sexta-feira, 16 de março de 2012

Trabalhadores da construção civil não entram em acordo com o Sinduscon


Kellyanne Pinheiro | 11h45m | 15.03.2012

Trabalhadores da construção civil reivindicam 25% de reajuste no salário base e cesta básica de R$ 100.
ELISÂNGELA SANTOS
Os trabalhadores da construção civil não aceitaram a proposta feita pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE), durante assembleia realizada na quarta-feira (14).
Segundo o assessor político do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil, Valdir  Pereira, os operários reivindicam 25% de reajuste no salário base e cesta básica de R$ 100, mas o Sinduscon oferece reajuste geral de 6% no valor. "Continuaremos com as mobilizações até que haja um acordo que beneficie as partes. Para isso, a classe patronal deve se esforçar e ter boa vontade", informa.
Para o presidente do Sinduscon-CE, Roberto Sérgio, a situação atual é difícil de se negociar, pois o reajuste pedido pelos trabalhadores é muito alto. "Não tenho conhecimento de nenhuma categoria que conseguiu um reajuste salarial de 25% no Brasil. Não vamos poder atender a isso e é muito provável que tenha greve", afirma.
Durante a última assembleia, de acordo com Valdir, foi eleito um grupo de trabalhadores da categoria que estará à frente do comando para elaborar uma contra-proposta a ser apresentada ao Sinduscon-CE nesta sexta-feira (16), na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Ceará (SRTE-CE), a partir das 8h30. "Essa será mais uma tentativa da categoria e esperamos entrar em acordo. Mas, se não houver nenhuma evolução no processo, teremos greve, mesmo que a contra-gosto", afirma.
Passeata
No próximo dia 29 de março, os trabalhadores da construção civil realizarão uma passeata da Praça Portugual até a Praça da Imprensa, com o objetivo de avançar nas negociações.
Sem receber
O presidente do Sinduscon informou que, caso a categoria opte por entrar em greve, os dias não trabalhados não serão ressarcidos.
Fonte: Diário do Nordeste

quinta-feira, 15 de março de 2012

Construção civil cria 50,8 mil vagas em janeiro no País


Agência Estado

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O nível de emprego na construção civil em todo o País se recuperou no começo de 2012, após a queda no fim do ano passado, como tradicionalmente ocorre devido a fatores sazonais. Em janeiro, o número de vagas no setor aumentou 1,6% ante dezembro, o que equivale à contratação de mais 50,8 mil trabalhadores com carteira assinada.
Com isso, o número de pessoas empregadas no setor chegou a 3,225 milhões, conforme pesquisa divulgada hoje pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV).
No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em janeiro, o emprego na construção civil cresceu 7,32% em relação ao mesmo período do ano anterior, o que representa a adição de 219,8 mil postos de trabalho no ramo.
"O grande volume de contratações em janeiro denota uma perspectiva de intensa atividade da construção nos próximos meses e está de acordo com a previsão de que o setor deverá crescer acima do PIB neste ano", afirma em nota o presidente do SindusCon-SP, Sergio Watanabe.
No Estado de São Paulo, o nível de emprego aumentou 1,63% em janeiro, com o acréscimo de 13,2 mil trabalhadores formais. Com isso, o número total de empregados das construtoras no Estado passou a 829,5 mil. Em 12 meses, a elevação foi de 5,24%, equivalente à adição de 413 mil postos de trabalho.
Na capital paulista, o aumento foi de 1,48% (mais 5,5 mil trabalhadores), elevando o número de vagas para 375,8 mil. Em 12 meses, o aumento foi de 6,61%.
Dentre as regiões do Brasil, a que registrou o maior aumento porcentual do emprego na construção no mês foi a Sul, com incremento de 2,40% em janeiro ante dezembro, seguida pela Centro-Oeste (1,95%). Em número de empregados, o maior aumento ocorreu na Região Sudeste (mais 26,9 mil vagas), seguida pela Sul (10,7 mil vagas).

