segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Sai edital para capacitar 3 mil pessoas em construção civil e jardinagem

 


O Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria do Trabalho, anunciou, no Diário Oficial desta segunda-feira (16), o edital de chamamento público do Programa Qualificação Profissional e Frente de Trabalho, o Renova-DF. A ação inovadora vai capacitar três mil pessoas desempregadas para atuação nas áreas de construção civil e jardinagem.

Mais uma medida do governo no enfrentamento à crise de emprego agravada pela pandemia do novo coronavírus, o programa gera renda e aquece a economia. Ao participar do curso, cada aluno vai receber do GDF uma ajuda de custo no valor de um salário mínimo, o que corresponde a R$ 1.045. Serão investidos R$ 5 milhões por mês com a formação destinada ao mercado que mais cresce no DF:  construção civil.

R$ 5 milhõesTotal previsto para investimento mensal na capacitação em construção civil

Serão 30 dias de formação para cada grupo de mil alunos. Eles terão aulas teóricas e práticas ministradas por profissionais do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). Tudo o que for aprendido será aplicado na conservação do patrimônio público da cidade, como praças, parques infantis, pontos de encontro comunitários (PECs), calçadas e paradas de ônibus.

Curso e contratação

A proposta da Secretaria de Trabalho é de imediata inserção desses alunos no mercado profissional. Para isso, já estão sendo estabelecidas parcerias com entidades de trabalhadores e patronais, como o Sindicato das Indústrias da Construção Civil (Sinduscon).

Os empregadores dos ramos de construção civil e jardinagem enfrentam problemas de contratações diante falta de qualificação dos trabalhadores. Isso reflete em outras atividades que buscam indicações de empregados na Secretaria de Trabalho. Em setembro passado, a Agência do Trabalhador anunciou 2.778 vagas, mas somente 2.535 pessoas preenchiam os requisitos para se candidatar a elas.

“A vaga, a gente tem”, explica o secretário de Trabalho, Thales Mendes. “Os empregadores estão voltando a contratar, mas querem funcionários com o mínimo de qualificação profissional. O nosso grande desafio é preparar as pessoas para enfrentar esse mercado de trabalho de forma mais capacitada.”

“Os empregadores estão voltando a contratar, mas querem funcionários com o mínimo de qualificação profissional”Thales Mendes, secretário de Trabalho

A construção civil no DF passa por um processo de reaquecimento depois de alguns anos em crise. Isso faz com que a demanda por mais contratações aumente proporcionalmente ao número de obras – o que exige profissionais qualificados.

Diretor de políticas e relações trabalhistas do Sinduscon, José Antônio Magalhães garante que o acesso ao banco de dados da Agência do Trabalhador e a parceria do sindicato com o GDF, por meio da Secretaria do Trabalho, asseguram um futuro promissor para o setor.

“É o melhor dos mundos”, afirma. “Promover essa qualificação é bom para a sociedade, porque abre um leque profissional, e para nós, que conseguimos contratar trabalhadores com treinamento e qualificação. É bom também para a economia da cidade, que fica aquecida com a circulação de mais renda e trabalho.”

Renova-DF

Conheça mais sobre o curso de capacitação que vai oferecer 3 mil vagas para qualificação na área de construção civil.

  • Formações: carpinteiro, jardineiro, eletricista, encanador, serralheiro e pedreiro.
  • Duração mínima de 80 horas (até 20 horas semanais).
  • Haverá cadastro reserva no total de 6 mil vagas.
  • Requisitos para participar: ser brasileiro nato ou naturalizado, ou estrangeiro em situação regular no país; desempregado; maior de 18 anos; residente no DF.
  • Cada aluno terá auxílio pecuniário (bolsa), no valor de um salário mínimo, além de transporte e seguro contra acidentes pessoais.
  • Após a conclusão do curso, os alunos terão direito a certificado, autenticado pela entidade qualificadora e pela Secretaria de Trabalho.
  • Início do curso: 12/1/2021.
  • As atividades serão desenvolvidas no âmbito das regiões administrativas (RAs) do DF, em quadras poliesportivas, praças, parquinhos infantis, parques, pontos de encontro comunitário, jardins, campos de futebol sintético, entre outros equipamentos públicos, com espaço para as aulas práticas, de interação e qualificação.
  • Inscrições: até 1º/12,  na página da Secretaria de Trabalho.

