quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Minha Casa, Minha Vida decai em Pernambuco e obras desaceleram

Obras de conjunto residencial em Aguazinha, Olinda, estão atrasadas porque verba do governo federal está há quatros meses sem pagar construtora. Foto: construtora AWM /Divulgação

Após uma visita recente a três canteiros de obras do programa Minha Casa, Minha Vida em Santa Cruz do Capibaribe, no Agreste pernambucano, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil (Marreta), Reginaldo Ribeiro, voltou com uma conta preocupante da bagagem: “Dos 350 trabalhadores que estavam empregados nessas três obras, só ficaram 89”, queixou-se.
Os constantes atrasos dos pagamentos do principal programa habitacional do país, que completou uma década em 2019, empacaram as obras em Pernambuco. Preocupados com a implosão dos contratos após sucessivos calotes do governo federal, alguns empresários da construção civil já falam em recolher as máquinas e mandar a mão de obra de volta para casa.
“A gente voltou ao passado e agora já vê filas de trabalhadores nas portas das obras querendo trabalhar. É uma cena que só se via muitos anos atrás”, completa Ribeiro, representante de outra categoria diretamente atingida.
O cenário de incerteza cresceu em meio à previsão de redução de 50% no orçamento do programa em 2020. Os R$ 2,71 bilhões devem ser usados apenas para honrar os atrasos, mas sem novas contratações. Em Pernambuco, mais da metade (54,4%) das 15.761 obras do programa com contrapartida do governo do estado ainda não foram inauguradas.
O Ministério do Desenvolvimento Regional, responsável pelo programa, e a Caixa Econômica Federal (CEF) não responderam os pedidos da reportagem do Portal OP9, que questionou os órgãos sobre o número de obras em atraso no estado. Estima-se que 125 mil unidades tinham sido entregues nos últimos dez anos no Estado, mas o antigo cenário agora é de marcha lenta.
“Todo mundo tá muito apertado”
Betinha Nascimento, diretora imobiliária do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Pernambuco (Sinduscon- PE) diz que 70% das empresas da construção civil em Pernambuco dependem do programa. “Todo mundo tá muito apertado. Até porque são empresas pequenas que têm que pagar fornecedor, mão de obra, impostos”.
Segundo a diretora, os atrasos das verbas começaram em dezembro de 2018 e continuava até agosto de 2019. “Dos R$ 600 milhões que foram prometidos, R$ 432 milhões serão para o programa. Mas sabemos que isso vai resolver apenas uma parte”.
Verbas do Minha Casa, Minha Vida serão reduzidas em 50% em 2020. Foto: divulgação construtura AWN
Verbas do Minha Casa, Minha Vida serão reduzidas em 50% em 2020. Foto: divulgação construtura AWN
O empresário Alexandre Mirinda, de 65 anos, sócio da construtora AWN, está há quase quatro meses seguidos sem receber os repasses do MCMV de uma obra de 440 apartamentos, que gera 250 empregos diretos em Olinda. Em fase de acabamento, o conjunto popular vai abrigar famílias de baixa renda que tiveram as casas desapropriadas para intervenções urbanísticas nos bairros de Aguazinha e Sapucaia, na periferia da cidade.
Desde julho de 2018, quando o primeiro tijolo chegou ao canteiro, já foram seis meses sem pagamento ou com parcelas atrasadas. A entrega das chaves, inicialmente previsa para novembro de 2019, agora só deve ocorrer, na melhor das hipóteses, em junho de 2020. “Enquanto isso, o governo está gastando auxílio-moradia para essas famílias”, pondera o construtor .
Mirinda, que desde 2013 já construiu 3 mil unidades habitacionais, avalia que o programa é importante porque “dá casa a quem mais precisa”, “alivia o bolso do poder municipal” e movimenta a economia local. “Eu não vendo apartamento. Entrego direto para a Caixa, que entrega para a prefeitura, que, por sua vez, entrega pra quem mais precisa. Faço o lado social mesmo tendo lucro, como qualquer empresa precisa ter. O problema é, do jeito que está, não é justo que as empresas banquem a obra”.

