segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Vamos desviar do complexo de vira lata

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Estamos chegando ao final do ano e este, sem dúvida, foi especial devido às eleições, por meio das quais escolhemos novos representantes. Passamos hoje por um período de transformação que envolverá todas as organizações da sociedade e abrirá oportunidades para ao País.

Como presidente do Instituto de Engenharia, espero que nossos novos governantes, quando estiverem no exterior, não trabalhem contra as empresas nacionais, nem contra os empregos gerados no País. Por serem populistas e buscarem holofote, eles incentivaram companhias de construção estrangeiras a disputarem contratos de infraestrutura do Brasil, por considerarem as nacionais “menos fortes” devido a problemas judiciais.

Lamento profundamente esta postura e posso afirmar que as empresas nacionais do setor da Construção Civil têm todas as condições de conduzir obras de grande porte, tanto que se tornaram referência mundial em estradas, metrôs, usinas hidroelétricas, pontes, entre muitas outras. Seu trabalho árduo está intrinsicamente ligado ao desenvolvimento do Brasil e, hoje, esse segmento constitui-se, talvez, na maior cadeia produtiva do País. De acordo com os dados do IBGE, o PIB de 2017 setorial foi responsável por 5,2% do PIB brasileiro. E, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, do IBGE, há mais de 6,5 milhões de pessoas trabalhando no setor.

Mesmo com números tão expressivos, o segmento vive uma crise, tendo como um dos motivos a corrupção na área da construção pesada do Brasil. As empresas têm culpa, porém o governo e o sistema político também, e devem ser penalizados. Hoje, os responsáveis pelas condutas ilegais já estão pagando pelo que fizeram, com multas e outras onerações financeiras, além de sanções administrativas e penais. Tais penalizações, no entanto, não devem impedir que as empresas sigam operando. Atos ilícitos cometidos por alguns executivos não podem representar toda a construção civil. Temos empresas competentes, sérias e idôneas, que estão entre as melhores do mundo, assim como engenheiros e outros profissionais de caráter integro, qualificados e que exercem sua função com total excelência.

O potencial da construção civil é enorme. O consolidado do IBGE de 2016 revela que existem mais de 215 mil estabelecimentos formais no setor. Diante disso, acredito que a construção civil brasileira esteja se recuperando.

Aposto em um futuro promissor, no qual o administrador público, o governo e o Congresso Nacional criem condições para que o Brasil volte a fazer novos investimentos. Espero também que se promovam as reformas para corrigir as distorções causadas pelos desgovernos da última década. Um dos reflexos é o desemprego. Só na construção, 1,3 milhão de trabalhadores foram desligados nos dois últimos anos.

Estou certo que vamos dar a volta por cima, com boas ideias, muito suor e comprometimento dos que lutam pelo desenvolvimento da sua nação e, consequentemente, por um Brasil melhor!

Fonte: www.dci.com.br

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domingo, 9 de dezembro de 2018

Crescendo em meio à crise que atinge construção civil

Breno Campos Gouveia comemora a saúde financeira da empresa / Luiz Pessoa/JC360


A crise econômica que atingiu o Brasil nos últimos anos impactou fortemente o mercado imobiliário. De acordo com o Índice de Velocidade de Vendas de imóveis (IVV), que, entre outros dados, aponta o número absoluto de imóveis residenciais vendidos na Região Metropolitana do Recife (RMR), o segmento registrou quedas contínuas nas vendas totais entre os anos de 2014 e 2016.

Realizado pela Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), o estudo, encomendado pela Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Pernambuco (Ademi-PE), aponta que mesmo registrando um crescimento nas vendas em 2017 o resultado ainda foi abaixo dos anos pré-crise. No ano passado, 4.807 imóveis foram vendidos na RMR – número só superior aos resultados de 2008, que fechou com 4.507 vendas.