·

Fonte: https://agenciabrasilia.df.gov.br/

sábado, 14 de novembro de 2020

Guedes diz que boom na construção civil vai continuar por 5 ou 10 anos

 O ministro da Economia Paulo Guedes afirmou nesta sexta-feira (13) que, em sua análise, ocorre no momento um "boom" na atividade da construção civil do país, de longo prazo, e que vai continuar por 5 ou 10 anos.

Ele fez a observação no segundo dia da 39ª Edição do Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex), promovida pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). No evento virtual, ele comentou em sua fala aprovação pelo governo de marcos regulatórios para acelerar investimentos em infraestrutura, em saneamento. "Os leilões estão acontecendo. Existe uma carteira enorme de leilões em infraestrutura", disse, citando ocorrência de certames nos setores elétrico, de gás natural e de petróleo.


Ao falar de diferentes setores na economia, ele citou a construção civil. "A construção civil atravessou a pandemia sem sentir o impacto. Criou-se protocolos de retorno seguro ao trabalho. Manteve a atividade econômica, e nós atravessamos criando emprego durante a crise generalizada, mesmo durante a crise e agora acelera as contratações", disse ele. "Temos um boom na construção civil que é de longo prazo e vai continuar por 5 ou 10 anos", disse.

O ministro também comentou que, além de diferentes setores da economia, o setor externo também é importante nesse aspecto. "Queremos entrar para a OCDE [Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico]", disse. Para o ministro, caso o Brasil entre na OCDE, seria necessário implantação de transporte mais barato, em termos de logística, para competir com supostos cartéis no setor, no país.

Guedes admitiu, no entanto que ocorre uso de questão ambiental para prejudicar avanço do país por outros países. "Estamos enfrentando dificuldades com países protecionistas que se escondem atrás do tema ambiental", afirmou, sem citar quais países seriam. "Nosso desafio é transformar a recuperação cíclica desses últimos meses" afirmou, completando que a atual gestão tem "um ano e pouco para transformar isso na retomada do crescimento sustentável".

Este conteúdo foi publicado originalmente no Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor.

 — Foto: Agência Brasil/EBC

— Foto: Agência Brasil/EBC

quarta-feira, 11 de novembro de 2020

Produtora canadense de ouro Equinox Gold pretende iniciar a construção de sua mina de ouro integral Santa Luz no estado da Bahia em 2021

 



Equinox começa construção da mina de ouro da Bahia com investimentos de 100 milhões

A mina de ouro de Santa Luz da Bahia retomada pela Equinox é uma mina a céu aberto em operação e planta de processamento que iniciou a produção em meados de 2013, mas foi fechada em 2014 por um proprietário anterior para se concentrar na otimização das recuperações de ouro.

Mina de ouro na Bahia

A produtora canadense de ouro Equinox deve iniciar a construção total de sua mina de ouro integral Santa Luz no estado da Bahia, com um orçamento de construção aprovado de $103 milhões.

Espera-se que Santa Luz produza 903.000 onças de ouro e gere $ 436 milhões em fluxo de caixa líquido após os impostos ao longo de uma vida inicial de 9,5 anos da mina de 1,1 milhão de onças de reservas de ouro a céu aberto, com aumento adicional de recursos subterrâneos.

Equinox aplica investimento de mais de 100 milhões de dólares na mina de ouro

“Continuamos a entregar nosso crescimento líder do setor com o lançamento da construção total em Santa Luz, depois de despejar o primeiro ouro em nossa mina Castle Mountain há menos de um mês e o primeiro ouro em nossa mina de Arizona há apenas 15 meses”, CEO da Equinox, Christian Milau disse em um comunicado de imprensa.

“Com capital inicial de apenas $ 103 milhões, a Santa Luz está totalmente financiada e começará a contribuir com um fluxo de caixa significativo para a empresa em pouco mais de um ano”, acrescentou Milau.

Renovação total da Estrutura da mina de ouro na Bahia

Como uma antiga mina produtora de brownfields, a maioria dos serviços e infraestrutura da Equinox em Santa Luz já está instalada. Os custos de capital iniciais para reiniciar a mina incluem a renovação da infraestrutura existente, o retrofit da planta, a instalação de energia de moagem adicional e o aumento da capacidade de armazenamento dos rejeitos existentes e das instalações de armazenamento de água.

A escavação a céu aberto da mina de ouro está prevista para começar em fevereiro de 2021. As modificações e atualizações da planta de processamento e das instalações de armazenamento de rejeitos e água devem ser concluídas até o final de 2021, com o primeiro derramamento de ouro planejado para o primeiro trimestre de 2022.