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Alívio à construção: com sinais otimistas na economia, BH lidera a geração de empregos no setor

Há vagas

Com base nos últimos resultados otimistas do PIB e impulsionada por altas de emprego em Belo Horizonte e na Região Metropolitana, a construção civil mineira deve chegar a um crescimento de 0,5% neste ano, segundo projeções da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG).
Neste ano, Minas lidera a geração de empregos do setor em todo o Brasil, sendo responsável por 20.507 vagas dos 71.975 empregos criados de janeiro a julho deste ano, segundo dados do Caged, do Ministério do Trabalho. Esse é o melhor resultado para a construção civil mineira desde 2013.
Corroborando o ânimo do empresariado, o número de trabalhadores empregados na construção civil em todo o Estado também registrou aumento de 6,64% nos sete primeiros meses deste ano, saltando de 250.315 empregados em julho do ano passado para 266.934 em julho deste ano. Um sinal, ainda que acanhado, da melhora do setor em Minas.
O vice-presidente da Fiemg, Teodomiro Diniz, avalia que as reformas do governo federal, somadas às novas políticas de financiamento habitacional da Caixa, contribuíram para esse cenário. O financiamento com recursos do SBPE, por exemplo, que injetou R$ 40 bilhões para construção de imóveis até maio, tem projeção de crescimento de 31% até o fim deste ano, segundo a Associação Brasileira de Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).
“Tendo estabilidade política, teremos instrumentos. O avanço da reforma da Previdência, o novo financiamento da Caixa, até o FGTS como política de incentivo à economia. Isso tudo contribuiu. Hoje, a construção civil é 65% do parque industrial brasileiro e é o setor que mais rapidamente percebe as mudanças da economia”, avalia Teodomiro Diniz, vice-presidente da Fiemg.
O resultado, chamado de “melhora moderada” pela Fiemg, é impulsionado principalmente pela capital mineira e as construções na Região Metropolitana, responsáveis por mais da metade (66%) da geração de empregos em Minas, tendo aberto 13.537 postos de trabalho dos mais de 20 mil empregos gerados no Estado de janeiro a julho de 2019.
Para Renato Michel, vice- presidente da Área Imobiliária do Sinduscon-MG, a capital mineira vive uma corrida para aprovação e execução de obras, antes da entrada em vigor do novo Plano Diretor, que unificou o coeficiente de aproveitamento em 1.0, limitando a capacidade de construção ao tamanho do próprio terreno. 
“Não sabemos como as regras serão aplicadas na prática, ainda não começou. Então, nos últimos meses houve uma corrida para aprovar projetos e executá-los, o que de alguma forma movimentou o setor. Como Belo Horizonte tem quase 92% do território já construído, a Região Metropolitana se torna um atrativo para muitos empresários”, avalia Renato.
Apesar dos sinais de melhora, a construção civil mineira ainda permanece em estado de alerta em relação às vendas, tendo assistido a uma inflação de 4% no preço dos imóveis de Belo Horizonte e Nova Lima. O estoque de unidades residenciais nas duas cidades está em 3.250 unidades, quase a metade do que a média de 2016, quando 6.545 unidades estavam disponíveis para compra.
“A oferta de imóveis em construção ainda está baixa porque não tivemos incentivos suficientes, apesar da pequena melhora. Para se ter uma ideia, Curitiba e Porto Alegre, comparáveis a Belo Horizonte, têm 8 mil unidades disponíveis cada”, avalia Renato Michel, do Sinduscon-MG.