Mas, mesmo com o setor em baixa, algumas construtoras passaram pelo período sem grandes percalços. Foi o que ocorreu com a construtora Campos Gouveia Incorporação. “Nunca deixamos de lançar nenhum empreendimento por conta da crise”, explica Breno Campos Gouveia, sócio-diretor da empresa, que já conta com 15 anos de mercado. “Não alteramos nada do nosso planejamento. No próximo ano, devemos lançar cinco empreendimentos no Estado, sendo quatro deles no Recife e um em Tamandaré”, explica.

Para o empresário, o segredo para atravessar a fase turbulenta foi analisar o que era ofertado pelo mercado e como os clientes respondiam ao que estava à venda. “A gente foi compreendendo que, se tem cinco produtos na prateleira, só se vende os dois melhores. Ou eu faço o melhor ou o segundo melhor ou eu não vou vender. E o melhor, que eu digo, é em relação ao custo-benefício. Eu não preciso ter o de mais alto padrão. O cliente pensa, principalmente, no custo-benefício. Se eu vou vender para a classe média, eu tenho que ter o melhor produto para aquela classe”, observa Breno.

Para ele, o perfil dos clientes mudou nos últimos anos. “Hoje, temos um cliente que entende mais, sabe mais o que quer". Na construtora, um dos empreendimentos que segue essa lógica é o Praça das Paineiras, lançamento da Campos Gouveia na esquina entre a Rua Paes Cabral e a Avenida Caxangá, no bairro do Cordeiro, na Zona Oeste do Recife. Prestes a iniciar as obras, a construção teve metade dos apartamentos vendidos em apenas 15 dias.

O empreendimento tem 19 mil metros quadrados e contempla vários nichos de mercado, já que conta com apartamentos de dois e três quartos, e, no caso dos últimos, com três opções de tamanho. São 22 andares por bloco e quatro apartamentos por andar. Além disso, todas as unidades ainda contam com uma varanda gourmet. A construção do prédio começa em janeiro de 2019 e a obra deve ser entregue em dezembro de 2021.

Para Breno, o que ajudou a empresa nos últimos anos foi a saúde financeira da construtora, que utiliza capital próprio para a construção dos empreendimentos. “Quando eu lanço uma obra, eu começo os trabalhos ao mesmo tempo, eu não espero me capitalizar, eu não espero o dinheiro de vendas. Eu tenho o dinheiro em caixa. Já teve caso de começarmos a obra antes mesmo de lançar, para poder ganhar um tempo para que o empreendimento tenha um prazo mais curto para entrega. Eu começo antes e lanço depois”, detalha.

A presença constante dos sócios no dia a dia da empresa também é um diferencial para o sucesso da Campos Gouveia. Breno ressalta que participa de todas as negociações da construtora, visita as obras com frequência e ainda passa por órgãos públicos para tirar dúvidas sobre a regularização dos procedimentos. “Isso agiliza os processos e a gente sabe exatamente onde está pisando.”

Até no momento da venda ele está presente, o que o aproxima da clientela. “A gente tem domínio técnico e comercial do negócio. E tem cliente que se sente amigo da construtora”, finaliza o sócio.

Fonte: jconline.ne10.uol.com.br

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sábado, 8 de dezembro de 2018

Toneladas da construção civil são reutilizadas para pavimentar ruas de BH

Toneladas de entulhos da construção civil em Belo Horizonte são transformados em materiais usados em obras de pavimentação. Conheça esta história.

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Fonte: https://noticias.r7.com/minas-gerais

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sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Grupo Philus anuncia investimentos na construção civil

