro Rubem Berta, na Zona Norte, e é de responsabilidade da incorporadora Cyrela. A obra, que está em fase de projeto arquitetônico, prevê investimento de R$ 32,5 milhões

— A gente vem atuando em diversos caminhos para tentar viabilizar uma retomada no pós-pandemia. Esse decreto, esse modelo de priorização é um dos formatos que a gente criou para de fato começar o movimento da economia. Mas a gente também viabilizou recentemente, durante o período de pandemia, uma série de simplificações e de qualificação do processo de licenciamento — destaca o secretário municipal do Meio Ambiente, Germano Bremm.  

Entre os dispositivos elencados pelo secretário estão o que simplifica a concessão de habite-se e a regulamentação de processos digitais no Escritório de Licenciamento. 

O presidente do Sinduscon-RS destaca que boa parte dos novos lançamentos nos próximos meses deve levar em conta demandas que ganharam força em razão das mudanças causadas pelo distanciamento social necessário no combate à covid-19: 

— Tem algumas situações, por exemplo, espaço para home office, questão de varandas e um contato maior com a natureza, com o exterior, mesmo em apartamentos, no sentido de que tenham sacadas, janelas maiores.

Fonte: http://diariogaucho.clicrbs.com.br/

terça-feira, 1 de setembro de 2020

'Boom' em meio à crise: construção civil gera milhares de empregos e fatura alto apesar da pandemia

 Considerado atividade essencial no estado desde o início da pandemia, pelo governo estadual, segmento se intensificou na capital, nos últimos meses

Junho, fim do primeiro semestre, e julho, início do segundo, mostraram números animadores para a economia nacional, mineira e da capital no restante do ano, apesar de impactos possivelmente ainda significativos da pandemia da Covid-19. O Cadastro Geral de Empregos (Caged) do governo federal, por exemplo, aponta que, no mês passado, o país registrou saldo positivo de 131 mil vagas na balança entre dispensas e contratações. 

O resultado foi considerado o melhor para julho desde 2012, com expansão de 14% nas admissões e queda de 2% nas demissões em relação a junho. No Estado e em BH, os dados também foram positivos: 15.843 novos postos criados a mais, no primeiro, e 1.128, na segunda. 

Um dos principais destaques, sobretudo na capital, foi o setor de construção civil, que parece experimentar um “boom” em meio à crise. Sozinhas, as empresas do segmento responderam, na cidade, pela criação de 2.223 novos postos de trabalho, algo bem perto da metade dos 5.385 gerados em Minas no mês – fazendo do segmento o dono do segundo melhor resultado estadual, atrás apenas da agropecuária, com saldo positivo de 9.819 vagas.

Segundo o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado (Sinduscon-MG), Geraldo Linhares, a performance foi e tem sido, de fato, surpreendente em Minas e em BH, durante a pandemia. “A construção civil ter sido considerada essencial pelo governador e, com isso, não ter paralisado as obras já iniciadas foram fatores determinantes para continuarmos gerando empregos”, afirma ele. 

“Somos um dos maiores empregadores do país e, agora, carro chefe de postos de trabalho em BH. A indústria da construção puxa a economia e é um dos segmentos vitais para o desenvolvimento socioeconômico do país. Tivemos que nos adaptar neste período, adotamos medidas de seguranças nos canteiros de obras e implementamos as vendas on-line, e fomos realmente surpreendidos com a performance superior ao ano passado”, completa. 

Outro indicador que comprova a boa fase da construção foi obtido em junho: a venda de imóveis residenciais novos na capital e em Nova Lima cresceu 74,43% em comparação com o mês anterior. Foi o segundo maior número de unidades vendidas no ano (219), ficando atrás somente de janeiro, no qual foram comercializadas 402. 

Além disso, segundo dados da Abecip, recursos da poupança para financiar a atividade movimentaram no país, em julho, nada menos que R$ 10,82 bi, com alta de 61,5% em relação ao mesmo mês de 2019 e expansão de 16,7% frente ao mês imediatamente anterior. Foi o maior resultado para julho desde 2013.

“Temos um saldo positivo, com o consumidor aproveitando o bom momento de juros baixos, com a Selic no menor patamar da história e boa oferta de crédito para comprar imóveis”, diz Linhares.

Fonte: https://www.hojeemdia.com.br/