MinasCon espera público de 10 mil na capital mineira
Focado em novas tecnologias para o setor, mais sustentáveis e menos onerosas, o MinasCon, encontro unificado da cadeia da construção civil em Minas Gerais, volta a acontecer em Belo Horizonte neste ano, em uma parceria entre a Fiemg e o Sebrae. A expectativa é atrair cerca de 10 mil profissionais, entre 17 e 22 de setembro. 
Ao custo de R$ 1,5 milhão, o evento apresentará ao menos 30 eventos públicos, além de 50 painéis com diversos debates sobre as práticas do setor, inovação, indústria 4.0 e sustentabilidade.
“A principal ideia é mostrar como o setor da construção civil pode inovar, ser mais sustentável e até reduzir custos utilizando tecnologias mais limpas e eficientes. É um encontro que propicia contato entre muitos profissionais da cadeia da construção civil”, avalia o diretor superintendente do Sebrae/MG, Afonso Maria Rocha.
Destaque para a abertura do evento, no dia 17, com palestra de Salim Mattar, secretário Especial de Desestatização e Desinvestimento do Ministério da Economia. Mattar estará acompanhado do governador Romeu Zema (Novo).
Uma novidade deste ano é a Feira de Imóveis, realizada entre os dias 21 e 22, com diversas opções de compra em Belo Horizonte e na região metropolitana. 
“Apesar de ser voltado a profissionais da construção, como arquitetos, engenheiros, designers de interiores, o MinasCon é aberto ao público. E é uma oportunidade de as pessoas fazerem uma boa pesquisa de mercado, serão dezenas de construtoras e imobiliárias. É algo que aproxima o público do setor também”, avalia Renato Michel, do Sinducon-MG.

terça-feira, 10 de setembro de 2019

Como a tecnologia pode aumentar a produtividade na construção civil?

Como a tecnologia pode aumentar a produtividade na construção civil?

Com participação de 4,5% no PIB brasileiro em 2018 (IBGE), a indústria da construção civil se prepara para a retomada econômica apostando em tecnologia. Com o uso de softwares e equipamentos de inteligência artificial, o setor desenha novos caminhos para o mercado imobiliário. De acordo com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção, os lançamentos de imóveis residenciais cresceram 4,2% no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo trimestre de 2018. As vendas aumentaram 9,7% ante o mesmo período do ano passado.
Os recursos que podem contribuir com as vendas já estão disponíveis. Desde 2010, a empresa de tecnologia AZUBA desenvolve soluções de realidade virtual e aumentada, que simulam detalhes de uma construção a partir do projeto. “As aplicações vão desde verificações em tamanho real dos setores e detalhes dos projetos, até deixar uma reunião de medição de obra com o cliente mais interativa, clara e lúdica”, explica Joel Stival, fundador da AZUBA.
Para enxergar aquilo que até então só era visível no papel, basta ter um smartphone ou óculos de simulação. A solução também é utilizada em feiras e plantões de vendas – o cliente visualiza o imóvel decorado e até a vista que terá da janela, por exemplo. A economia de recursos é o ponto forte do uso dessa tecnologia, já que dispensa apartamentos decorados físicos e otimiza processos ainda na fase de planejamento da obra. “A realidade virtual e a aumentada são as ferramentas mais modernas para eliminar ou reduzir dúvidas que só serão percebidas durante a fase de execução de um projeto”, comenta Stival.
BIM: de tendência à pauta estratégica
A partir de 2021, o governo federal passará a exigir o uso da tecnologia BIM nos setores de construção civil e infraestrutura. O Building Information Modeling (Modelagem da Informação da Construção, em tradução livre para o português) reúne as informações e detalhes de um projeto, contemplando os aspectos hidráulicos, elétricos, civis e arquitetônicos, e cria um modelo 3D da obra, muito mais próximo do resultado do que os protótipos 2D. A expectativa é de que, com o BIM, o setor aumente em 10% a produtividade e reduza os custos em até 20%, segundo a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). “O BIM permite testar as soluções de um empreendimento antes de sua produção e possibilita a colaboração, já que requer um ambiente em que as decisões são tomadas em conjunto”, explica Alexia Gassenferth Motter, sócia-fundadora da Campestrini, empresa de inovação para a construção civil.

