sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Índice Nacional da Construção Civil cresce 0,44% em agosto

Resultado de imagem para construcao civil

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) cresceu 0,44% em agosto, ficando 0,24 ponto percentual (p.p.) abaixo do registrado em julho (0,68%). Em agosto de 2018, o índice foi de 0,36%.
O Sinapi acumula altas de 3,11% no ano e de 4,50% em 12 meses, mantendo o patamar dos 12 meses imediatamente anteriores (4,42%).
O custo nacional da construção, por metro quadrado, que em julho fechou em R$ 1.143,65, passou para R$ 1.148,65 em agosto, sendo R$ 602,23 relativos aos materiais e R$ 546,42 à mão de obra.
A parcela dos materiais cresceu 0,72%, subindo 0,25 p.p. em relação a julho (0,47%) e 0,15 p.p. na comparação com agosto de 2018 (0,57%).
Já a taxa da mão de obra aumentou 0,13%, ficando 0,79 p.p. menor que a de julho (0,92%). Em agosto de 2018, a variação também foi de 0,13%.
No acumulado no ano, os índices dos materiais ficaram em 3,96% e da mão de obra em 2,22%. Em 12 meses, os acumulados foram de 6,24% (materiais) e 2,68% (mão de obra).
Região Sul tem o maior crescimento
O Sul do país teve o maior crescimento em agosto, de 1,51%, por causa de acordos coletivos em Santa Catarina e Rio Grande do Sul. As demais regiões ficaram em 0,14% (Norte), 0,37% (Nordeste), 0,01% (Sudeste) e 1,23% (Centro-Oeste).
Os custos regionais, por metro quadrado, foram de R$ 1.147,70 (Norte), R$ 1.064,19 (Nordeste), R$ 1.196,65 (Sudeste), R$ 1.215,17 (Sul) e R$ 1.148,91 (Centro-Oeste).
Santa Catarina é o estado com alta mais intensa
Com aumento nos custos das categorias profissionais, em razão de reajustes previstos em convenções coletivas, Santa Catarina, com 2,59%, foi o estado com maior variação mensal. O estado foi seguido por Rio Grande do Sul (2,37%), Goiás (2,21%), Ceará (1,60%) e Distrito Federal (1,55%), também sob influência de acordos coletivos.
Sinapi - Agosto/2019
Com a desoneração da folha de pagamento de empresas do setor
ÁREAS GEOGRÁFICASCUSTOS
MÉDIOS
NÚMEROS
ÍNDICES
VARIAÇÕES PERCENTUAIS
R$/m2JUN/94=100MENSALNO ANO12 MESES
BRASIL1148,65574,820,443,114,50
      
REGIÃO NORTE1147,70571,910,142,295,93
Rondonia1217,21678,730,625,427,59
Acre1271,62674,970,503,076,30
Amazonas1102,38539,750,231,675,53
Roraima1205,79500,730,162,686,06
Para1136,53544,780,012,106,43
Amapa1115,78542,02-0,332,504,35
Tocantins1174,13617,340,241,103,79
      
REGIÃO NORDESTE1064,19574,880,372,594,19
Maranhão1108,09583,720,233,786,70
Piaui1081,85718,94-0,252,533,81
Ceara1052,15607,711,601,623,38
Rio Grande do Norte1034,52521,46-0,280,951,49
Paraiba1095,67605,99-0,120,983,28
Pernambuco1039,88555,990,052,592,96
Alagoas1044,42521,860,122,173,84
Sergipe987,89524,95-0,511,913,16
Bahia1070,35566,580,423,445,13
      
REGIÃO SUDESTE1196,65572,920,013,323,92
Minas Gerais1092,31601,13-0,134,865,92
Espirito Santo1043,67578,840,752,993,71
Rio de Janeiro1258,84573,670,092,763,78
São Paulo1246,72563,160,012,772,95
      
REGIÃO SUL1215,17581,101,514,996,50
Parana1187,16567,700,334,895,92
Santa Catarina1320,67715,332,595,827,48
Rio Grande do Sul1160,51526,752,374,276,44
      