quarta-feira, 14 de março de 2012

Construção civil: mulheres são destaques em Anastácio


Terça, 13 de Março de 2012 - 11:30 hs
A afirmativa de que as mulheres estão ganhando cada vez mais espaço na sociedade é verídica. No município de Anastácio tal fato ganha destaque com a participação das anastacianas em cursos na área da construção civil, oferecidos pela Secretaria Municipal de Assistência Social.
Mais de 76 mulheres compõem a primeira turma de formandos do projeto social e profissionalizante "A mão que constrói", criado pela Prefeitura de Anastácio e desenvolvido pela Secretaria Municipal de Assistência Social, que tem a frente a primeira-dama Cynthia Anastácio Figueiredo.
Para se ter uma ideia de que as mulheres são a maioria no projeto, no curso de pintor elas correspondem a 90% dos alunos e no de pedreiro 60% são do sexo feminino. Vale ressaltar que também foi uma mulher escolhida para ser a representante dos formandos, a oradora da turma Glaucia Regina de Lima Bento, do curso de pedreiro.
Estas mulheres juntamente com os demais formandos estiveram presentes na solenidade de formatura do projeto, ocorrida na última sexta-feira, 09, no salão social do Sindicato dos Trabalhadores da Prefeitura de Anastácio (SITPAN).
Os anfitriões do evento, o prefeito Douglas Figueiredo e a primeira-dama e secretária Cynthia Anastácio entregaram aos formandos os certificados e kits de ferramentas. No entanto, um momento ganhou destaque na solenidade, uma justa homenagem as mulheres determinadas e persistentes que enfrentaram as dificuldades e concluíram os cursos de pedreiro, carpinteiro, eletricista, azulejista e pintor.

Reconhecendo esta participação efetiva das mulheres no referido projeto e também como homenagem pelo Dia Internacional da Mulher, a primeira-dama e secretária Cynthia Anastácio entregou às mulheres uma lembrança e lhes deixou uma mensagem de autoestima, encorajando-as a continuarem lutando por seus espaços, sonhos e conquistas na sociedade.
"Esta solenidade de formatura registra uma grande conquista para todas vocês, mulheres de garra que não se importaram com o sol, com o esforço físico e com as dificuldades que apareceram. Tiveram de conciliar os cuidados com a casa, a família e a jornada de aprendizagem nos cursos. Este certificado, esta profissão que vocês aprenderam é fruto de dedicação e da força de vontade de cada uma de vocês, que ajudarão a Administração Municipal a alcançar o progresso da nossa cidade," declarou Cynthia Anastácio.
O prefeito Douglas Figueiredo também fez questão de parabenizar as anastacianas pela atitude em participarem do projeto, persistindo no sonho de ter uma profissão e de incrementar a renda dentro de casa. "Vocês são exemplos de garra e de atitude para muitos homens e mulheres. Temos orgulho de cada uma de vocês e, sem dúvidas, acreditamos que continuarão fazendo a diferença na nossa cidade. Parabéns!" afirmou o prefeito.

Na solenidade, o diretor-geral da Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social em MS (SETAS), Álvaro Cardoso de Ávila, também destacou a participação das mulheres no projeto. "Estou feliz por ver tantas mulheres disputando uma vaga em um meio que antes era estritamente masculino. Acredito que as mulheres vão alcançar sucesso neste ramo, não que elas sejam melhores que os homens, mas com certeza são bem mais detalhistas", disse o diretor.