Enquanto isso, a Equinox também retomou a exploração no distrito Santa Luz-Fazenda, um cinturão de pedras verdes de 70 km de extensão que se estende entre as duas minas da empresa no estado da Bahia.

Fonte: https://clickpetroleoegas.com.br/

terça-feira, 10 de novembro de 2020

Empresas do setor da construção civil estão com vagas para atuar em diversas obras

 


No ramo da construção civil, as vagas são muitas, Tenda, Cyrela, MPD Engenharia e Lock Engenharia têm oportunidades em diferentes áreas, esses cargos vagos incluem assistentes de construção, capitães, gerentes, técnicos, analistas, engenheiros, eletricistas, soldadores, mecânicos, etc.

As vagas serão em São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Minas Gerais, Ceará, Paraná, Rio Grande do Sul.

TENDA

A construtora tem uma relação de cooperação com o projeto Minha Casa Minha Vida, e as condições de pagamento previstas são adequadas ao orçamento de cada cliente, eles realizaram o sonho de mais de 100.000 famílias, provando que é possível ganhar o primeiro imóvel,  para ajudar mais e mais pessoas, eles estão em 9 estados dos Estados Unidos.

  • Engenheiro de Segurança do Trabalho;
  • Ajudante de Obras; Administrativo de Obras;
  • Gestor de Obras; Estagiário de Obras;
  • Técnico Segurança do Trabalho; Mestre de Obras.

CYRELA

São mais de 3.000 funcionários dedicados a construir projetos e relacionamentos. Todos os dias, a cada entrega, garantimos elevados padrões de design de engenharia e transparência, com mais de 200.000 famílias vivendo em casas construídas por nós mesmos, o número de pessoas que acreditam e investem na empresa vai aumentar.

  • Almoxarife;Eletricista;
  • Encanador;Mestre de Obras;
  • Técnico de Segurança.

MPD ENGENHARIA

Atuam em dois mercados principais: construção (desde 1982) e incorporação imobiliária (desde 1989), no Brasil, o portfólio de obras construídas inclui unidades comerciais, industriais, educacionais e de lazer, residenciais, hospitalares e laboratoriais.

  • Companheiro do Chefe; Eletricista;
  • 1° Engenheiro; 2° Engenheiro; Engenheiro de Plataforma;
  • Sondador; Sondador Assistente; Lojista; Mecânico.

LOCK ENGENHARIA

Ao longo de sua história, a empresa tornou-se referência em edificações de alta complexidade, obtendo know-how e excelente experiência, e conquistou a preferência de arquitetos, marcas, empresas e incorporadores no Brasil e no mundo.

  • Auxiliar Administrativo; Estagiário em Engenharia Civil;
  • Encarregado de Obra; Jovem Aprendiz; Mestre de Obras.

PARA SE CANDIDATAR AS VAGAS BASTA CLICAR NA EMPRESA DESEJADA.


Fonte: https://opetroleo.com.br/


domingo, 8 de novembro de 2020

Com o mercado desabastecido, cimento onera construção civil


 

Ausência de cimento no mercado, com consequente alta no preço, se deve ao desligamento dos fornos por causa da pandemia

Construção civil sofre com os preços elevados do cimento. Em Uberaba, o produto, que antes da pandemia era encontrado por um valor médio de R$14, custa hoje, em média, R$30.

De acordo com o engenheiro Luciano Veludo, presidente do Sinduscon (Sindicato da Indústria da Construção Civil de Uberaba), a alta é devido ao desligamento dos fornos da indústria cimenteira, por causa do período de isolamento exigido pela pandemia, o que prejudicou o abastecimento do mercado.

Segundo ele, um terço dos fornos de toda indústria foi desligado. Cada forno trabalha com temperaturas de mais de 1.000°C e, após esfriar, precisa trocar todo refratário interno. Com o aumento da demanda de serviços, houve a necessidade de religação dos fornos, porém, todo esse processo demora em torno de 150 dias. “E isso acabou desabastecendo o mercado”, diz.

Dentro deste cenário, Luciano Veludo explica que a normalidade deve ocorrer somente no início de 2021. “Até lá, a construção civil deve sofrer com a alta do cimento. E esta situação é decorrente do próprio mercado, que sente a falta do produto”, diz.