O Grupo Philus irá expandir os negócios em Ponta Grossa e começará atuar no ramo da construção civil. A informação foi revelada pelo presidente do grupo, Marcus Borsato. Atualmente, quatro marcas fazem parte do grupo: a Ponta Grossa Ambiental, que é responsável pelos serviços de limpeza urbana da cidade; a Zero Resíduos, que é especializada em fornecer coleta e tratamentos dos resíduos sólidos; a Suprema Sistema Viários, que desenvolve tecnologias e produtos para mobilidade urbana e controle de trânsito; e a Philus Engenharia, que já atua no setor de construção elétrica e começará a investir na construção civil.
“Temos já um projeto em andamento nesse novo setor que começaremos a investir. Nós ainda não temos uma data certa para começar as operações da empresa, porque há algumas decisões e operações que não são controladas por nós. Então só posso adiantar que quando tivermos tudo certo, iremos divulgar quais serão os projetos e planos da empresa”, explica Borsato. No início do mês de novembro desse ano, o grupo adquiriu um terreno de 14 mil m² na região do bairro de Olarias. O empresário não revelou o que será feito o local.
O Grupo Philus comemorou 30 anos em operação no último dia 5 de dezembro. As quatro empresas empregam diretamente 600 funcionários e geram aproximadamente 750 empregos indiretos. A Ponta Grossa Ambiental, que faz parte do grupo, também está entre as maiores contribuintes no recolhimento do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) de Ponta Grossa.
Inauguração
Durante a manhã de ontem (6), os diretores e funcionários do Grupo Philus inauguraram a nova área de convivência. O espaço será utilizado para que os colaboradores das empresas façam suas refeições no local e descansem, além disso, algumas áreas contam com mesas de jogos para quem quiser aproveitar para jogar durante o horário de almoço.
A área foi construída reaproveitando materiais que iriam para o descarte. “Conseguimos reutilizar muita coisa que seria jogada fora e virou móveis ou até mesmo paredes. O local também foi pensando para que fosse confortável e aconchegante. Usamos um sistema para que dentro da área a temperatura seja agradável e eles conseguissem efetivamente descansar”, revela o engenheiro responsável pela obra, André Tramontim.
Marcus Borsato é presidente do Grupo Philus (foto: José Aldinan)

Fonte: www.diariodoscampos.com.br

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quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Ourolux se une aos gigantes da construção civil e passa fazer parte do Juntos Somos +

Criado em 2014 pela Votorantim Cimentos, o Juntos Somos + passa agora a abrigar as empresas líderes de cada segmento da cadeia de materiais de construção.
Foto: DINO / DINO

O programa é um plano de benefícios para as lojas, vendedores e profissionais da obra com o objetivo de desenvolver e modernizar o varejo da construção civil.

As lojas e profissionais acumulam pontos com a compra de produtos das empresas participantes que são transformados em prêmios, como equipamentos, empilhadeira, computadores, sistemas de gestão, cursos profissionalizantes, ferramentas e ações de responsabilidade social dentro das comunidades locais. Todo este ecossistema é acessado por meios digitais, como website e aplicativos de smartphones.

Para a Ourolux incorporar-se a esse projeto que une os líderes por área de atuação, é a segurança que em 2019 as parcerias com os clientes do setor serão ampliadas proporcionando mais um ano de sucesso. "Fazer parte do Juntos Somos +, garante à Ourolux mais proximidade com nossos clientes, fortalecendo nossa grande expectativa para 2019. Ao firmar nossa participação, fechamos 2018 com chave de ouro, após conquistas significativas como ser a única empresa do segmento a, pelo segundo ano consecutivo, estar entre as 100 empresas que mais crescem no país segundo o Ranking Deloitte Exame. Também os reconhecimentos de participação de Mercado através de pesquisas e prêmios da ANAMACO e ABREME entre outros", comenta Antonio Carlos Pazetto, Diretor Comercial da Ourolux.

Pazetto ressalta que esse programa vai ao encontro da filosofia da Ourolux, de reforçar a parceria com seus clientes e com o consumidor final, que também será beneficiado.

Atualmente, os consumidores podem encontrar dificuldades para fazer até mesmo uma pequena reforma, tendo que decidir qual material comprar e quais profissionais contratar. Com o crescimento do programa de benefícios e o uso de inteligência artificial, o Juntos Somos + acredita que as lojas de material de construção oferecerão a solução de obra e reforma.

