segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Preços da construção civil ficam estáveis em dezembro no AP e setor estimula obras

Acordo coletivo deve aumentar salários da categoria em até 3% (Foto: Divulgação/Sinduscon)

alor ficou em R$ 1.053,70, dividido entre mão de obra e materiais. Categoria considera fim de ano como recessivo para as vendas, o que pode baratear o preço no mercado.




Com variação de apenas 0,03% em dezembro com relação ao mês anterior, o custo do metro quadrado da construção civil se manteve estável no fim de 2017, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O valor ficou em R$ 1.053,70, sendo R$ 585,46 relativos aos materiais e R$ 468,24 à mão de obra.


Os números são baseados na oscilação do Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), que calcula a variação mensal em todo o país. A alta no estado acumulada ao longo do ano foi de 3,7%, maior que a registrada ao longo de 2016, calculada em 2,82%.


O custo do Amapá em dezembro foi o terceiro menor da Região Norte, ficando atrás de Amazonas (R$ 1.031,12) e Pará (R$ 1.047,55). No país inteiro, o valor mais barato foi em Sergipe, com R$ 934,70 e o mais caro foi de Santa Catarina, com R$ 1.201,45.


Para o sindicato do setor, o período de fim de ano é considerado recessivo para as vendas, resultando em oportunidades de preços mais em conta nos valores de insumos para construção, além da maior disponibilidade de mão de obra. O período chuvoso também reduz a demanda.


"No momento em que o mercado está recessivo você consegue melhores preços de insumos e têm bons profissionais na área, o que não é muito comum quando o mercado está aquecido", declarou à Rede Amazônica no Amapá, Glauco Cei, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amapá (Sinduscon-AP).


A categoria ainda prevê reajuste para os trabalhadores do setor no início do ano, o que impacta na contratação da mão de obra. Até dezembro, o Sinduscon falou em aumento que deve variar entre 2% e 3%, baseado pelo reajuste anual de 1,93% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Fonte: g1.com

domingo, 14 de janeiro de 2018

Empresas da construção civil investem na Bahia

Felipe Monteiro conta que Salvador alavanca as vendas da MRV no Nordeste - Foto: Adilton Venegeroles | Ag. A TARDE

O setor da construção civil começa a retomar aos poucos suas atividades depois de anos difíceis de retração de compradores, juros altos e preços elevados de matéria-prima. Este movimento pode ser observado em vários segmentos da área imobiliária, desde empresas que trabalham com unidades populares até com produtos de alto custo.
Um dos setores com melhores perspectivas é o de unidades populares do Programa Minha Casa, Minha Vida. Em 2017, o governo deixou de investir R$ 24 bilhões no programa, alegando problemas de capitalização da Caixa Econômica Federal. Mas o Ministério das Cidades anunciou para este ano a retomada da construção de 70 mil unidades do programa habitacional, que estão paralisadas ou com andamento em ritmo lento.
A MRV Engenharia está otimista em relação às perspectivas do setor de construção econômica na Bahia em 2018, apesar do cenário macroeconômico atual, e até o final deste ano, pretende investir mais de R$ 600 milhões para o lançar 6.328 unidades habitacionais no estado. De acordo com Felipe Monteiro, gerente regional de vendas, serão 3.700 unidades na região metropolitana e na capital, 1.248 unidades em Feira de Santana e 1.380 apartamentos em Vitória da Conquista, com Valor Geral de Vendas (VGV) potencial de R$ 1 bilhão.
Com esse investimento a empresa projeta chegar em 2018 com um aumento de mais de 20% na sua força de trabalho no estado. Atualmente oferece mil empregos diretos e três mil indiretos.
Destaque no Nordeste
"Salvador sempre alavancou as vendas no Nordeste desde 2007, quando a MRV se instalou na Bahia. Atualmente o carro-chefe são os imóveis para classe C, no valor entre três e 10 salários mínimos, com preços que variam até R$ 190 mil", explica Felipe Monteiro. Ele acrescentou que os imóveis que serão lançados este ano estarão em construção a partir do segundo semestre, com previsão de entrega para o ano de 2020.
Das unidades oferecidas na capital baiana em quatro empreendimentos, dois serão edificados na CIA-Aeroporto, um na região da Rodoviária e um em Lauro de Freitas. Em Salvador e na Região Metropolitana, a MRV jã entregou 9.536 unidades ao longo dos 10 anos de atividade, que abrigam 50 mil moradores.
Otimismo do setor
Vice-presidente da Civil, empresa que atua em vários setores e em imóveis de alto padrão no segmento imobiliário, Rafael Valente, está otimista e acredita que o pior já passou. "A demanda, principalmente de investidores está voltando a crescer aos poucos e isto, aliado aos baixos juros que vem sendo praticados por bancos públicos e privados, estimula as construtoras a retomar a atividade com maior confiança", avalia.
Ele cita como exemplo o Jazz, fruto da parceria entre Civil e Barcino Esteve, lançado em 2017, que irá gerar cerca de 140 empregos diretos e mais de 700 indiretos. A previsão de entrega é outubro de 2019, com investimento de R$ 26,6 milhões. O edifício contará com 16 pavimentos e apartamentos com 1 ou 2 suítes.
Em abril está previsto outro lançamento, desta vez no bairro da Graça, com entrega prevista para 2020, explica Rafael Valente, que prefere não revelar mais informações, mas promete grandes novidades para o novo empreendimento do grupo.
Fonte: http://www.atarde.uol.com.br

