sábado, 24 de novembro de 2018

Impulsionada pela construção civil, Ribeirão cria quase 800 vagas de emprego em outubro

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Foram criados 757 postos de trabalho com carteira assinada em Ribeirão Preto no mês de outubro, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, divulgado na quarta-feira, 21. O número é bastante próximo do registrado no mesmo período, em 2017, mas apresenta melhora na construção civil.
No mês passado, o comércio foi o setor da economia que mais criou empregos. Ao todo, foram 284 novos postos de trabalho – número quase três vezes maior do que o registrado no mês de setembro, quando foram 98 vagas com carteira assinada criadas.
No entanto, o setor da construção civil é o que chama mais a atenção. Em outubro de 2018, ele abriu 246 empregos com carteira assinada em Ribeirão Preto, enquanto, no mesmo mês do ano passado, foram fechados 104 postos de trabalho.
Para o professor da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA-USP) Luciano Nakabashi, a ligeira melhora nas contratações é um reflexo dos lançamentos de novos empreendimentos que as incorporadoras têm feito em Ribeirão Preto desde o ano passado, na mão contrária do que houve entre 2015 e 2016, quando os novos empreendimentos rarearam.
“Claro que não está no mesmo nível de anos anteriores, mas os lançamentos do ano passado já começaram a impulsionar a construção, por exemplo. Demora um pouco, mas já está aparecendo no Caged”, explica o economista, que lembra que essa é uma aposta das construtoras com a expectativa da melhora da economia do país.
Nakabashi ainda lembra que a situação do mercado é favorável, com aumento de novos empregos e juros baixos, o que ajuda no financiamento destes imóveis. “Os preços dos imóveis começaram a parar de cair, o mercado de trabalho vem melhorando e os juros estão baixos, o que impacta no financiamento. São variáveis que têm feito o mercado ter um pouco mais de ânimo”, completa.
Serviços e indústria também criam empregos
Além do comércio e da construção civil, o setor de serviços (186 vagas) e a indústria (51 novos postos) também criaram vagas com carteira assinada. No ano de 2018, já são 6,1 mil novos postos de trabalho em Ribeirão Preto. Já no restante do Brasil, foram criados 57.733 postos formais de trabalho, número 24,6% inferior às 76.599 vagas abertas no mesmo mês do ano passado.
Fonte: www.revide.com.br

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Construção civil impulsiona saldo de emprego positivo em Uberlândia e Uberaba

Uberlândia e Uberaba apresentaram saldo positivo na geração de emprego em outubro impulsionados pela construção civil — Foto: Tony Winston/Agência Brasília

Uberlândia e Uberaba, as maiores cidades do Triângulo Mineiro, apresentaram um saldo positivo na geração de emprego em outubro. Dados do Ministério do Trabalho divulgados nesta quarta-feira (21) mostram que a construção civil foi o setor que menos demitiu e mais contratou nessas cidades.

Confira abaixo detalhes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) na região.

Uberlândia

Uberlândia gerou 1.090 novos empregos com carteira assinada em outubro deste ano, segundo os números do Caged divulgados pelo Ministério do Trabalho.

O levantamento mostra que foram 8.889 admissões e 7.799 desligamentos no município no mês passado. Os setores que conseguiram melhor saldo de emprego foram a construção civil e a agropecuária. Veja os demais resultados:


Saldo de empregos no mês de outubro em Uberlândia

Setor Contratações Demissões Saldo
Extrativa Mineral 1 2 -1
Indústria de Transformação 673 699 -26
Serviço Indust. de Util. Pública 39 66 -27
Construção Civil 871 672 199
Comércio 2.051 1.855 196
Serviços 4.318 4.205 113
Administração Pública 5 3 2
Agropecuária 931 297 634

Fonte: Ministério do Trabalho

Construção Civil mais contratou que demitiu em Uberaba e Uberlândia — Foto: Fundo Social/Divulgação

Uberaba

Já em Uberaba o saldo de empregos também foi positivo no mês passado. Conforme o Caged, a cidade gerou 303 novos postos de trabalho formais.