REGIÃO CENTRO-OESTE1148,91586,511,232,184,08
Mato Grosso do Sul1090,50512,850,11-0,190,69
Mato Grosso1140,43650,610,541,254,71
Goias1131,83597,902,213,204,04
Distrito Federal1224,14540,631,553,565,48

Sinapi - Agosto/2019
Sem a desoneração da folha de pagamento de empresas do setor
ÁREAS GEOGRÁFICASCUSTOS
MÉDIOS
NÚMEROS
ÍNDICES
VARIAÇÕES PERCENTUAIS
R$/m2JUN/94=100MENSALNO ANO12 MESES
BRASIL1232,64616,650,443,074,39
      
REGIÃO NORTE1225,63610,800,152,265,81
Rondonia1303,02726,480,635,807,85
Acre1359,62721,650,463,186,24
Amazonas1178,41577,180,271,625,56
Roraima1294,57537,530,132,435,90
Para1211,55580,490,011,996,10
Amapa1191,72578,76-0,332,644,38
Tocantins1253,71659,380,271,043,70
      
REGIÃO NORDESTE1138,44614,940,392,674,18
Maranhão1183,27623,540,213,766,52
Piaui1154,22766,86-0,222,613,82
Ceara1123,36648,361,771,853,52
Rio Grande do Norte1105,43557,05-0,270,971,50
Paraiba1168,87646,43-0,110,973,15
Pernambuco1114,29595,570,032,733,08
Alagoas1116,95558,130,112,334,01
Sergipe1057,60562,10-0,482,013,18
Bahia1147,88607,140,393,424,99
      
REGIÃO SUDESTE1287,97616,23-0,023,103,64
Minas Gerais1171,24644,30-0,134,785,76
Espirito Santo1120,86621,740,703,073,71
Rio de Janeiro1357,56619,030,092,503,46
São Paulo1343,65606,89-0,052,492,65
      
REGIÃO SUL1310,05626,441,575,036,45
Parana1283,11613,600,304,875,83
Santa Catarina1427,12772,992,695,797,34
Rio Grande do Sul1242,44564,042,574,446,54
      
REGIÃO CENTRO-OESTE1227,05626,381,232,133,99
Mato Grosso do Sul1165,06547,450,09-0,200,62
Mato Grosso1218,31694,920,320,974,41
Goias1208,99638,132,293,284,05
Distrito Federal1306,53577,041,743,625,52

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Vagas na construção civil cresceram 9% no último ano

Vagas na construção civil cresceram 9% no último ano


De um ano para cá, o setor da construção civil começou a dar sinais de melhora, aponta pesquisa realizada pela Catho. Segundo o estudo Mapa do Emprego, a área, que foi fortemente impactada na recessão econômica, cresceu 9% em vagas no último ano. Embora abaixo do esperado, o cenário ainda é otimista, com boas expectativas até o final do ano.
O levantamento, que traz o comparativo de inclusão de vagas durante o primeiro quadrimestre de 2018 em relação ao primeiro quadrimestre de 2019, ainda apresenta o crescimento de outras áreas, tais como: serviços (6%), comércio (5%) e indústria (4%).
Os dados também são reforçados pelos números recentes divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que registrou no mês de julho 18,7 mil postos de trabalho criados no setor. Sendo esse o segmento que mais criou vagas ao longo do mês.
"Já é possível observar um aumento de postos de trabalho no setor de construção. Esse movimento corrobora o aumento de oportunidades do setor em nosso site. Os dados apontam um viés de crescimento, que pode aumentar se houver retomada do aquecimento no mercado. Novas modalidades de financiamento imobiliário têm sido propostas e há expectativa que essas e outras medidas possam dar fôlego para a construção.", afirma Rafael Stille, diretor de Estratégia da Catho.