sábado, 13 de janeiro de 2018

DIARINHO 39 ANOS: Boom da construção civil virou manchete nacional

Em Itajaí, atividade portuária levou um baque nos anos 2000 por causa da concorrência com os portos privados

Navegantes foi abandonando o posto de patinho feio com a chegada da Portonave, em 2007, que recolocou a cidade no comércio mundial, favorecida, também, por ser a única a ter um aeroporto em seu território, e ao lado de Penha, que teve a economia alavancada pelo Parque Beto Carrero World.
“Eu lembro que a gente tinha que ir para Itajaí comprar um móvel, um eletrodoméstico, roupas e estudar porque não tinha boas escolas em Balneário”, recorda Álvaro Silva Filho, 52 anos. Seu pai, Álvaro Silva, foi um dos pioneiros da cidade e chegou a ser prefeito por nove meses em 1969. “Meu pai chegou em Balneário em 1940. A casa da família sempre foi aqui na avenida Central, onde foi erguido o hotel Silva e, em 1985, o hotel Topázio. Agora, ele dará lugar a um residencial como aconteceu com a maioria dos hotéis tradicionais da cidade”, revela.
O presidente do Sinduscon, Nelson Nitz, 65, é natural de Blumenau, e veio para Balneário aos quatro anos. Depois de se formar engenheiro civil na UFSC, montou a construtora Pecon e seu primeiro prédio, de 10 andares, foi o Dom Afonso (1978). Nelson teve outras duas empresas, sendo que, ao todo, só ele foi responsável por mais de 50 prédios.
“Meu pai era pintor e minha mãe camareira. Depois ele trabalhou como corretor de imóveis, já vendo que o futuro da cidade estaria no ramo imobiliário. Hoje, tem muito fazendeiro do Mato Grosso e empresários que investem em Balneário comprando um apartamento de alto nível, afinal, quem vem pra cá não quer saber de voltar. É uma vida tranquila com serviço de cidade grande”, justifica. A grande expectativa agora é pelos arranha-céus de 70 e 80 andares, que serão os maiores do Brasil.
Nelson conta que o incremento da atividade acabou criando uma rede que gera muitos postos de trabalho. “Além das construtoras, hoje Balneário conta com firmas de decoração, escritórios de arquitetura, móveis, mármore, vidros, enfim, uma cadeia de serviços que só faz crescer”, comemora. O mesmo acontece em Itajaí, segundo a arquiteta Luciana Coelho de Souza Correa, cuja população viu a paisagem mudar radicalmente na última década. “Quando foi revisado o plano diretor de Balneário e as empresas tiveram que esperar até tudo ser definido, viram em Itajaí um novo polo da construção civil”.
Para ela, o grande risco da verticalização sem planejamento de longo prazo é a queda de qualidade de vida. “Se não forem feitos estudos de impactos daqui 20, 30 anos, a cidade vai sofrer com o aumento da temperatura por causa do excesso de asfalto, a falta de arborização, que dificulta a vida dos pedestres e falta de sol na cidade, como já acontece em Balneário Camboriú, onde muitos apartamentos se deterioram por causa da umidade, pois há prédios colados um no outro”, exemplifica.
Cidade foi comparada recentemente com Dubai