 


 
Fonte: Assessoria

sexta-feira, 9 de março de 2012

BNDES aprova financiamento de R$ 389 milhões para parques eólicos no Nordeste

Quatro parques no Rio Grande do Norte e um na Bahia serão construídos até 2013


Mauricio Lima


Divulgação
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou ontem (7) o financiamento de R$ 389 milhões para a construção de cinco parques eólicos na região Nordeste. O banco participará com 67,8% dos investimentos totais, de R$ 573,6 milhões, que viabilizarão 1,8 mil empregos diretos e indiretos durante as obras. Os projetos estão inclusos no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e foram vencedores do Leilão de Fontes Alternativas de 2010.
Serão quatro parques no Estado do Rio Grande do Norte e um na Bahia, com capacidade instalada de 138 MW. Além dos parques, os recursos deverão custear também os sistemas de transmissão. As cinco novas instalações serão geridas pela Neoenergia e pela Iberdrola Renováveis do Brasil.
Para a operação, foram constituídas cinco Sociedades de Propósito Específico (SPE), que serão responsáveis pela construção e operação de cada um dos parques eólicos, todas tendo como sócias a Neoenergia (50%) e a Iberdrola Renováveis do Brasil (50%).
Os cinco parques são: Arizona 1, com financiamento do BNDES de R$ 86,9 milhões; Caetité 3 (R$ 63,9 milhões); Mel 2, (R$ 65,3 milhões); Calango 2 (R$ 82,7 milhões); e Calango 3, (R$ 90,2 milhões). O objetivo é que os parques Calangos 2 e 3 entrem em operação em setembro de 2013 e os outros três em janeiro de 2013.
Ao todo, no ano passado, os investimentos em energia eólica no Brasil alcançaram a marca de R$ 5,1 bilhões, sendo R$ 3,4 bilhões de financiamentos do BNDES. Com isso, foram acrescidos 1.160 MW à matriz energética brasileira, divididos em 38 parques eólicos.

Fonte: PINIweb

quinta-feira, 8 de março de 2012

SindusCon-SP discorda de dado do IBGE sobre crescimento do setor em 2011

Segundo o sindicato, construção cresceu 4,8% contra os 3,6% divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística


Mauricio Lima


Marcelo Scandaroli
Sindicato prevê crescimento de 5% no setor para 2012
O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) divulgou nota em que afirma manter a estimativa de crescimento do setor em 4,8% no último ano, diferentemente do dado registrado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na casa dos 3,6%.
De acordo com o vice-presidente de Economia do sindicato, Eduardo Zaidan, na apuração trimestral, o IBGE leva em conta basicamente apenas o comportamento da produção nacional dos materiais de construção. "Em 2011, o crescimento da produção de materiais foi de apenas cerca de 4%, mas as vendas do varejo cresceram cerca de 9,1%, contabilizando-se aí um grande volume de insumos importados", explica. "Portanto, a atividade do setor foi maior do que os 3,6% divulgados pelo IBGE. Seguramente, quando o PIB do ano passado for recalculado pelo IBGE com todas as demais variáveis, veremos que a construção cresceu cerca de 4,8%", conclui.
O SindusCon-SP afirma ainda que, há dois anos, o IBGE inicialmente divulgou que a construção havia crescido cerca de 1% em 2009 e que, após recalcular a produção do setor, divulgou que o crescimento havia sido de 8,3%. O resultado divulgado pelo IBGE também não altera a previsão do SindusCon-SP de crescimento de cerca de 5% no setor no ano de 2012.

Fonte: PINIweb

quarta-feira, 7 de março de 2012

Sinduscon: PIB revisado da construção terá alta de 4,8%

O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon) estima que o Produto Interno Bruto (PIB) revisado do setor em 2011 vai mostrar um crescimento de 4,8%, ao contrário dos 3,6% informados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o vice-presidente de Economia do sindicato, Eduardo Zaidan, a apuração inicial do IBGE desconsideraserviços associados à construção que serão incluídos na revisão das contas nacionais. "Quando o PIB do ano passado for recalculado pelo IBGE com todas as demais variáveis, veremos que a construção cresceu cerca de 4,8%", estima Zaidan.

Ele lembra que, em relação aos materiais de construção, o IBGE considera apenas o que foi produzido no País, excluindo os dados do comércio de insumos importados, que serão incluídos na revisão. Em 2011, o crescimento da produção de materiais foi de 4%, mas as vendas do varejo cresceram cerca de 9,1%, contabilizando aí um grande volume de insumos importados.