No município foram 3.046 admissões e 2.743 desligamentos. As vagas foram preenchidas principalmente nos setores da construção civil e indústria de transformação. Veja mais detalhes:

Saldo de empregos no mês de outubro em Uberaba

Setor Contratações Demissões Saldo
Extrativa Mineral 3 8 -5
Indústria de Transformação 535 408 127
Serviço Indust. de Util. Pública 4 4 0
Construção Civil 492 335 157
Comércio 909 810 99
Serviços 975 1.072 -97
Administração Pública 0 0 0
Agropecuária 128 106 22

Fonte: Ministério do Trabalho

Balanço Nacional

O Brasil gerou 57.733 empregos com carteira assinada em outubro deste ano. O número de vagas, porém, é inferior ao registrado em outubro do ano passado, quando foram criados 76.599 empregos com carteira assinada, de acordo com o Ministério do Trabalho.

Diferente de Uberlândia e Uberaba, o maior número de empregos criados no país foi no comércio. Além disso, o salário médio de admissão foi de R$ 1.528,32 em outubro, o que representa uma alta real, com os valores sendo corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), de R$ 6,89 em relação ao patamar de setembro.

Fonte: g1.globo.com/mg/triangulo-mineiro

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Vereador procura nova empresa e pede que vagas fiquem para Itabirito


Pela segunda vez, a empresa Mascarenhas Barbosa Rocoe Construções está atuando em Itabirito como empreiteira da Vale. Informações dão conta de que atualmente a firma já está com 100 funcionários. Todos foram contratados via Sistema Nacional de Emprego – Sine (de Itabirito). Extraoficialmente, sabe-se que a intenção é chegar a 170 funcionários.
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Com base nisso, o vereador Renê Butekus (PSDB) foi até a empresa, no começo deste mês, conversar com os gerentes administrativos Nelson e Frederico e com o gerente de contrato Fábio.

O político pediu à empresa que priorizasse, durante dos trabalhos, a contratação de mão de obra itabiritense, bem como desse preferência a fornecedores locais.

Segundo o vereador, ele foi bem recebido e disse também que a empresa já adota esse tipo de política. “Penso que a Mascarenhas não esteja preocupada somente em lucrar dentro de Itabirito, acredito que seus dirigentes se preocupam com a cidade”, ponderou.

Informalmente, dentro da Mascarenhas, o Minuto obteve a informação de que todas as vagas disponíveis na empresa são ofertadas à população por meio do Sine. Ainda com base em informação extraoficial, a empresa não estaria aceitando empregados que não fossem moradores de Itabirito.

No Sine, para cada vaga, são selecionados cinco candidatos. Quando atinge esse número, a vaga é fechada, e a oferta pode retornar ao Sine (para a mesma vaga) se e somente se a empresa não ficar satisfeita com os cinco escolhidos.

Sabe-se que empregos da Mascarenhas foram ofertados recentemente pelo Sine. Contudo, no momento, há somente uma vaga disponível (de auxiliar de topografia).

Entretanto, mais vagas serão abertas (por meio do Sine). Isso quer dizer que a população deve ficar atenta.
MASCARENHAS NÃO RESPONDE

Durante 22 dias, o Minuto Mais tentou obter respostas da Mascarenhas a respeito do assunto.

A reportagem conseguiu uma autorização da Vale para que a empreiteira respondesse a perguntas. Tal autorização foi proposta pela Mascarenhas.

As questões colocadas pelo Minuto são de cunho informativo, sem polêmica de qualquer tipo.

Mesmo assim, depois que a Vale respondeu que as empreiteiras têm autorização para falar por si, informalmente, pelo telefone, um dos gerentes disse que as respostas estavam sendo avaliadas pela direção da firma e que, na sequência, teriam de passar pela Vale para, depois, serem encaminhadas ao Minuto Mais.
LEI DETERMINA QUE FIRMAS BENEFICIADAS PELA PREFEITURA PRIORIZEM EMPREGOS PARA ITABIRITENSES. NÃO É O CASO DA MASCARENHAS!

Existe uma lei municipal que estabelece que as empresas instaladas na cidade, que receberam ajuda do Município para abrir suas portas, devem ter entre seus empregados 80% de moradores de Itabirito.

Situação diferente das empreiteiras da Vale que não recebem benefícios municipais.