Segundo ele, as pesquisas apontam um aumento de preços de 64% no cimento somente nos últimos nove meses. Porém, outros produtos também têm impacto como o aço e o PVC. “Isso prejudica potencialmente os contratos com obras, que precisam de um reequilíbrio financeiro”, completa.

Apesar das denúncias, Procon não detecta abusos em casas de materiais

Procon Uberaba não registrou abusividade de preços no cimento e demais materiais e insumos de construção civil em Uberaba.

O presidente, Marcelo Venturoso, confirma que o órgão recebeu denúncias relacionadas aos preços excessivos dos materiais de construção em geral. Porém, as fiscalizações apontam que os valores são decorrentes do próprio mercado. “Não existe nenhuma evidência de abusividade de preços. A questão está relacionada a oferta e demanda. Não é uma alta injustificada”, diz.

Marcelo Venturoso explica que durante as fiscalizações do Procon, as notas fiscais apresentadas pelas casas de material de construção mostram que os produtos vêm com preços altos desde os fornecedores. “Hoje, o que existe é uma grande demanda de produtos da construção civil em todo o país”, diz.

Além disso, ele conta que entre os meses de julho e agosto, houve desabastecimento de alguns materiais em Uberaba. E a paralisação de algumas fábricas, em razão da pandemia, também prejudicou o abastecimento. “Agora, esta situação está começando a alcançar uma relativa normalidade”, diz. 

Fonte: https://jmonline.com.br/

sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Alta de preços de insumos para construção civil é “pontual”, diz ministro

 


O ministro Tarcísio de Freitas (Infraestrutura) afirmou nesta 5ª feira (5.nov.2020) que a alta de preços em materiais para construção civil é momentânea e não deve alterar os projetos desenvolvidos pela pasta.

“Estamos vendo aí 1 movimento que é pontual, que é localizado. Vamos lembrar que a nossa estruturação de projetos para a iniciativa privada sempre está pensando em longo prazo”, afirmou durante participação na 11ª Edição da Conferência Itaú Macro Vision.

Receba a newsletter do Poder360

Para o ministro, o aumento se deve à interrupção da produção –por impacto da pandemia de covid-19– ao mesmo tempo em que houve alta no consumo. Esta, por sua vez, pelo pagamento do auxílio emergencial. Itens como cimento e aço, por exemplo, subiram 14% de janeiro a setembro deste ano, segundo dados da Cbic (Câmara Brasileira da Indústria da Construção).

“Apesar da pandemia, o que a gente observou foi 1 aumento de massa salarial. A gente está vendo esse aumento de massa se transformando em consumo e em escassez de insumo. Por 1 lado, a gente deixou de produzir e, por outro, a gente passou a produzir mais”, disse.

O ministro afirmou ainda que essa alta não deve causar mudanças nos projetos realizados pela pasta de Infraestrutura junto à iniciativa privada: “Todos os projetos têm seus mecanismos de adequação, de reequilíbrio econômico financeiro para situação extraordinárias. Assim como os contratos administrativos têm seus mecanismos de proteção, de reajuste contratual nos aniversário”, ponderou.

Para ele, será possível verificar uma normalização desses preços “mais para frente”.

Fonte: https://www.poder360.com.br/


domingo, 1 de novembro de 2020

Evolução do número de empregados na construção civil é a maior em oito anos, diz CNI


 

O índice de evolução do número de empregados da construção civil cresceu 0,6 ponto percentual, para 50,1 pontos em setembro, informou nesta quarta-feira (28) a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Os dados têm como base pesquisa feita com 461 empresas do setor entre 1º a 14 de outubro. Valores acima de 50 indicam aumento do emprego frente ao mês anterior, e resultados abaixo de 50 pontos indicam queda na mesma comparação.

De acordo com a CNI, essa foi a quarta alta consecutiva do índice de empregados, que se afastou ainda mais da sua média histórica de 43,9 pontos. Com isso, o indicador atingiu o maior patamar desde abril de 2012 (51 pontos), ou seja, em pouco mais de oito anos.

"Se olharmos a série histórica, vamos ver que faz muito tempo que o índice de evolução do emprego não cruza a linha divisória de cinquenta pontos como ocorreu no mês de setembro. Só não podemos esquecer que as altas registradas foram precedidas por fortes quedas observadas em março e abril, que haviam levado o emprego a um patamar muito baixo", avaliou o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo.

O índice de evolução do nível de atividade da construção civil somou 51,2 pontos em setembro, com queda de 0,2 ponto em relação ao patamar agosto.