Porto de Itajaí retoma crescimento depois do tombo

O porto de Itajaí viveu períodos de abundância e reinou praticamente sozinho no complexo portuário até a chegada da Portonave, em 2007. E como se não bastasse a concorrência com a iniciativa privada, a enchente de 2008 ainda destruiu os berços onde os navios atracam. Foi um período difícil até 2010, quando conseguiu recuperar boa parte de suas atividades e competir em condições de igualdade. Mas, a partir de 2012, o porto do lado de lá do rio foi ganhando em relevância, tanto que, em 2016, da movimentação de R$ 1,102,196 bilhões do complexo portuário, menos de R$ 200 milhões eram do porto de Itajaí.
“Ainda não foi fechado o balanço de 2017, mas já temos um levantamento que mostra um crescimento de 10% em relação a 2016. É sempre bom destacar que, como os portos privados utilizam a estrutura do complexo, o porto de Itajaí também ganha com o crescimento dos concorrentes”, conta Héder Cassiano Moritz, superintendente interino. Dados do porto também revelam que a movimentação de carga praticamente dobrou em relação aos números de 2004 por causa dos investidores chineses. Agora, é reforçar a infraestrutura e correr atrás do prejuízo para melhorar a logística e recuperar os clientes.
Héder veio trabalhar na então Portobrás justamente no ano de criação do DIARINHO, em 1979, e acompanhou o sobe e desce da economia. “Neste início da década de 80, estava acontecendo uma mudança no perfil da carga, que antes era manual, para o sistema de contêiner, e em meados dos anos 2000, com a aquisição de empilhadeiras mecanizadas”, narra. As principais mercadorias são carnes congeladas, motores, açúcar e madeira de reflorestamento.
Nos anos 90, com a abertura dos portos no governo Collor, o comércio exterior bombou, e cursos na Univali deram suporte para formar mão de obra especializada. A boa fase da economia mundial na primeira década dos anos 2000 também ajudou a impulsionar a economia do porto e da cidade. Outro atrativo foi a introdução de transatlânticos nacionais e internacionais, atracados no píer construído ao lado da delegacia da capitania dos portos. A cidade já chegou a ter 60 escalas por temporada de verão, mas com o crescimento do tamanho dos navios, as linhas se deslocaram para Porto Belo e Balneário Camboriú.
A primeira etapa das obras para permitir a entrada de navios maiores (até 400m de largura), ao custo de R$ 105 milhões, deve ser concluída até julho de 2018. Obras de dragagem do fundo do rio para garantir o calado de 14 metros são constantes. Já a novela da via portuária, que vai facilitar o escoamento da produção via caminhões até a BR, ainda está em fase de desapropriação ao longo da rua Blumenau, e revisão de projeto.
Porto de Itajaí deve ter um 2018 movimentado depois de reativação de berços de atracação


sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

TCE libera obras da estação Gávea da linha 4 do metrô



Obras da estação da Gávea poderão ser retomadas
Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo

As obras estão paradas desde março de 2015

RIO — O Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ) decidiu nesta terça-feira, por unanimidade, suspender os efeitos da medida cautelar tomada pelo próprio órgão, em novembro de 2016, que proibia o repasse de créditos ao consórcio Linha 4 Sul, responsável pela construção da estação do metrô da Gávea, parada há quase três anos. O tribunal impedia o andamento das obras devido a suspeitas de superfaturamento de R$ 3,17 bilhões (em valores atualizados) na implantação do trecho entre Ipanema e Barra. Sem o entrave, o estado parte agora em busca dos recursos. O problema é que o governo enfrenta limitações para obter crédito. Quando foi paralisada, a obra da estação estava orçada em cerca de R$ 500 milhões. O secretário estadual de Transportes, Rodrigo Vieira, disse que fará uma série de reuniões com técnicos das secretarias de Fazenda e de Planejamento para avaliar possíveis fontes de recursos.
— A principal hipótese é que esses recursos venham de outros contratos já firmados pelo estado para investimentos em infraestrutura. Será necessária uma avaliação sobre remanejamentos. A expectativa é que até o fim de fevereiro seja possível ter pronto um cronograma financeiro para retomar a obra. Hoje, ainda não é possível. O que posso dizer é que a conclusão da Linha 4 é uma prioridade do governador Luiz Fernando Pezão — acrescentou Rodrigo Vieira.

Fonte: oglobo.globo.com

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Amazonas: construção civil aposta em crescimento

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Alicerçados pelos bons números, construtores amazonenses projetam crescimento de 5% para o setor

Mesmo sem dados consolidados, o setor da construção civil do Amazonas projeta um crescimento de aproximadamente 5% em 2017 na comparação com o ano anterior. O indicador é bem próximo dos 4,73% referente ao custo para construção no Estado, apontado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A boa expectativa tem como base fatores econômicos que incluem a redução da inflação, da taxa Selic e de juros dos bancos viabilizando maior oferta de crédito. 


O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado do Amazonas (Sinduscon-Am), Frank do Carmo Souza, se mantém otimista e estima uma melhora de até 5% no confronto com 2016. "Em 2017 tivemos fatores importantes como redução da inflação, da taxa de juros dos bancos, além da própria reforma trabalhista que impactaram na melhora no período", avalia. 


Segundo o representante, com o aquecimento da construção civil no último ano, a projeção é de que as empresas adequem seus estoques para atender o mercado imobiliário de 2018. "A tendência é termos mais lançamentos até para não faltar produto", frisa Souza. O Censo Imobiliário de 2017 está previsto para lançamento em fevereiro. 


Custo da construção civil 

Nesta quarta-feira (10), o Índice Nacional da Construção Civil, divulgado pelo IBGE, apontou que o custo para construção no Amazonas fechou 2017 com alta de 4,73%. O custo médio por metro quadrado no Estado ficou em R$ 1.031,12, o menor da Região Norte, e abaixo da média nacional. A pesquisa registrou ainda que se considerar apenas dezembro, a variação em relação ao mês anterior caiu -0,15%. 

Frank do Carmo Souza explica que, quanto maior o indicador anual, mais caro fica o valor final da obra. Segundo ele, a região tem questão logística diferenciada, que tende a encarecer a matéria prima e afetar o preço total da construção, principalmente no interior. 

"Além disso, os valores de imóveis do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) são diferentes dos praticados em regiões como Sul e Sudeste e, temos brigado para melhorar e adequar essa questão", disse o empresário, ao destacar que em março, a capital amazonense recebe um Fórum voltado para o setor da construção civil do Norte e Nordeste.  
   
Foto: Walter Mendes / Jornal do Commercio
 

A pesquisa mostrou também que o custo médio do metro quadrado da construção do Amazonas ficou fixado em R$ 1.031,12, deste montante os custos com materiais de construção foram os que mais pesaram na conta, sendo R$ 563,91 relativos a material e R$ 467,21 à mão de obra. 