Por região
Ainda segundo o estudo levantado pela Catho, é possível observar que o crescimento em vagas vem sendo puxado pela região Sudeste, com um aumento de 12%. Já as regiões Nordeste e Sul apresentam um ritmo menor, de 3% e 1%, respectivamente. Enquanto Norte e Centro-Oeste apresentaram retração no número de vagas na área de construção civil entre o primeiro semestre de 2018 e 2019.
Para Stille, esse movimento acontece porque este é um setor que vem de um período recessivo bastante intenso e a recuperação vem primeiramente na região que conta com a maior participação na economia.
O levantamento ainda destaca as remunerações salariais da área. Segundo o estudo, houve um aumento de apenas de 2% - em comparação entre 2018 e 2019 - e embora o Sudeste tenha gerado mais oportunidades de contratação, esse aumento não se observa nas remunerações, que cresceu no último ano apenas 1%.
 "Neste aspecto, nota-se que os primeiros sinais de retomada nas contratações do setor ainda não se refletiram no aquecimento completo do mercado de trabalho, ou seja, é possível que ainda haja um excedente de trabalhadores do setor em busca de oportunidades que acaba pressionando a oferta salarial", destaca Rafael Stille.
Dentre os cargos de maior aumento salarial, destaca-se o operador de Guindaste (8%), seguido de instalador de tubulações e betoneira (7%).

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Confiança em alta: setor da construção civil está otimista



Em Maringá o setor da construção civil está comemorando novos investimentos. Assim, terá construção de novos prédio e consequentemente a geração de novos empregos. Veja!

terça-feira, 3 de setembro de 2019

Ainda que tímida, retomada da construção civil anima empresários de Minas

Empreendimento do Grupo Epo, no bairro Serra, irá inaugurar 17 apartamentos de luxo; empresa pretende fazer mais oito lançamentos no curto e médio prazos

Empresários da construção civil começaram a respirar mais aliviados em Minas. Com alta de 2,29% na geração de empregos em julho e respondendo por mais da metade das vagas formais do Estado no mês passado, o setor foi um dos responsáveis pelo crescimento de 0,4% do Produto Interno Bruto (PIB) do país no segundo trimestre — evitando uma recessão técnica.
Depois de longos 20 trimestres em quedas consecutivas, o PIB da construção civil teve alta de 2% no segundo trimestre — em comparação com os três primeiros meses do ano, de acordo com o IBGE. O setor foi um dos principais atores da arrancada – ainda tímida – da economia neste trimestre, junto com a indústria, com alta de 0,7%, e os serviços, com crescimento de 0,3%. 
A marca surpreendeu empresários do setor, que esperavam um resultado proporcionalmente inverso: queda de 1,8% do PIB da construção, segundo estimativas da Fundação Getúlio Vargas (FGV). 
Para o economista Daniel Furletti, do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), uma série de fatores, como a Lei da Liberdade Econômica e a queda de juros contribuíram para o retorno da confiança dos investidores. A estimativa do Sinduscon-MG é que a construção siga o ritmo desse trimestre e feche o ano com alta de 1,9%.
“De 2014 a 2018, tivemos 27% de queda na construção civil. A partir de maio deste ano, houve uma melhora impulsionada pelas reformas do governo. E temos uma série de fatores que aumentaram a confiança dos investidores. E a construção é um setor que puxa muitas cadeias, como as indústrias siderúrgica, cimenteira, de cerâmica, vidros, fios, PVC etc”, avalia Furletti.
“Há uma projeção de crescimento de 1,9% do PIB até o fim do ano. É um crescimento que tem que ser valorizado. E Minas Gerais costuma acompanhar o país, se a construção civil cresce no Brasil, Minas deverá acompanhar o índice, talvez um pouco atrás, algo de 1,5% ao ano. A construção civil tem um papel importantíssimo e é o setor que fornece um retorno mais imediato para a economia, tanto por movimentar dezenas de cadeias na geração de emprego, quanto pela reação do mercado, que é muito rápida. Junto a isso, tivemos vários incentivos e ações para desburocratizar a construção, como a Lei de Distratos, o financiamento atrelado ao índice do IPCA, que vai baixar muito os juros para o consumidor final, e as reformas estruturantes. Tudo isso contribui para o setor”
Daniel Furletti
Economista do Sinduscon-MG
Em Minas, a construção civil atingiu a marca de 5.558 empregos em julho, 56% de todas as vagas abertas no Estado (10.609) no mesmo mês. Em nível nacional, Minas representa 31,8% dos 18.721 postos de trabalho gerados no país na construção em julho.
Apesar dos bons números, Furletti avalia que a geração de empregos do setor está longe do ideal, com déficit de 1 milhão de vagas. “Historicamente, a construção emprega 3 milhões no país e hoje está com 2,5 milhões. É preciso melhorar”, avalia o economista do Sinduscon-MG.
Ainda assim, os resultados têm aparecido de maneira animadora. Em comparação com o primeiro semestre de 2018, neste ano a MRV aumentou em 20% o número de unidades construídas. Já o Grupo EPO pretende lançar oito empreendimentos e contratar pelo menos 300 funcionários.
“Víamos uma procura por imóveis e uma baixa oferta. Havia medo do investidor em construir. Agora, com os primeiros bons sinais da economia, vai propiciar uma melhora no humor do empresário”, diz Marcelo Carvalho, gestor de vendas do Grupo EPO.
Após as boas projeções da economia divulgadas pelo IBGE, analistas consultados pelo Banco Central (BC) para a pesquisa Focus estimam que o Produto Interno Bruto (PIB) terá uma alta de 0,07% neste ano, em nova maré de otimismo no mercado brasileiro. 