A ausência de processos mais digitais e de softwares para gestão de dados ainda são gargalos para o setor, analisa Alexia. “Identificamos a falta de dados de produção, especialmente na fase de construção, como um entrave para o desenvolvimento da indústria. Enquanto a construção não se digitalizar para gerir os dados e entender suas deficiências, não há como implantar inovações mais avançadas”, conclui.
Soluções para o futuro
No ecossistema de inovação, cresce o número de startups voltadas ao setor. São as construtechs, que devem trazer automação aos processos por meio de aplicativos e pelo uso de câmeras de celulares. Segundo Fabiano Rogerio Corrêa, professor do Departamento de Engenharia de Construção Civil da Escola Politécnica da USP, há muitos benefícios para a indústria. “Com as construtechs, haverá aumento da produtividade e da qualidade, redução de custos e de prazos, além da possibilidade de oferecer produtos diferenciados. Antes disso, é necessário promover uma mudança considerável no produto, na organização e nos processos, para que essas tecnologias possam dar os frutos esperados”, analisa o professor.
O Instituto Senai de Tecnologia em Construção Civil, em Ponta Grossa, é capaz de auxiliar empresas e profissionais da construção civil em todo o ciclo de vida da edificação. “Atuamos desde a fase de projeto, com consultorias para implantação do BIM - Building Information Model, suporte para a cadeia produtiva de insumos e produtos por meio de desenvolvimento, melhoramento e acompanhamento do desempenho dos itens fornecidos; na fase de execução de obra, com consultorias e ensaios em tecnologias construtivas; e na fase de uso, com elaboração de manuais e orientações aos usuários”, explica Robson Gravena, gerente da unidade.

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Mercado da construção civil em Manaus segue aquecido, diz Sinduscon

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O primeiro semestre deste ano foi muito positivo para o mercado da construção civil manauara, com um faturamento equivalente a 80% do total de 2018, de acordo com pesquisa realizada pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas (Sinduscon-AM) e pela Associação das Empresas do Mercado Imobiliário no Estado do Amazonas (Ademi-AM). Isso se deve muito aos investimentos que empresas do setor estão fazendo na capital do estado. Há pouco mais de um ano atuando na cidade, a MRV, por exemplo, vem intensificando sua atuação na região próxima à Ponta Negra, no bairro Parque Mosaico. Por lá, a companhia se prepara para lançar o terceiro empreendimento dos 14 que pretende construir.
São mais de R$ 50 milhões já empregados, tanto para a construção dos residenciais Vista das Castanheiras e Vista dos Buritis quanto para obras de melhoria da infraestrutura, como asfaltamento da Av. Desembargador João Machado, projeto paisagístico de toda região e pintura de fachadas de casas da vizinhança.  Para a construção do novo condomínio, o Vista dos Angelins, a companhia estima um investimento de R$ 22 milhões e a contratação de cerca de 130 novos trabalhadores.
O residencial, com 220 unidades, será construindo em um terreno de 14.178,65m² e contará com salão de festas, playground, Pet Place, espaço gourmet, piscina adulto e infantil, pomar, bicicletas compartilhadas e elevador. “Nossos produtos ainda contam com itens pensados para facilitar a vida do morador e contribuir com o meio ambiente. Assim como os outros condomínios da MRV, o Vista dos Angelins terá placas fotovoltaicas para a geração de energia solar para atender as áreas comuns e sistema de segurança completo, com circuito fechado de TV, cerca elétrica com alarme, luminária com sensor de presença e guarita de segurança”, fala Jeferson Luiz Benitez, diretor comercial.
As unidades de dois quartos com garagem se enquadram ao programa Minha Casa Minha Vida e podem ser adquiridas a partir de R$ 168.900,00.  No lançamento, que ocorrerá no dia 14 de setembro, das 9 às 15h, no plantão de vendas da construtora (Av. Desembargador João Machado, Alvorada), a MRV oferecerá condições especiais para quem adquirir um apartamento, como: sinal a partir de R$ 499,00, documentação grátis (ITBI e registro), entrada em até 60 vezes, parcelas menores que o aluguel, além de descontos especiais para todos os funcionários públicos.
“Estamos otimistas com o mercado da cidade. A expectativa é que no primeiro mês de comercialização dos apartamentos deste novo empreendimento mais de 30% sejam vendidos”, completa Benitez.
Fonte: d.emtempo.com.br