Website: http://www.ourolux.com.br

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quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Construção civil paranaense sai da tempestade e espera bonança com novos lançamentos em 2019



Depois da tempestade vem a bonança. É assim que a indústria da construção civil paranaense está encarando o próximo ano. Para o setor, a recuperação já começou. Uma sondagem feita pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Paraná (Sinduscon-PR) aponta que 93% das empresas pretende manter ou contratar funcionários em 2019. É o melhor indicador desde 2014.
Segundo Marcos Kathalian, vice-presidente da entidade e responsável pelo banco de dados, a expectativa é de geração de 5 mil novos postos de trabalho, o que corresponderia a um incremento de 11%.
Quem mais pretende contratar funcionários são as empresas de médio porte: 51% delas falam em abrir vagas. E incorporadoras e quem trabalha com obras públicas têm expectativas mais favoráveis para a contratação de pessoal.
“Em Curitiba, há uma queda nos estoques de imóveis e há expectativas de novas concessões e do lançamento de parcerias público-privadas por parte dos novos governos.” Atualmente, segundo o sindicato, o estoque de imóveis na capital é estimado em 7 mil unidades.
O otimismo também se reflete nas perspectivas para o nível de atividade em 2019: 59% das empresas falam em aumentá-la. Um indicador tão positivo para o setor não é visto desde 2014. Os mais animados são as empresas de pequeno porte e as incorporadoras. O dirigente aponta que este segmento costuma reagir mais rapidamente, pois já tem um consumidor mais preparado para as compras.
Com o nível de estoque considerado baixo, 61% das construtoras admite que tem intenção de fazer lançamentos de imóveis em 2019. Já são pelo menos 324 unidades já programadas. E a expectativa é de que esse movimento ganhe força a partir do segundo trimestre de 2019, após o período de férias de verão e a passagem do Carnaval.

Novo ciclo

A entidade acredita que o setor está entrando em um novo ciclo, marcado por mais lançamentos e mais vendas, retomada da oferta de imóveis, mais confiança por parte de empresários e consumidores, um ambiente melhor de negócios, crescimento de investimentos e do nível de atividade.
“Há a possibilidade de uma possível agenda de reformas com o novo governo e novas formas de funding em desenvolvimento”, destaca Sérgio Luiz Crema, presidente do Sinduscon-PR.
As expectativas eram favoráveis para este ano, mas o cenário eleitoral extremamente polarizado e a greve dos caminhoneiros acabaram frustrando o que se esperava. A expectativa é de que o PIB da construção civil encerre o ano com uma retração de 0,5%, o melhor desempenho na taxa anualizada desde o 4.º trimestre de 2014.
Mas, mesmo assim, o setor já está coletando bons números: nos nove primeiros meses do ano, as vendas da indústria de materiais de construção aumentaram 1,2%, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat); a produção física de insumos típicos para a construção cresceu 1,3%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); o financiamento imobiliário com base na poupança se expandiu 25%, conforme a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário (Abecip). E entre janeiro e outubro foram criados 82,1 mil postos de trabalho no setor, segundo o Caged/Ministério do Trabalho. O número de empregos com carteira assinada no Brasil está nos patamares de 2009.
No Paraná, a previsão é de o número de trabalhadores com carteira assinada na indústria da construção civil tenha uma queda de 5% em 2018. Isso levaria o total de funcionários para 116 mil pessoas.  Em Curitiba e Região Metropolitana, essa queda deve ser maior: 7%. Mas a situação vem melhorando gradualmente.
E, tanto empresários quanto consumidores do setor estão bem animados. A confiança é a melhor em, pelo menos, seis anos, segundo a Confederação Nacional das Indústria (CNI)
Fonte: https://www.gazetadopovo.com.br
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terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Com reajuste de até 65% no preço do cimento, construção civil aponta atrasos em obras

Preço do cimento no Amapá aumentou 65%; tem saca de até R$ 40 — Foto: Rede Amazônica/Reprodução


Os últimos cinco meses do ano têm sido de reajuste crescente no preço do cimento no Amapá. Até julho era possível encontrar a saca por R$ 26. Mas o valor saltou para R$ 36, R$ 38 e até R$ 40. Um aumento de 65%.