Em nota, o Sinduscon-SP lembra que, há dois anos, o IBGE inicialmente divulgou que a construção havia crescido cerca de 1% em 2009. Recentemente, ao recalcular o PIB do setor, divulgou que o crescimento havia sido de 8,3%.
Fonte: Agência Estado

terça-feira, 6 de março de 2012

Governador recebe empresários da agricultura e construção civil


 
 
O governador Siqueira Campos recebeu nesta segunda-feira, 5, empresários de descendência japonesa, que possuem investimentos no Brasil, inclusive no Tocantins, nas áreas de agricultura e construção civil. Primeiramente foi recebido Yuji Yamada, diretor presidente da Brasnica Frutas, que tem seu maior investimento em Jaíba, Minas Gerais, mas produz 120 hectares de banana em Aguiarnópolis, no norte do Estado. Participaram da reunião Roberto Kurokawa, gerente operacional da NKLAC – Nippon Koei Latim América Caribbean Ltd, e Yuji Yamada, técnico da Nippon Koei. 

Em seguida foi recebido Agostinho Toshio Minami, vice-presidente de Construção Civil da Câmara de Comércio Brasil Japão e presidente da empresa de construção civil Denibra. O secretário executivo da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Agrário, Ruiter Padua, e o presidente da Kenbridge Consultant Ltda, Kenji Kawano, acompanharam  o primeiro grupo, sendo que Kenji também acompanhou o Agostinho Minami. Os empresários comunicaram ao Governador que pretendem investir no Estado, sendo que o presidente da Brasnica e os representantes da Nippon Koei viajam nesta terça-feira, 6, para conhecer o projeto Manoel Alves, no sudeste do Tocantins.

A Brasnica tem na primeira etapa do Projeto Jaíba, maior projeto de irrigação da América Latina, a Fazenda Yamada, localizada à margem direita do Rio São Francisco no município de Jaiba (MG) e se constitui na maior das fazendas em áreas plantadas. Suas terras férteis favorecem a produção de saborosas frutas como a banana prata, banana nanica, pinha e tâmara.

O governador afirmou que os empreendedores podem contar com todo apoio possível do Estado, lembrando que o Japão possui linhas de financiamento que englobam parcerias em várias partes do mundo e que Tocantins está aberto a estes investimentos. “O Estado possui grandes áreas agricultáveis, prontas para a produção de alimentos, e está estrategicamente bem colocado em termos de logística para escoamento de tudo o que for produzido aqui”, ressaltou. 
Fonte: O Girassol

segunda-feira, 5 de março de 2012

Construção civil aquece a economia sergipana

Financiamentos impulsionam a venda de imóveis.
Comprador deve ficar atento aos prazos prometidos pelas construtoras.

Fredson NavarroDo G1 SE
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Residencial Portal da Cidade (Foto: Divulgação)Residencial Portal da Cidade em fase de finalização(Foto: Divulgação)
As facilidades do crédito com os programas habitacionais e financiamentos imobiliários estão acelerando a construção civil em Sergipe, possibilitando a realização do ‘sonho da casa própria’ e aquecendo a economia com a geração de emprego. As taxas de financiamento de imóveis são, em geral, as mais baratas do mercado em relação a outras modalidades de crédito.

De acordo com o economista Rubens Borges, comprar o imóvel na planta e financiar em até 300 meses é a forma mais econômica, mas alerta que as parcelas não devem superar 30% da renda familiar. “Juntar uma boa reserva inicial é a melhor maneira de garantir taxas de juros e prazos menores em um financiamento imobiliário para dar de entrada e financiar sem comprometer o orçamento. Adquirir o imóvel em longo prazo é a forma mais rentável”, explica.