sábado, 7 de setembro de 2019

Construção civil esbarra na contratação de mão de obra qualificada


O ano de 2019 iniciou com aquecimento no setor de construção civil, apesar do segmento ter encarrado 2018 com saldo negativo. A falta de mão de obra qualificada tem sido uma das dificuldades para fechar o quadro funcional. Ao comparar o mesmo período do ano passado (janeiro a agosto), os dados do Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) apontam resultados mais satisfatórios.
“Infelizmente, temos rotatividade no setor. Isso acontece pela falta de mão de obra qualificada e comprometida com os trabalhos” afirma o mestre de obras José Santos. “Desde o início o ano, estamos contratando auxiliar de pedreiro com experiência. Quando achávamos que iríamos compor o quadro, alguém pede para sair, ou temos que desligar”.
Santos destaca que para executar os trabalhos é preciso mão de obra qualificada. Ele enfatiza que essa dificuldade em encontrar profissionais para trabalhar, infelizmente, esbarra na falta de interesse das pessoas em buscarem conhecimento. O mestre de obras ainda reforça que existe preconceito e desvalorização da profissão. Porém, ele avalia isso como uma oportunidade para que os interessados busquem aperfeiçoamento e dessa forma possam ofertar trabalho de qualidade e com remuneração compatível.

CONTRATAÇÕES – De acordo com o mestre de obras, Toledo tem demonstrado crescimento no segmento de construção civil, principalmente, na verticalização. “Isso exige experiência não apenas no quesito de fazer uma laje ou assentar tijolos - serviços básicos de nosso trabalho, mas que precisam ser de qualidade – é preciso ter conhecimento para atender esses padrões de construção que prevê técnicas diferenciadas, exigências de segurança no ato da execução do serviço, entre outras particularidades”, garante Santos.

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Índice Nacional da Construção Civil cresce 0,44% em agosto

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O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) cresceu 0,44% em agosto, ficando 0,24 ponto percentual (p.p.) abaixo do registrado em julho (0,68%). Em agosto de 2018, o índice foi de 0,36%.
O Sinapi acumula altas de 3,11% no ano e de 4,50% em 12 meses, mantendo o patamar dos 12 meses imediatamente anteriores (4,42%).
O custo nacional da construção, por metro quadrado, que em julho fechou em R$ 1.143,65, passou para R$ 1.148,65 em agosto, sendo R$ 602,23 relativos aos materiais e R$ 546,42 à mão de obra.
A parcela dos materiais cresceu 0,72%, subindo 0,25 p.p. em relação a julho (0,47%) e 0,15 p.p. na comparação com agosto de 2018 (0,57%).
Já a taxa da mão de obra aumentou 0,13%, ficando 0,79 p.p. menor que a de julho (0,92%). Em agosto de 2018, a variação também foi de 0,13%.
No acumulado no ano, os índices dos materiais ficaram em 3,96% e da mão de obra em 2,22%. Em 12 meses, os acumulados foram de 6,24% (materiais) e 2,68% (mão de obra).
Região Sul tem o maior crescimento
O Sul do país teve o maior crescimento em agosto, de 1,51%, por causa de acordos coletivos em Santa Catarina e Rio Grande do Sul. As demais regiões ficaram em 0,14% (Norte), 0,37% (Nordeste), 0,01% (Sudeste) e 1,23% (Centro-Oeste).
Os custos regionais, por metro quadrado, foram de R$ 1.147,70 (Norte), R$ 1.064,19 (Nordeste), R$ 1.196,65 (Sudeste), R$ 1.215,17 (Sul) e R$ 1.148,91 (Centro-Oeste).
Santa Catarina é o estado com alta mais intensa
Com aumento nos custos das categorias profissionais, em razão de reajustes previstos em convenções coletivas, Santa Catarina, com 2,59%, foi o estado com maior variação mensal. O estado foi seguido por Rio Grande do Sul (2,37%), Goiás (2,21%), Ceará (1,60%) e Distrito Federal (1,55%), também sob influência de acordos coletivos.
Sinapi - Agosto/2019
Com a desoneração da folha de pagamento de empresas do setor
ÁREAS GEOGRÁFICASCUSTOS
MÉDIOS
NÚMEROS
ÍNDICES
VARIAÇÕES PERCENTUAIS
R$/m2JUN/94=100MENSALNO ANO12 MESES
BRASIL1148,65574,820,443,114,50
      