O preço do produto é apontado como principal razão para a paralisação e atraso em obras. Em Macapá, quem tem prazo para a entrega, é obrigado a desembolsar o valor, que deixa o concreto ainda mais “pesado”.

O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Amapá (Sinduscon), Glauco Cei, confirma que o momento é de preocupação para o setor.

“Para nós da construção civil é um problema muito sério. Já estamos numa crise de desemprego muito forte, com poucas obras, e isso vai impactar bastante no custo de obra, como também na restrição. Fim de ano é o momento que a pessoa se prepara para fazer reformas, mas com valores altos, acaba desistindo. A pessoa que estava pensando em fazer uma obra vai deixar de fazer por causa do valor muito alto”, falou.

Glauco Cei, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Amapá (Sinduscon) — Foto: Weslei Abreu/Rede Amazônica


Glauco reforça que os fornecedores alegam que a elevação do preço está diretamente ligada ao aumento do frete, por conta de resquícios da greve dos caminhoneiros, que aconteceu em maio deste ano. É o que também afirma o gerente de uma loja na Zona Norte da capital, onde uma saca de cimento custa R$ 40. Ele justifica o preço afirmando ter um serviço diferenciado.


“Aqui o diferencial é que o cimento é um complemento da venda, não o nosso foco. Trabalhamos com ele porque, as vezes, o cliente quer comprar tudo num só lugar, então isso se torna mais viável e não cobramos o frete. São vendas casadas. Mas esse aumento também é em razão da greve dos caminhoneiros, que gerou aumento no frete”, explicou Erivelto Lobato.

Distribuidora que chegava a vender 40 mil sacas de cimento, diz que fábrica está fornecendo apenas 15 mil — Foto: Rede Amazônica/Reprodução


Para outro gerente, dessa vez de uma distribuidora, as fábricas não estão conseguindo entregar ao Amapá a quantidade necessária do produto pedido. Isso, segundo ele, ocasiona a falta do cimento no mercado e reajustes no valor.


“Anteriormente trabalhávamos com duas fábricas do Pará, uma fechou e agora os empresários são obrigados a comprarem de outros estados, como Maranhão. Aí a logística aumenta o custo, a gente depende de balsa, tem frete e ainda os impostos. Compramos a saca por R$ 26, isso sem calcular frete e impostos, e vendemos a R$ 38. Nosso lucro é no máximo de 20%, disse o gerente, que preferiu não ser identificado.


Ainda de acordo com esse gerente, a empresa que costumava comprar de 40 mil sacas, agora consegue fechar compras de 15 mil, o que a fábrica pode fornecer.

Quem não pode paralisar a obra, tem que pagar a mais — Foto: Rede Amazônica/Reprodução



No período de 27 a 30 de novembro, o Instituto de Defesa do Consumidor (Procon) no Amap fiscalizou distribuidoras e revendedoras de cimento de Macapá e Santana. O objetivo foi monitorar a comercialização de produtos neste período de fim de ano e constatar as adequações dos estabelecimentos quanto às leis vigentes no Código de Defesa do Consumidor. O órgão ainda não divulgou o resultado da ação.


Com o valor do insumo acima do previsto, o funcionário público Rui Farias teve que refazer o planejamento da obra da casa própria. Ele mora no bairro Marabaixo 4, Zona Oeste da cidade.


“Eu precisava concluir o calçamento, mas com esse valor, parei o trabalho de concretagem e vou focar no telhado, trabalhar com a parte de madeira. Só volto a usar cimento quando o preço baixar. Tá muito caro, fora da realidade e parece cartel, todos vendendo a preços absurdos. Já comprei por R$ 21, R$ 26, R$ 29, R$ 35, R$ 36, R$ 40 e até de R$ 45. Agora não dá mais, vou parar”, reclamou.