Como segue acima da marca dos 50 pontos, a CNI afirma que isso indica "aumento do nível de atividade da indústria da construção" na comparação com o mês anterior.

Ao mesmo tempo, o nível de utilização da capacidade operacional, ou seja, da capacidade de produção do setor, cresceu em setembro pelo quinto mês consecutivo, com alta de dois pontos percentuais, para 62%.

"O percentual é idêntico ao registrado em setembro de 2019, e supera os percentuais registrados entre os anos de 2015 a 2018", informou a CNI.


Otimismo e custo de matérias-primas

Segundo o levantamento, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI-Construção) se manteve estável entre setembro e outubro, em 56,7 pontos.

"A estabilidade ocorre após cinco altas seguidas, se dá em patamar elevado e aponta para um sentimento de confiança otimista e disseminado entre os empresários da indústria da construção", avaliou a CNI.

A organização acrescentou que as cinco altas consecutivas levaram o índice a recuperar a maior parte da queda da confiança acumulada em março e abril.

Entre os índices de expectativa, o único que não apresentou queda foi o de expectativas de números de empregados.

Apesar disso, a CNI informou que "todos os índices permanecem acima da linha divisória de 50 pontos, indicando que os empresários da indústria da construção mantêm o sentimento de otimismo".

A organização informou também que, em primeiro lugar no ranking de principais problemas enfrentados pela indústria da construção no terceiro trimestre, está a falta ou alto custo da matéria-prima, indicado por 39,2% dos empresários.


Fonte: https://g1.globo.com/economia

sexta-feira, 30 de outubro de 2020

AeC tem 400 vagas abertas em Minas; construção civil também contrata em BH



A empresa de contact center AeC abriu, até novembro, seleção para 400 vagas para sua unidade Governador Valadares. Todas as vagas são para atendimento a clientes no setor de varejo. 

Para participar é preciso ter mais de 18 anos e ter o Ensino Médio completo. Os interessados devem se cadastrar no site da empresa. A primeira fase da seleção será feita de maneira online, mas o trabalho será realizado de forma presencial. 

Os selecionados terão direito a vale-transporte, plano de saúde e plano odontológico, além de receberem máscaras de proteção individual e kit de higienização. 

BH e Nova Lima

Quem também está recrutando é a construção civil. O site do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG) está com quatro vagas abertas para Belo Horizonte e Nova Lima.

Há duas vagas para técnico em segurança do trabalho para atuar em Belo Horizonte, com direito a vale-transporte, vale refeição, plano de saúde e plano odontológico.

Ainda há oportunidade para atuar como engenheiro de manutenção, o que exige ensino superior completo e pós-graduação na área. O profissional também deve ter domínio do software Autocad e dez anos de experiência. Também há uma vaga para engenheiro de instalações - é preciso ter formação superior em engenharia e pós-graduação na área, além de domínio do Autocad. Entre os benefícios para essas oportunidades estão seguro de vida, plano de saúde e tíquete-refeição.

Os interessados devem cadastrar o currículo pelo site do recrutamento. 


Fonte: https://www.otempo.com.br/

quinta-feira, 29 de outubro de 2020

Construção civil, agronegócio e produtos industrializados puxaram a oferta de frete no terceiro trimestre

 


O segundo relatório apresentado pela FreteBras este ano sobre o setor de transporte de cargas mostra que há recuperação. De acordo com a plataforma, a oferta de frete no País registrou crescimento de 85% na comparação com o terceiro trimestre deste ano com o de 2019.

Diretor de operações da FreteBras, Bruno Hacad explica que se comparar o aumento do terceiro trimestre, com o do segundo trimestre do ano que representou o auge da crise pandêmica, o crescimento é ainda maior, de 101,46%. Isso, na visão do executivo, é um importante indicador de que está ocorrendo uma retomada.

LEIA TAMBÉM: Locação de caminhões é realidade para o pequeno frotista e o caminhoneiro autônomo

“No segundo trimestre de 2020 houve uma queda de 8% na oferta de frete em relação ao primeiro trimestre. O pior mês foi abril, em função das medidas mais rígidas de isolamento ocasionado pelo novo coronavírus. Porém, agora há um crescimento expressivo de aproximadamente 102% na comparação entre o terceiro e o segundo trimestres”, explica o diretor da FreteBras.