Previsão
A expectativa, divulgada ontem pelo BC, é que o PIB cresça 0,87% em 2019, ante a projeção de 0,80% da semana passada. Para 2020, a previsão de crescimento foi mantida em 2,10%. 
A previsão de crescimento da inflação também sofreu alteração, com alta de 3,57% para este ano, ante a previsão anterior de 3,61%. Para o ano que vem, a previsão é de um crescimento de 3,9% do índice.
Informalidade
Mesmo com otimismo econômico causado pela boa projeção do PIB, o mercado informal de trabalho, em contínua expansão, tem contribuído de maneira preocupante para os tímidos recuos do desemprego e, consequentemente, para uma recuperação mais lenta da economia.
Apesar da queda de 0,6% na taxa de desocupação em julho, o principal indicador que recuou foi o dos trabalhadores sem carteira assinada (11,7 milhões) e os profissionais que trabalham por conta própria (24,2 milhões), com altas de 3,9% e 1,4%, respectivamente.
Para o economista Márcio Salvato, do Ibmec, esse é indicativo que pode impactar o PIB a médio e longo prazo. “É importante notar que o mercado informal está em expansão e, mesmo com a queda tímida do desemprego, quem trabalha com menos segurança tende a gastar menos, movimentando menos a economia. As mudanças da reforma trabalhista, principalmente, fortaleceram esse cenário, com maior índice de trabalhos informais”, avalia Salvato.

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Ações de construção civil e o ouro apresentam melhor retorno no ano

(Foto: Pixabay)