Foi o que fez o professor Jalmir Medrado, que mora em um apartamento alugado em Aracaju há 11 anos e acaba de conquistar seu primeiro imóvel. “Não é fácil pagar aluguel e as parcelas do financiamento ao mesmo tempo. Decidi comprar um apartamento há cinco anos e comecei a economizar. Depois de pesquisar muito, em dezembro de 2010, encontrei um apartamento em um feirão que estava dentro do meu orçamento e assinei o contrato de promessa de compra. Dei uma entrada de R$ 12 mil e dividi a outra parte da construtora em 20 parcelas de R$ 300. Em novembro de 2011 assinei o contrato de financiamento e já comecei a pagar. Continuo pagando as parcelas e aguardando receber o imóvel que está previsto para ser entregue em junho de 2012”,comemora.
Corretor Rodrigo Alerrandro  (Foto: Divulgação)Corretor Rodrigo Alerrandro (Foto: Divulgação)
Assim como Jalmir, mais de oito mil unidades habitacionais foram comercializadas durante os sete ‘Feirões da Casa Própria’ realizados em Aracaju nos últimos quatro anos. “É o momento ideal para quem deseja comprar. No feirão, dezenas de imobiliárias apresentam seus imóveis e os possíveis compradores podem conhecer todos e avaliar cada um, observando a sua renda, antes de comprar. Tem imóvel de todos os preços”, garante o corretor Rodrigo Alerrandro.
Os imóveis variam de R$ 70 mil a R$ 300 mil, com parcelas a partir de R$ 400. Quem comprar um imóvel que custa até R$ 150 mil recebe um bônus de até R$ 17 mil do programa do Governo Federal ‘Minha Casa, Minha Vida’.

Segundo o representante dos empresários do setor imobiliário, Júlio César Silveira, os imóveis comercializados através do programa ‘Minha Casa, Minha Vida’ são os mais procurados. “Esse programa impulsiona a venda de imóveis ajudando o trabalhador que possui uma renda de até R$ 3000 a conquistar o sonho da casa própria. O programa alavancou as vendas dos feirões, que cresce a cada edição e beneficia 80 a cada 100 imóveis vendidos no Estado”, afirma.
Cerca de 250 imóveis são vendidos por dia durante os feirões que ocorrem de quinta-feira à domingo, duas vezes por ano.
O superintendente da Caixa Econômica Federal em Sergipe, Luciano Pimentel, diz que somente em 2010 a instituição comercializou o equivalente a uma cidade de 61 mil habitantes, levando em conta quatro pessoas por imóvel. "Foram R$ 841 milhões aplicados para compra de mais de 15.200 unidades habitacionais. O banco investiu R$ 630,5 milhões na venda de 7.135 imóveis, beneficiando 29.000 pessoas”, vibra.
Ainda segundo o superintendente, o perfil dos interessados em adquirir um imóvel próprio, varia entre pessoas de 25 a 40 anos de idade. E para conseguir realizar o sonho basta que a renda familiar seja acima de 3 salários mínimos.
Condomío em fase de construção (Foto: Divulgação)Condomínio em fase de construção
(Foto: Divulgação)
De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregos (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego, os estados nordestinos concentram 114.152 (34%) das 331.509 vagas geradas na construção civil nos últimos doze meses. O economista Rubens Borgens observa que o crescimento sustentável da atividade econômica nos últimos seis anos trouxe o aumento do emprego formal. O Nordeste gerou mais vagas com carteira assinada, com destaque para a construção civil. “No país, o emprego com carteira cresceu 16,6% e no Nordeste atingiu a marca de 30,5% no período”, explica.