Oferta de frete por setores

O setor que mais cresceu e que demanda oferta de frete é o da construção civil. Apresentou aumento de 116%, seguido pelo agronegócio, que cresceu 84%, e pelo industrializado com 79% de crescimento.

De acordo com Hacad, a construção civil está aquecida por causa da aceleração de novos empreendimentos e da volta da confiança do consumidor. Além disso, as pessoas estão ficando mais em casa e acabam investindo mais em reformas.

Para se ter uma ideia, o frete para o transporte de pedras aumentou 140% e o de cimento 116%. Esses dados são do terceiro trimestre e representam crescimento em relação a igual período em 2019. O estudo revela ainda que o segmento registrou aumento de mais de 100% nas ofertas de frete nas regiões Sul e Sudeste nesse mesmo período.

No agronegócio, o estudo mostra que, na comparação entre os terceiros trimestres de 2020 e 2019, houve o aumento de 84% na oferta de fretes. Do segundo para o terceiro trimestre deste ano, esse crescimento chegou a 171% na região Sudeste.

A safra recorde de soja e o grande volume para exportação foram fatores que colaboraram com os números positivos. O fertilizante foi o insumo responsável por 25% das ofertas de fretes desse segmento neste ano.

Com uma queda significativa de 20% na oferta de fretes no segundo trimestre deste ano, o setor de produtos industrializados se recuperou nos três meses seguintes com o retorno gradual das atividades. Nesse segmento a atividade que mais cresceu foi a indústria alimentícia. E depois máquinas e equipamentos.

A tendência é voltar a crescer

Com esse resultado, o diretor da FreteBras acredita que reforça a tendência de retomada, inclusive com melhores resultados para o próximo ano. A projeção de Hacad se baseia no dólar, que deverá permanecer na faixa dos R$ 5 favorecendo as exportações. E também na projeção de a safra do próximo ano ser 10% superior em relação a deste ano, que foi recorde.

Esses três segmentos influenciaram a busca por determinados tipos de veículos. Segundo o estudo da plataforma de frete, a busca por caminhão caçamba aumentou significativamente. Seguido por graneleiro e grade baixa para atender ao setor agro. E o baú foi procurado por atender operações de  cargas industrializadas.

São Paulo tem a maior oferta de frete

O Estado de São Paulo lidera a participação de oferta de frete com 25%. O dado é impulsionado pelo transporte de máquinas e equipamentos, fertilizantes e alimentos, que cresceram 85%. Em seguida, aparece Minas Gerais (15%), com destaque para o transporte de cimento, siderúrgicos e alimentos. Somados, esses itens registraram crescimento de mais de 99% na região na comparação entre o segundo e terceiro trimestre deste ano.

Ocupando a terceira posição, o Paraná dispõe de 13% das ofertas de fretes no País. Por lá, protagonizam o transporte de milho, fertilizantes e alimentos que, juntos, tiveram o melhor desempenho na comparação entre os terceiros trimestres de 2020 e 2019, com mais de 99% de crescimento. Pernambuco aparece na décima posição, com apenas 2% das ofertas de frete.

Quando analisado o crescimento da atividade na comparação entre os terceiros trimestres de 2020 e 2019, São Paulo registra aumento de 95% no período. Em seguida, aparecem os estados de Minas Gerais com 95,3%, Santa Catarina (106%) e Mato Grosso do Sul (96%).

O preço da carga

O preço médio de fretes teve um aumento de 3% quando comparados o terceiro trimestre de 2020 com o mesmo período do ano passado. O Centro-Oeste foi a região com o preço médio mais alto, alcançando os R$4,79. Em contrapartida, o Nordeste teve a média mais baixa, chegando a R$ 3,77. E isso se deve ao fato de as cargas vindas dessa região serem buscadas como carga de retorno. Contudo, o frete não é valorizado.

Digitalização do setor

Com o distanciamento social, muitos caminhoneiros iniciaram a busca de fretes pela internet. No primeiro quadrimestre foi registrado aumento de 47% em relação ao mesmo período do ano passado. Esse crescimento foi sentido diretamente na FreteBras, que atingiu a marca de 1,4 milhão de instalações do seu aplicativo em junho deste ano.

“No resultado geral, a FreteBras alcançou a marca de 4 milhões de fretes publicados nos primeiros nove meses deste ano, número 60% maior que o registrado no mesmo período do ano passado, totalizando R$40 milhões em fretes distribuídos aos caminhoneiros”, diz Hacad.

Fonte: https://estradao.estadao.com.br/