REGIÃO NORTE1147,70571,910,142,295,93
Rondonia1217,21678,730,625,427,59
Acre1271,62674,970,503,076,30
Amazonas1102,38539,750,231,675,53
Roraima1205,79500,730,162,686,06
Para1136,53544,780,012,106,43
Amapa1115,78542,02-0,332,504,35
Tocantins1174,13617,340,241,103,79
      
REGIÃO NORDESTE1064,19574,880,372,594,19
Maranhão1108,09583,720,233,786,70
Piaui1081,85718,94-0,252,533,81
Ceara1052,15607,711,601,623,38
Rio Grande do Norte1034,52521,46-0,280,951,49
Paraiba1095,67605,99-0,120,983,28
Pernambuco1039,88555,990,052,592,96
Alagoas1044,42521,860,122,173,84
Sergipe987,89524,95-0,511,913,16
Bahia1070,35566,580,423,445,13
      
REGIÃO SUDESTE1196,65572,920,013,323,92
Minas Gerais1092,31601,13-0,134,865,92
Espirito Santo1043,67578,840,752,993,71
Rio de Janeiro1258,84573,670,092,763,78
São Paulo1246,72563,160,012,772,95
      
REGIÃO SUL1215,17581,101,514,996,50
Parana1187,16567,700,334,895,92
Santa Catarina1320,67715,332,595,827,48
Rio Grande do Sul1160,51526,752,374,276,44
      
REGIÃO CENTRO-OESTE1148,91586,511,232,184,08
Mato Grosso do Sul1090,50512,850,11-0,190,69
Mato Grosso1140,43650,610,541,254,71
Goias1131,83597,902,213,204,04
Distrito Federal1224,14540,631,553,565,48

Sinapi - Agosto/2019
Sem a desoneração da folha de pagamento de empresas do setor
ÁREAS GEOGRÁFICASCUSTOS
MÉDIOS
NÚMEROS
ÍNDICES
VARIAÇÕES PERCENTUAIS
R$/m2JUN/94=100MENSALNO ANO12 MESES
BRASIL1232,64616,650,443,074,39
      
REGIÃO NORTE1225,63610,800,152,265,81
Rondonia1303,02726,480,635,807,85
Acre1359,62721,650,463,186,24
Amazonas1178,41577,180,271,625,56
Roraima1294,57537,530,132,435,90
Para1211,55580,490,011,996,10
Amapa1191,72578,76-0,332,644,38
Tocantins1253,71659,380,271,043,70
      
REGIÃO NORDESTE1138,44614,940,392,674,18
Maranhão1183,27623,540,213,766,52
Piaui1154,22766,86-0,222,613,82
Ceara1123,36648,361,771,853,52
Rio Grande do Norte1105,43557,05-0,270,971,50
Paraiba1168,87646,43-0,110,973,15
Pernambuco1114,29595,570,032,733,08
Alagoas1116,95558,130,112,334,01
Sergipe1057,60562,10-0,482,013,18
Bahia1147,88607,140,393,424,99
      
REGIÃO SUDESTE1287,97616,23-0,023,103,64
Minas Gerais1171,24644,30-0,134,785,76
Espirito Santo1120,86621,740,703,073,71
Rio de Janeiro1357,56619,030,092,503,46
São Paulo1343,65606,89-0,052,492,65
      
REGIÃO SUL1310,05626,441,575,036,45
Parana1283,11613,600,304,875,83
Santa Catarina1427,12772,992,695,797,34
Rio Grande do Sul1242,44564,042,574,446,54
      
REGIÃO CENTRO-OESTE1227,05626,381,232,133,99
Mato Grosso do Sul1165,06547,450,09-0,200,62
Mato Grosso1218,31694,920,320,974,41
Goias1208,99638,132,293,284,05
Distrito Federal1306,53577,041,743,625,52