O custo é o menor da região Norte, onde a média no período foi de R$ 1.065,63/m². Em seguida vem o Pará, com custo de R$ 1.047,55/m² e Amapá com R$ 1.053,70/m². O resultado também ficou abaixo da média nacional, fixado em R$ 1066,68/m². Já desconsiderando a desoneração, o custo médio sobe para R$ 1.102,84, valor com variação de 4,98% no ano de 2017.

A pesquisa registrou ainda que se considerar apenas dezembro, a variação em relação ao mês anterior caiu -0,15%. Na média a região Norte teve a maior queda (-0,05) no último mês de 2017. Já no acumulado do ano, houve crescimento de 2,56% no índice regional. 

Na avaliação do supervisor de informações do IBGE/AM, Adjalma Nogueira Jacques, embora no último mês do ano, o índice tenha caído, a evolução do custo da construção durante o ano foi significativa em todo Estado, o que segundo ele, proporcionou um aumento na ordem de 4,73%. 

"Parece pouco, mas se comparado a inflação que foi de 2,95% em 2017, o custo da construção foi superior em 1,7 pontos percentuais. Com isso, o Amazonas teve a sétima maior alta entre as Unidades da Federação durante o ano de 2017", informou Jacques. O ranking nacional é liderado pelo Rio Grande do Norte com 6,04%. 

Fonte: http://portalamazonia.com

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) fecha 2017 em 3,82%

Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) fecha 2017 em 3,82%

Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), calculado pelo IBGE, apresentou variação de 0,18% em dezembro, ficando 0,30 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa do mês anterior. Em 2017, esta taxa só foi maior que as dos meses de abril (0,15%) e outubro (0,16%). O indicador acumulado no ano foi de 3,82%, abaixo dos 6,64% registrados em 2016.Em dezembro de 2016, o índice foi 0,49%. 
O custo nacional da construção, por metro quadrado, que em novembro ficou em R$ 1.064,76, passou para R$ 1.066,68, sendo R$ 544,97 relativos aos materiais e R$ 521,71 à mão de obra. 
A parcela dos materiais apresentou variação de 0,14%, caindo 0,53 p.p. em relação ao mês anterior (0,67%). Já em relação a 2016, a taxa subiu 0,13 p.p. Por outro lado, a parcela da mão de obra apresentou variação de 0,22%, ficando próximo do índice de novembro (0,28%). A taxa dessa parcela (0,22%) ficou abaixo da registrada em dezembro de 2016 (1,02%), quando foram firmados quatro acordos coletivos.Nos resultados acumulados de 2017, os materiais tiveram variação de 2,61%, enquanto a parcela do custo referente aos gastos com mão de obra atingiu 5,17%. Em 2016, a parcela dos materiais fechou em 2,92% e a mão de obra, em 10,89%.
Região Nordeste tem maior resultado acumulado em 2017Com alta na parcela dos materiais em seis estados e com variação captada na mão de obra no Rio Grande do Norte, a Região Nordeste apresentou a maior variação regional em dezembro (0,32%). A região registrou também a maior alta do ano, de 4,56%. Já a menor taxa ficou com a região Norte (-0,05%), que apresentou índices negativos em Amazonas, Roraima, Pará e Tocantins. Nas demais regiões os resultados foram: 0,16% (Sudeste), 0,13% (Sul) e 0,11% (Centro-Oeste). Quanto aos custos da construção, os valores, em dezembro, por metro quadrado foram: R$ 1.065,63 (Norte); R$ 991,97 (Nordeste); R$ 1.111,87 (Sudeste); R$ 1.105,39 (Sul) e R$ 1.083,05 (Centro-Oeste).
Em dezembro, Rio Grande do Norte registra a maior altaApesar da convenção coletiva ainda não ter sido firmada, foi captado aumento significativo na parcela da mão de obra no Rio Grande do Norte, registrando assim a maior taxa mensal, 2,38%, aumentando o custo médio por metro quadrado para R$ 963,98.
Fonte: http://www.investimentosenoticias.com.br

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Novas tecnologias auxiliam serviços na construção civil

Uma trena que mede a distância sozinha e totalmente digital, e máquinas que enviam informações para o celular. Este é novo cenário da construção civil e que tem ganhado cada vez mais espaço nas obras, segundo empresários. De acordo com eles, com a ajuda da tecnologia, os serviços são realizados de forma mais rápida.