Até então, 2019 se apresentou como um ano repleto de novidades. Novo governo no país, a guerra comercial entre EUA e China e outros temas têm impactado o mercado financeiro e, por consequência, os seus investimentos. Com o encerramento de agosto, podemos apontar dois destaques positivos: as ações do setor de construção civil, representado pelo IMOB, e a mais antiga de todas aplicações financeiras do mundo, o ouro. Já no posto de pior retorno em 2019 está a tradicional poupança.
Para os que desconhecem, o IMOB, que sobe 34,5% no ano, é o resultado de uma carteira teórica de ativos, elaborada de acordo com os critérios estabelecidos pela B3. O objetivo é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de maior negociabilidade e representatividade dos setores da atividade imobiliária, compreendidos por exploração de imóveis e construção civil. Essa carteira, atualmente, é representada por 14 ativos, tendo as administradoras de shopping center BR Malls e Multiplan as maiores posições, com 19% e 14,5%, respectivamente. Logo depois aparecem as construtoras Cyrela e MRV Engenharia, com 13,7% e 11,9%.
Para se ter ideia, as empresas do ramo de shoppings centers figuram com alta de cerca de 10% em 2019, mas as construtoras têm puxado para cima o retorno desta carteira. Cyrela, MRV e Tenda são companhias que sobem perto de 60% no ano, enquanto companhias que atuam no segmento de média e alta renda, como Eztec, Helbor e Even, avançaram 90% somente nestes últimos oito meses.
E quais as razões para tamanho avanço do segmento no mercado de ações? De fato são algumas, como: a retomada de lançamentos após longo período nebuloso em decorrência da fraca economia no país; taxa Selic em queda, que atingiu seu menor patamar da história no Brasil e com perspectivas de que possa chegar a 5% no curto prazo; Produto Interno Bruto (PIB) em recuperação, com avanço significativo no setor de construção, e como consequências os últimos resultados trimestrais vieram mais positivos. Outro ponto a acrescentar é o novo modelo de financiamento apresentado recentemente pela Caixa Econômica Federal.
O 2º ativo mais valorizado, como comentei acima, é o ouro. Pode parecer surpresa para muitos, mas a grande discussão tem estado em torno dos juros negativos nos países desenvolvidos, especialmente na Europa. Obviamente há outras preocupações, como a guerra comercial que pode impactar no crescimento da economia global como um todo. A commodity, apenas no mês que passou, avançou 18%. Dessa forma, a alta chamou a atenção até de pequenos investidores, que começaram a buscar informações para a compra. No Brasil, por não ser um ativo tão liquido, uma forma mais simples de estar atrelado a ele seria por meio de fundos de investimento. No mercado futuro, é possível comprar pelo HomeBroker ou via mesa de operações nas instituições financeiras e/ou nas plataformas digitais de investimento.

Na contramão

Já os ativos de renda fixa seguiram mostrando que não trarão grandes retornos em curto e médio prazos. A taxa Selic apresentou uma alta de 0,5% no mês e, portanto, aqueles que detém recursos em reservas de emergência como Tesouro Selic e fundos conservadores devem ter obtido retorno similar no mesmo período. No caso da poupança, que rende 70% da taxa de juros, a mais tradicional das aplicações financeiras no país novamente desapontou seus poupadores e apresentou rentabilidade de 0,34%, menor que os 0,37% ao mês nos últimos períodos em função do corte recente da Selic. E por falar em decisão de política monetária, no meio deste mês, o Comitê do Banco Central se reunirá novamente, e as perspectivas de mercado são para uma nova redução. Até aqui, economistas e analistas estão divididos entre 0,25% ou 0,5%, especialmente pela alta do dólar nas últimas semanas, que poderia impactar na inflação.
Enfim, ainda faltam 4 meses para o fim de 2019 e seguimos visualizando uma mudança de postura do brasileiro em geral, buscando mais informações e estando mais atento ao mercado de investimentos, além de ciente das perspectivas para a taxa de juros. Apesar do momento não ser nada fácil, há oportunidades diversas no mundo dos investimentos.
Em setembro, teremos o início dos saques do FGTS, por exemplo, o que poderá movimentar a economia e trazer novas perspectivas para a continuidade de crescimento do PIB para o país. A equipe econômica e gestores de fundos de investimento também já demonstram maior ânimo diante das emissões de debêntures de infraestrutura. No mercado de ações, que está próximo dos 100 mil pontos, a maioria dos especialistas visualiza um bom momento para entrada. Por fim, após todas as análises,  gosto sempre de destacar: procure identificar seu perfil de investidor e seus objetivos antes de realizar qualquer aplicação financeira.

domingo, 1 de setembro de 2019

Construção civil volta a impulsionar o crescimento

Construtoras apostam na retomada da economia e anunciam lançamentos para o próximo ano