No Marabaixo 4, Zona Oeste de Macapá, o funcionário Rui Farias teve que paralisar o serviço de calçamento da casa própria — Foto: Rui Farias/Arquivo Pessoal


O presidente da Sinduscon alerta para variações de preço também de outros insumos importantes para a construção civil, como seixo e areia. Segundo ele, nos próximos meses o consumidor amapaense poderá encontrar esses produtos com até 120% de aumento.


“Além do cimento, há possibilidade do seixo e areia aumentarem quase 120%. O motivo é a diminuição na quantidade do material que chega na capital, por conta da fiscalização realizada pela balança do Dnit [Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit)], que estava alegando sobrecarga nos caminhões. Como são poucos os pontos de distribuição, o material fica mais caro”, adiantou Glauco Cei.

Fonte: g1.globo.com/ap/amapa

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segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Feira e Congresso Nacional sobre construção civil terminam neste sábado (1º), em João Pessoa

ConstruCon 2018 tem mais de 50 estandes abertos para visitação do público, em João Pessoa — Foto: Rafael Passos/Divulgação


A Feira Brasileira da Indústria da Construção e Arquitetura (ConstruCon) e o terceiro Congresso Nacional de Construção de Edifícios (Conaced) terminam este sábado (1º), no Centro de Convenções, em João Pessoa. Com palestras, estandes de fornecedores, workshops e apresentações de trabalhos, os eventos abordam os mercados da construção civil, engenharia e arquitetura.


Com 50 estandes, que apresentam mais de 100 marcas fornecedoras da área, além de associações, entidades e representantes governamentais, a ConstruCon tem entrada gratuita e as inscrições podem ser feitas no local.

Já o Conaced deve abordar, neste último, dia temas como urbanização sustentável, automação nas construções e gestão de projetos e obras. A entrada para o Congresso é paga.

A Construcon estará aberta para visitação do público até as 21h, enquanto o Conaced tem atividades até as 20h.

Fonte: g1.globo.com/pb/paraiba

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domingo, 2 de dezembro de 2018

Varejo da construção civil deve crescer em 2019 no estado de RO




A expectativa para o varejo na área da construção civil em Rondônia para 2019 é positiva, de acordo com Walter Dissinger, CEO da empresa Votorantim Cimentos. Segundo ele, o varejo em Rondônia poderá registrar crescimento entre 5% e 6% no próximo ano. Dissinger informou que a fábrica Votorantim Cimentos em Rondônia está operando com ociosidade porque, como em todo o Brasil, o Estado também teve uma queda no mercado em geral nos últimos anos.

“Já estamos percebendo agora uma retomada. Nós temos uma demanda reprimida sobretudo no varejo, e na infraestrutura, atualmente, com o fim do ciclo da Hidrelétrica de Santo Antônio. Isso naturalmente vai diminuir, mas estamos buscando outras oportunidades na região. Então, no geral, temos agora uma perspectiva positiva no varejo, na área da construção civil, sobretudo analisando a área residencial. Acreditamos que realmente vamos ver um crescimento agora em Rondônia especificamente”, afirmou Walter Dissinger.

Na quarta-feira (28), a Votorantim Cimentos, em parceria com a Gerdau e o Grupo Tigre, lançou uma nova empresa, o Juntos Somos +, que vai conduzir e promover o maior programa nacional de fidelidade do varejo de material de construção civil no Brasil. A nova empresa funcionará como um plano de benefícios para as lojas, vendedores, profissionais da área e clientes, com o objetivo de desenvolver e modernizar o varejo da construção civil. O lançamento reforçou as expectativas e as tendências de como será o varejo da construção no futuro.

O Juntos Somos + foi criado pela Votorantim Cimentos em 2014 e atualmente o programa possui mais de 40 mil lojas e cerca de 60 mil profissionais cadastrados. Além das empresas acionistas, outras empresas relevantes do setor da construção civil também fazem parte do programa, como Vedacit, Eternit, Suvinil, Stam, Bosch, Casa do Construtor, Ciser, Ourolux e Cozimax, e as empresas de serviços Santander e Linx, somando ao todo 14 empresas.