O diretor comercial Dicon Engenharia, Felipe Girão, que é sergipano, se formou em administração, em São Paulo, e retornou para investir na construção civil.
Felipe Girão (Foto: Divulgação)Felipe Girão (Foto: Divulgação)
“Realizei o sonho de regressar a minha terra natal para empreender, gerar empregos, contribuir para o desenvolvimento de nosso Estado. A construção civil é um setor maravilhoso, pois é responsável por grande parte da produção de riqueza e distribuição de renda no país”, comemora.
A Dicon atua no mercado sergipano há quase 10 anos, começou trabalhando com obras públicas e projetos para outras empresas, com 30 funcionários e hoje conta com mais de 200 colaboradores, acaba de lançar seu novo condomínio residencial.
“A primeira etapa já está concluída e a segunda está prevista para ser finalizada em setembro. O Portal da Cidade Residencial Clube foi um grande sucesso, fruto de um projeto altamente planejado, de excelente localização, com inúmeros atrativos e de muita dedicação. A qualidade do produto e o fiel cumprimento de prazos da obra têm sido diferenciais importantes e que vem sendo destacados pelos nossos clientes”, garante.
Advogado Winston Neil (Foto: Fredson Navarro / G1)Advogado Winston Neil (Foto: Fredson Navarro / G1)
Mas o comprador deve ficar atento aos prazos prometidos pelas construtoras.
"Se as obras previstas no contrato não foram cumpridas, os moradores têm direito a buscar uma indenização junto a construtora. Se a dor de cabeça for tão grande e o consumidor quiser desistir da compra, ele tem direito de receber o dinheiro de volta que já pagou, mas pode ter que pagar uma multa que é prevista no contrato", explica o advogado especializado em direito do consumidor, Winston Neil..
Comemorando o crescimento da procura por profissionais, o Governo de Sergipe investe na qualificação com o Plano Setorial de Qualificação Profissional da Construção Civil. Para secretário de Estado do Trabalho, Marcelo Freitas, o processo de qualificação social e profissional cria novas possibilidades de inserção no mundo do trabalho de jovens e trabalhadores em situação de desvantagem social e econômica. “Ações como essas, desenvolvidas pelo Governo do Estado, resultam na geração de emprego e renda para o povo sergipano”, comenta.

A jovem Ana Carolina Silva dos Santos, 23 anos, qualificou-se como pedreira azulejista, na primeira etapa do programa e comemora. “Estava desempregada e abracei a oportunidade de aprender as técnicas para atuar nesta área, estou muito feliz com meu novo emprego e retribuo com muita dedicação”, orgulha-se.
-Documentação necessária para financiar um imóvel
Quem pretende financiar um imóvel pode providenciar a documentação básica antes mesmo de ir ao banco.
Embora outros papéis possam ser requeridos de acordo com cada caso e instituição financeira, há exigências comuns para todas as instituições.
- Carteira de Identidade ou outro documento oficial de identificação que informe o nome dos pais. Além do original, uma cópia;
- CPF, original e cópia, ou documento oficial original que tenha o número do CPF;
- Comprovante de estado civil, cópia e original;
- Comprovante de rendimentos, original e cópia;
- Certidão Conjunta Negativa de Débitos relativos a Tributos Federais e Dívida Ativa da União ou Certidão Conjunta Positiva com Efeito de Negativa de Débitos relativos a Tributos Federais e Dívida Ativa da União, disponíveis no site da Receita Federal;
- Quem deseja usar o dinheiro do próprio FGTS para dar de entrada no imóvel vai precisar de mais documentos, como carteira de trabalho e extrato do FGTS.

Etapas do financiamento
De acordo com a Caixa Econômica Federal, o caminho básico até o financiamento de um imóvel envolve os seguintes passos do candidato ao crédito:
- simular as taxas para cada tipo de financiamento no site das instituições financeiras. Os bancos de varejo, públicos e privados, têm simuladores que podem ajudar o comprador antes mesmo que ele vá à agência bancária;
- preencher os cadastros e fichas, com informações pessoais e de renda, exigidos pela instituição financeira escolhida;
- se o cadastro for aprovado pelo banco, o cliente recebe a carta de crédito solicitada;
- junto com a carta de crédito, o cliente recebe do banco uma relação de outros documentos e formulários que ele precisará entregar à instituição.
Fonte: G1 Sergipe