O resultado do Produto Interno Bruto (PIB), conjunto das riquezas geradas pelo país, no segundo trimestre mostra que o Brasil, enfim, caminha na direção da recuperação. Segundo o IBGE, a economia saiu de queda e estagnação e cresceu 0,4% no período. E a responsável pelo impulso foi a construção civil, que encerrou o trimestre em alta de 2%. Na contramão de outras áreas, que fecharam postos de emprego, o setor mantém cadastro aberto permanentemente para quem quer trabalhar, segundo informações do Serviço Social da Indústria da Construção do Rio de Janeiro (Seconci-Rio). 
Os números do PIB se somam aos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do último dia 21, que mostrou crescimento no número de empregos na construção civil: das 2.917 vagas formais criadas em agosto no Estado do Rio de Janeiro, o setor foi responsável por 419 vagas, quase 15% da oferta de trabalho na região. 
Os números do Rio, segundo o consultor técnico do Sinduscon, Roberto Lira, mostram boas perspectivas para o próximo semestre. As regiões em expansão são o interior do estado, que estão em melhor situação do que a capital: Petrópolis e Porto Real, no Sul Fluminense, onde ficam as fábricas da Peugeot e de caminhões da Volkswagen.
"Os empreendimentos no Rio de Janeiro que estão acontecendo são os ligados à habitação social (Programa Minha Casa Minha Vida) através das construtoras MRV, Tenda, Construtora Passos e Construtora Cury", acrescenta Lira. 

Boas perspectivas
E no que depender da Construtora Conde Caldas (Concal) esses números ficarão ainda maiores. Em entrevista ao DIA, o arquiteto, urbanista e presidente da construtora, José Conde Caldas, informou que no início de 2020 será lançado um empreendimento em São Cristóvão voltado para habitações mais modernas e compactas. 
"Serão 250 unidades de 35 a 40 metros quadrados com valor estimado de R$ 350 mil em São Cristóvão, perto da Quinta da Boa Vista", contou o empresário, que reforçou a aposta da companhia no Rio. "Em 12 meses pretendemos lançar mais oito empreendimentos", adiantou.

Cadastro aberto o ano todo
A geração de empregos na construção civil não só vai ajudar a jogar o número do PIB para cima e reaquecer a economia, como também promover o desenvolvimento das comunidades ao redor. Um exemplo é o Programa Vizinho do Bem da construtura MRV, que envolve um investimento de aproximadamente R$ 100 milhões em quatro empreendimentos. Ele tem como objetivo fomentar o crescimento das comunidades vizinhas e abrir novas perspectivas integrando o morador ao seu entorno. 
Além disso, o Serviço Social da Indústria da Construção do Rio de Janeiro (Seconci-Rio) possui um banco de oportunidades onde os candidatos podem cadastrar os currículos por seis meses (http://intranetseconci-rio.tempsite.ws/BancoOportunidades/TrabalhenaCC/MainForm.aspx). 
É nesse cadastro que as construtoras buscam nomes para novas contratações, depois de passarem por uma triagem feita pelo próprio Seconci.

Onde existem mais oportunidades
Além da construção civil, outros setores estão contratando aqueles que buscam recolocação no mercado. É o caso da Comunidade Católica Gerando Vidas e da empresa Atento. Juntas, oferecem mais de mil vagas, sendo 730 e 300, respectivamente.
O feirão da comunidade acontece nesta sexta-feira, na Rua Adolfo Bergamini 198, no Engenho de Dentro. Os cargos são: promotor de vendas porta a porta, auxiliar de loja, auxiliar de serviços gerais, vendedor interno e externo, repositor de mercadorias, e auxiliar de cozinha. É preciso levar carteira de trabalho, currículo e caneta azul.
Na Atento, as vagas são para operador de atendimento. É necessário ter o Ensino Médio completo. As inscrições vão até domingo pelo e-mail recrutamento@atento.com.br, com currículo, nome, cidade e telefone.

Fonte: https://odia.ig.com.br