O Juntos Somos +, vai conduzir e promover o maior programa nacional de fidelidade do varejo de material de construção civil no Brasil (Divulgação)

“Em 2014 nós decidimos, com o objetivo em focar muito mais nos clientes, que iríamos criar um programa de fidelidade, como também uma plataforma online para que os varejistas pudessem realizar suas compras. Criamos um pequeno título para criar esse programa de fidelidade e, num prazo de 24 meses, criamos o maior programa de fidelidade da indústria de material de construção domiciliar”, informou Walter Dissinger, presidente da Votorantim Cimentos, sobre a criação do Juntos Somos +.

Segundo o presidente da Juntos Somos Mais, Antonio Serrano, a empresa é o primeiro ecossistema do segmento de varejo da construção civil que envolve empresas, lojas e profissionais da área. “O programa, desde sua criação, já distribuiu mais de um bilhão de pontos, e concedeu cerca de 300 mil prêmios, impactando mais de 100 mil pessoas diretamente”, afirmou.

Na compra de produtos das 14 empresas participantes do programa, as lojas e profissionais da obra poderão acumular pontos que serão transformados em prêmios, como equipamentos para as lojas, ferramentas, sistemas de gestão e até ações de responsabilidade social dentro das comunidades locais, por meio de uma plataforma online, que poderá ser acessada por meios digitais, como website e aplicativos de celulares. A principal sócia do programa é a empresa Votorantim Cimentos, com participação de 45%, e a Gerdau e Tigre detêm cada uma 27,5%.

A empresa já investiu R$ 30 milhões e planeja, até 2020, investir R$ 50 milhões na expansão do programa e no aprimoramento do ecossistema, adicionando novas funcionalidades, como por exemplo, investimentos em marketing e tecnologia da plataforma para atrair mais clientes. De acordo com Antonio Serrano, o principal foco é aproximar as empresas dos lojistas e criar um relacionamento com os profissionais da obra. Atualmente trabalham na empresa 25 profissionais com habilidades e background diversificados no time.

A construção civil no Brasil movimenta cerca de R$ 300 bilhões ao ano, o que equivale a 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB). É, também, um dos maiores empregadores no País, com mais de 100 mil lojas de materiais de construção e seis milhões de profissionais da obra. Conforme informou Serrano, os números de participantes do programa na Região Norte são bem expressivos. “Em Rondônia, de 1,2 mil lojas existentes, 380 já são participantes do programa Juntos Somos +”, disse. A expectativa da empresa é expandir suas atividades a médio e curto prazo, e em quatro anos, a Juntos Somos Mais tem como objetivo aumentar seu público para 100 mil lojas. A empresa terá abrangência nacional.

Fonte: www.diariodaamazonia.com.br

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sábado, 1 de dezembro de 2018

Indústria de construção civil aposta em retomada em 2019

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Um dos setores mais penalizados pela crise econômica que atingiu o País desde 2014, a indústria da construção civil começou a mostrar sinais de recuperação, com redução de estoques e realização de novos lançamentos. No Ceará, o setor iniciou 2018 com um estoque estimado em cerca de 11 mil imóveis e deve fechar o ano com 7 mil, o que representa uma queda de 36%. Segundo André Montenegro, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE), a expectativa é que o nível de estoques no Estado chegue ao patamar médio já no primeiro semestre de 2019, ficando em torno de 6 mil unidades.

"A partir do meio do ano, a gente começou a ver uma retomada e, após as eleições, as pessoas passaram a ter mais confiança, o que fez as vendas acelerarem", afirma Montenegro. "Acredito que no primeiro trimestre, a gente já retorna aos patamares de estoque anteriores à crise. Normalmente, a região Sudeste sai primeiro das crises. São Paulo já está com estoques regulares, e em breve nós estaremos nos mesmos patamares".