O gesseiro Diego Rodrigues Nogueira, de Itapetininga (SP), conta que com a tecnologia conseguiu agilizar seu serviço. Antes tinha que ficar com a trena para não errar nenhum centímetro, agora, em questão de minutos, consegue medir uma área grande com precisão usando trena digital.

“Por ainda ter uma empresa pequena, eu como proprietário tenho que executar várias funções. Tem que fazer o orçamento, compra do material, execução do serviço e receber. Então precisava otimizar o tempo o máximo possível. Esse equipamento, no meu caso, foi excelente”, explica.

Diego Rodrigues trocou as ferramentas manuais pelas digitais em Itapetininga (Foto: Reprodução/TV TEM)
Diego Rodrigues trocou as ferramentas manuais pelas digitais em Itapetininga (Foto: Reprodução/TV TEM)

Desde que trocou seus equipamentos manuais pelos digitais, Diego afirma que tem economizado tempo.

“Percebi que precisava desse equipamento quando fui medir uma obra em um condomínio de tamanho considerável e levei três horas para tirar a medida. Com a trena elétrica, levaria 20 minutos para fazer o mesmo serviço”, afirma.

Com a trena elétrica, Diego consegue fazer o serviço que levaria horas em minutos (Foto: Reprodução/TV TEM)
Com a trena elétrica, Diego consegue fazer o serviço que levaria horas em minutos (Foto: Reprodução/TV TEM)

De acordo com o construtor Daniel Rodrigues, que trabalha no setor da construção civil há 25 anos, muitos equipamentos vieram para agilizar e proporcionar mais qualidade de vida aos funcionários.

“Judia do corpo ficar batendo uma marreta o dia todo. Chega a tarde e você está quebrado. Agora está bem mais fácil. Vale muito a pena, porque você está economizando tempo”, explica.
Segundo o consultor de vendas Luciano Cunha, os equipamentos digitais custam mais caros, mas eles devem ser vistos como um investimento e não como um custo, pois são produtos que podem durar bastante.

“Não temos como medir a vida útil dos equipamentos, pois o retorno de problemas no período de garantia é muito baixo”, afirma.

Daniel Rodrigues afirma que equipamentos digitais agilizam o serviço em Itapetininga (Foto: Reprodução/TV TEM)
Daniel Rodrigues afirma que equipamentos digitais agilizam o serviço em Itapetininga (Foto: Reprodução/TV TEM)

'Economiza tempo e não cansa o corpo', afirma Daniel Rodrigues (Foto: Reprodução/TV TEM)
'Economiza tempo e não cansa o corpo', afirma Daniel Rodrigues (Foto: Reprodução/TV TEM)

Acesse o link e assista a reportagem:

Fonte: g1.com

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Construção Civil: perspectivas para 2018 são positivas para o setor

Resultado de imagem para minha casa minha vida

O Sindicato da Indústria da Construção Civil de Juiz de Fora (Sinduscon/JF) realizou um balanço sobre o setor em 2017 e avaliou que o ramo apresentou crescimento de 3% a 5%, na comparação com 2016. O desempenho aumentou a confiança dos empresários juiz-foranos.

"Não tivemos um dos melhores períodos, mas conseguimos uma ligeira recuperação comparada a 2016", afirmou Aurélio Marangon Sobrinho, presidente do Sinduscon/JF.

Ele destacou que um dos principais pontos que contribuiu para manter o setor ativo no passado foram os projetos do programa "Minha Casa, Minha Vida", que foram lançados por diversas empresas. Por outro lado, a baixa demanda por obras públicas prejudicou as empreiteiras.