A Comissão de Indústria e Comércio da Câmara, presidida pelo vereador Max Fortes (PSB), inclusive, afirma que fará em 2019 uma série de visitas às empresas para saber se a lei está sendo cumprida.

Fonte: http://minutomais.com

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quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Projeto de lei que prevê desburocratização em projetos de construção civil é aprovado em Divinópolis

Vereadores se reuniram com Gerente de Fiscalização e Aprovação de Projetos da Prefeitura antes da aprovação do projeto — Foto: Divulgação/Câmara Municipal de Divinópolis

A Câmara aprovou, durante a reunião ordinária desta terça-feira (21), o projeto de lei 083/2018, que prevê a desburocratização em projetos da construção civil em Divinópolis. O documento altera mais de 20 artigos e modifica mais de dez parágrafos da Lei Municipal 1.071/73. O texto integral pode ser acessado no site da Câmara.

A burocracia existente no setor de Fiscalização e Aprovação de Projetos da Prefeitura fez com que o Legislativo criasse o ‘Fórum da Desburocratização’ na cidade, em 2017, para agilizar o processo. Nesta quarta-feira (21), seria realizada uma audiência pública sobre a demora na aprovação dos projetos na cidade. Porém, com a aprovação do projeto de lei, a audiência foi cancelada.

Em nota, a Câmara afirmou que “já não havia mais motivos para a discussão, uma vez que as solicitações eram justamente voltadas para as referidas alterações no Código de Obras”. O Código de Obras do município está previsto na lei, publicada no dia 21 de novembro de 1973.

Alterações

Na justificativa, o projeto de lei, de autoria do Poder Executivo, afirma ser de “iminente necessidade” a alteração na lei municipal, incluindo e excluindo dispositivos na legislação para atualizar e desburocratizar questões relativas à aprovação de projetos na cidade.

O documento explica ainda que “com o avanço de tecnologias, surgiu a necessidade de revogação de artigos que se tornaram obsoletos, bem como a inclusão de outros artigos para acompanhar as tendências, particularmente no setor da construção civil”.

O Gerente de Fiscalização e Aprovação de Projetos da Prefeitura, Willian Araújo, se reuniu com os vereadores antes da votação e explicou que o município tem quatro técnicos para analisar cerca de 300 novos processos todos os meses. Com a antiga legislação, este processo era muito burocrático.

“A lei por ser de 1973 é muita antiga, e precisa de passar por adequações para agilizar os trâmites legais. Ao todo serão feitas 26 alterações nos artigos. Estamos modernizando o Código de Obras e inserindo novas normas técnicas”, revelou.

O vereador Josafá Anderson (PPS), idealizador do ‘Fórum da Desburocratização’, comemorou a aprovação do projeto. “Por meio do Fórum nós conseguimos alterar dez itens nesta Lei, e serão alterações que vão agilizar o processo dentro da Prefeitura”, disse.

Fonte:g1.globo.com/mg/centro-oeste/noticia

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terça-feira, 20 de novembro de 2018

Sindicato da Construção Civil da Paraíba tem boas expectativas com governo Bolsonaro

A Caixa Econômica Federal suspendeu a contratação de novas unidades do programa Minha Casa, Minha Vida para famílias com renda mensal de até R$ 2.600.
Foto: Paraibaonline/Arquivo
De acordo com o presidente do Sindicato da Construção Civil da Paraíba, Helder Pereira, a Caixa alegou escassez de recursos, mas que, a qualquer momento, haverá uma suplementação para abranger a demanda por imóveis.
– O que houve na verdade foi uma pausa no valor do subsídio repassado para o usuário na hora da assinatura do contrato, devido à escassez de recursos, mas está prevista uma suplementação, talvez ainda neste ano, para o financiamento de novos imóveis. Estamos com uma boa expectativa dessa suplementação para que tenhamos avanços positivos – ressaltou.
Helder ainda comentou que com a eleição de um novo governo, o mercado imobiliário deve se comportar melhor e garantir mais vendas.
– Logo após as eleições, a gente já viu que o mercado mais confiante e temos perspectiva de melhoria, e novos negócios já estão sendo compactuados, que deixa o mercado mais confiante e isso faz com que o empresariado também tenha mais confiança para investir – afirmou.
*Informações da Rádio Campina FM
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segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Instituto lança programa para vagas na área da construção civil

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O Instituto da Construção (IC) Ribeirão lançou o Emprega Civil, um programa de encaminhamento de pessoas ao mercado de trabalho na área da construção civil. 