A expectativa acompanha as projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro que, após apresentar quedas em 2015 (-3,77%) e 2016 (-3,59%) e leve alta em 2017 (0,98%), deve crescer 1,39% neste ano e 2,50% em 2019, segundo projeção do Banco Central. "A gente termina 2018 com a esperança renovada, aguardando o início desse novo governo, que tem mostrado uma política liberal e favorável aos negócios. O que a gente espera é que se consolide essa visão", diz Montenegro.

Segundo divulgou a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), em sondagem referente a outubro, embora o nível de atividade da indústria da construção ainda não tivesse apresentado resultados robustos de melhora, os indicadores de expectativas "mostram um otimismo expressivo dos empresários do setor". O índice de Confiança do Empresário da Construção (ICEI-Construção) registrou 60,7 pontos em novembro, 8,6 pontos acima do registrado em outubro e o maior valor desde maio de 2012.

Minha Casa

O presidente do Sinduscon-CE diz que, durante o período de crise, o que "segurou" o mercado imobiliário local foi o programa Minha Casa Minha Vida que, segundo ele, representara cerca de 70% das vendas no Ceará, enquanto, no Brasil, o segmento foi responsável por aproximadamente 50% do mercado. "Nesse setor não ocorreu crise em 2018. Houve casos de falta de recursos para financiar esses imóveis".

Com o fim das eleições e a redução das incertezas, o mercado de imóveis residenciais deve entrar em um novo ciclo a partir do ano que vem. Em São Paulo, o número de novas unidades, até outubro, já havia superado o do ano passado, e os lançamentos devem encerrar 2018 com alta de 5% a 10%, segundo analistas.

Com a melhora da confiança, o ano de 2019 deve marcar a volta dos lançamentos, impulsionando toda a indústria da construção. "A perspectiva é a melhor possível", diz Ricardo Bezerra, sócio-diretor da Lopes Immobilis. "Existe uma onda de otimismo muito grande, com a economia nos trilhos, com o País voltando a crescer, e a expectativa é muito positiva especialmente para o mercado imobiliário".

Vendas

Embora o ano de 2018 possa terminar praticamente sem crescimento nas vendas, se comparado com 2017, estes últimos meses apresentam números mais fortes do que em 2017. Segundo dados da Lopes Immobilis, o número de unidades vendidas na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) em outubro (204) foi 6% maior do que em igual mês do ano passado. E o Valor Geral de Vendas (VGV) no mês, R$ 165 milhões, cresceu 12%.

"Com os lançamentos de dezembro, fecharemos 2018 com o dobro de novas unidades em relação ao número de 2017", diz Bezerra. Além disso, o desconto nos imóveis em Fortaleza vem caindo, nos últimos meses.

Estoques

"Há cinco meses, tínhamos um desconto médio de 25%, e em outubro passou para 18%. Isso significa que as construtoras já reequilibraram os seus estoques, e aquela oportunidade de comprar com muito desconto já está acabando".

A Associação das Indústrias de Material de Construção (Abramat) aposta num aumento nas vendas de, pelo menos, 1,5% no ano para o setor da construção civil. No mesmo ritmo, o setor de máquinas de construção tende também a crescer 40% neste ano, segundo estimativa da Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração (Sobratema).

De acordo com a Cbic, desde agosto deste ano, as expectativas revelavam um sentimento menos favorável da indústria da construção, que foi revertido com os resultados de outubro. Os indicadores de novos empreendimentos e compras de insumo e matérias-primas foram os que mais cresceram, 4,5 e 3,9 pontos respectivamente, na comparação mensal. As expectativas quanto ao nível de atividade e número de empregados aumentaram 3,7 e 3,8, respectivamente, na mesma base de comparação.

Já o índice de intenção de investimento (compras de máquinas e equipamentos, pesquisa e desenvolvimento, inovação de produto ou processo) registrou 32,5 pontos em novembro, mesmo valor registrado no mês passado. Enquanto o Índice de Confiança do Empresário da Construção (ICEI-Construção) registrou 60,7 pontos em novembro, 8,6 pontos acima do ocorrido em outubro, e o maior valor desde maio de 2012.

Fonte: http://diariodonordeste.verdesmares.com.br

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