Para Marangon, as perspectivas para 2018 são positivas para o setor. Ele acredita que um fator que pode impulsionar a construção civil é a aprovação da reforma da Previdência. “Irá trazer confiança e retomada de investimentos, fazendo com que o Brasil e a construção civil deslanchem", completou.


Fonte: g1.com

domingo, 7 de janeiro de 2018

Confira as carreiras que serão mais procuradas na retomada da construção civil

Confira as carreiras que serão mais procuradas na retomada da construção civil

Profissões conectadas que unem tecnologia e sustentabilidade estão entre as que mais devem gerar vagas

o embalo da retomada na indústria da construção civil a partir de 2018, os setores que mais devem gerar empregos na cadeia são os de sustentabilidade, infraestrutura, mobilidade e habitação.

Como as áreas são macro, as vagas devem abranger uma gama muito grande de profissões. No topo da lista estão as Engenharias e suas especialidades, elas aparecem nos quatro segmentos e estão muito ligadas à construção civil, uma atividade na qual a mão-de-obra humana é necessária e fundamental para a recuperação da economia.

Os sinais de que os próximos anos serão melhores aparecem em várias frentes. O Índice de Confiança da Construção, da Fundação Getulio Vargas, indica que vão aumentar as contratações em 2018. “O avanço não foi grande, mas os resultados representam uma sinalização importante de melhora da atividade da construção nos últimos meses do ano, o que, por sua vez, traz perspectivas mais positivas para o setor em 2018”, avaliou, Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção da FGV IBRE.

A recuperação da atividade deverá ser gerar oportunidades de trabalho em outros segmentos próximos, como saneamento básico, desenvolvimento urbano e mobilidade. O esforço para reduzir o déficit habitacional também será um grande gerador de mão-de-obra. Até 2025, o Brasil precisa construir 14,5 milhões de novos domicílios para suprir essa necessidade, conforme estimativa do Secovi-SP em parceria com a FGV.

Para se beneficiar dessa onda positiva de emprego, no entanto, é preciso estar preparado. Assim como em qualquer segmento, a qualificação é uma exigência. “As vagas que vão crescer são dos profissionais qualificados, os informais não conseguem operar uma máquina cara, é preciso treinamento para isso”, destaca o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, José Carlos Martins.

Entre as profissões que estarão em alta, destaque para o engenheiro projetista, assim como especialistas em automação residencial e técnico em edificação, o novo mestre de obras. Em alta também profissionais ligados à área de sustentabilidade, com experiência em BIM - planejamento e execução usando novas tecnologias.


“Hoje não adianta ser um exímio desenhista para fazer um projeto usando um esquadro. É preciso saber Autocad, que daqui a pouco será totalmente substituído pelo BIM”, avalia Martins.


O BIM é a abreviação para Building Information Modeling - Modelagem de Informações da Construção - software de criação de modelos virtuais que permite melhor análise e controle do que os processos manuais. Uma ferramenta que minimiza o desperdício, a ineficiência, uma deficiência do setor que deve ser vencida. Profissionais que chegarem ao mercado munido de conhecimentos para atacarem nessa frente serão bem-vindos.

No último boom da construção civil, dizem os especialistas, a combinação de juro baixo, bastante crédito - até 30 anos para pagar - permitiu que as pessoas comprassem imóveis pagando mais caro pela ineficiência do setor, porque a prestação cabia no bolso. Mas agora a situação é diferente. E essa mudança vai impactar diretamente na hora de contratar profissionais. O mercado vai priorizar a eficiência.


“Se as empresas quiserem vender, vão ter que trabalhar no custo. Elas devem melhorar a eficiência, a produtividade e os profissionais precisam atender à essa demanda”, destaca o presidente da CBIC.

Um dos problemas do setor é o grau de informalidade. Em 2014, no começo da recessão, 57% dos ocupados não recolhiam para a Previdência Social. De lá pra cá, cerca de 1 milhão de vagas com carteira assinada foram perdidas (de 3,3 milhões para 2,3 milhões). Esse contexto aumentou a quantidade de profissionais trabalhando como informais.

Tendências

Para Flavio Amary, presidente do Secovi-SP, as perspetivas são muito boas nos segmentos de Sustentabilidade, Infraestrutura, Mobilidade Urbana. Ele aposta na carreira de Engenheiro Ambiental, com especialização em tratamento de resíduos, replantio, proteção de mananciais, o que é uma tendência mundial. No que se refere à infraestrutura, a demanda por estradas, portos e aeroportos é uma necessidade para permitir o crescimento do país, assim como o aporte em mobilidade é fundamental para a expansão e melhoria de qualidade de vida nas cidades.


“Como em qualquer profissão, a qualificação, as experiências internacionais são bem vistas e rendem melhores colocações e remunerações”, avalia Amary.


Calcula-se que de forma direta, indireta e contabilizando os informais, a cadeia tenha cerca de 12,5 milhões de trabalhadores.

Seja qual for sua capacitação no setor, uma coisa é certa: o mercado está reagindo e terá espaço para profissionais preparados, mais eficientes e de olho nas novas tecnologias.

Profissionais com alta demanda

Sustentabilidade: engenheiro de sustentabilidade, engenheiro ambiental, especialista em tratamento de resíduos, especialista em replantio, especialista em proteção de mananciais, especialista em reutilização de materiais, especialista em gestão de resíduos sólidos e especialista reaproveitamento de águas

Infraestrutura: engenheiros especialistas em construções de estradas, portos e aeroportos, topógrafo agrimensor, arquitetos, engenheiro projetista, técnico ambiental, advogado especialista em direito ambiental

Mobilidade: engenheiros e arquitetos especialistas em arquitetura urbanística, engenheiro projetista, técnico em segurança do trabalho, engenheiro de transporte

Habitação: pedreiro, encarregados, serventes, eletricistas, carpinteiros, mestre de obras, técnico em edificações, engenheiro civil, automação residencial, engenheiro BIM especializados em planejamento e execução, designer de interiores


Fonte: g1.com

sábado, 6 de janeiro de 2018

Construção civil pede mais financiamento

Empresários da construção civil esperam por mais investimentos do Governo

“Estamos otimistas para 2018, mas o grande problema que nos afeta é a falta de recursos para financiamento, principalmente nos pequenos varejos que vendem muito para imóveis do Minhas Casa Minha Vida ou para quem comprou e precisa fazer uma reforma, ou ampliar”. Foi o que afirmou o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Materiais de Construção de Campo Grande (Sindiconstru-CG), Fabiano Lopes ao comentar sobre as perspectivas para o setor em 2018. “ No segundo semestre do ano passado, houve uma pequena melhora, a economia reaqueceu e com a queda dos juros, o pessoal começa a tirar dinheiro de aplicação para investir na construção”. Avaliou Lopes ao comentar que o setor da construção civil de Mato Grosso do Sul deve apresentar pequena reação no consolidado de 2017, com crescimento de até 1%. Esta reação depende essencialmente de recursos para financiamento para que possa retomar o crescimento,. De acordo com os Indicadores Imobiliários Nacionais, da Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (CBIC), o setor apresentou melhora ao final do terceiro trimestre deste ano, em relação a igual período de 2016. Desde 2016, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), por meio da sua Comissão da Indústria Imobiliária (CII), tem divulgado, trimestralmente, os principais dados referentes ao mercado imobiliário de lançamentos residenciais, consolidados em 22 regiões de análise em todo o Brasil. O indicador foi desenvolvido com o intuito de apoiar pesquisas existentes nas entidades associadas à CBIC, consolidando dados com uma metodologia nacional.

Fonte: http://www.diariodigital.com.br