Podem participar do programa pessoas em busca de trabalho e empresas que oferecem vagas de emprego no setor. 

O cadastramento dos trabalhadores deve ser feito pessoalmente na sede do IC em Ribeirão Preto. Qualquer pessoa que atue no setor da construção civil pode se cadastrar, basta levar documentos pessoais, Carteira de Trabalho e, se possuir, currículo. O cadastramento é gratuito e é realizado no horário das 8h às 18h, na avenida Independência, 791. 

Já a empresa que tiver vagas de emprego, basta fazer o cadastro no site do Emprega Civil e disponibilizar a vaga. O contratante poderá acessar o currículo online de cada candidato. O site ainda vai disponibilizar vagas de estágio. 

"O Emprega Civil é um projeto-piloto e visa ajudar trabalhadores da construção civil que estão desempregados a serem recolocados no mercado de trabalho, bem como ajudar empresas de todos os tamanhos a contratarem os melhores talentos", destaca o engenheiro civil Bruno Fernandes Ciola, diretor do IC. 

Mais informações no site. 

Fonte: www.acidadeon.com

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domingo, 18 de novembro de 2018

Prefeitura de Itapecerica da Serra oferece curso de Construção Civil gratuito

Reprodução

A prefeitura de Itapecerica da Serra abre na próxima quarta-feira, dia 21 de novembro, a partir das 14h, as inscrições para o Curso de Construção Civil no Fundo Social de Solidariedade (FUSSIS). O projeto visa profissionalizar os moradores da cidade e abrir portas no mercado de trabalho.

Para realizar a inscrição, o candidato deverá comparecer ao FUSSIS, na Estrada João Rodrigues de Moraes, número 660, no bairro da Lagoa, próximo ao Rodoanel, portando RG, CPF e comprovante de residência, além de ser maior de 18 anos e morador da cidade.

O curso de 60 horas, totalmente gratuito, irá disponibilizar aulas teóricas e práticas sobre: matemática; ferramentas e materiais básicos de trabalho; como ler um projeto; organização e preparação do local de trabalho; como fazer fundações; entre outros temas importantes. As inscrições iniciam após a cerimônia oficial da aula inaugural.

O Curso de Construção Civil é uma conquista do FUSSIS em parceria com o Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo (FUSSESP), com coordenação da Secretaria de Inclusão e Desenvolvimento Social.

Fonte: http://www.otaboanense.com.br

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sábado, 17 de novembro de 2018

Startup da Paraíba otimiza comparação de preços de materiais de construção


Plataforma de negociação de compras para a construção civil — Foto: Reprodução/Oferecer.com.brPlataforma de negociação de compras para a construção civil — Foto: Reprodução/Oferecer.com.br
Plataforma de negociação de compras para a construção civil — Foto: Reprodução/Oferecer.com.br
Uma startup desenvolvida por jovens paraibanos otimiza o tempo de busca e consulta de preços de materiais da construção civil. A plataforma vai ser apresentada durante a feira Construcon 2018, que acontece do dia 29 de novembro a 1º de dezembro, no Centro de Convenções de João Pessoa, das 14h às 21h (horários locais).

De acordo com Fernando Júnior, desenvolvedor de sistemas e co-fundador da plataforma Oferecer.com.br, a ideia da startup é que os clientes consigam ter a cotação do material que precisa, comparando os fornecedores de sua preferência.

“Percebemos que existiam diversas plataformas que faziam orçamentos para seus clientes, mas quase nenhuma fazia cotação, comparação de preço entre fornecedores”, explica.

O estande da empresa na Construcon é voltado para os empresários da construção civil e também para fornecedores e pessoas interessadas. “Esperamos que diante da convergência entre os mais diversos profissionais da construção civil no evento, possamos não só negociar nosso produto, mas expandir nossa rede de contatos e encontrar novos parceiros”, completa Fernando.

A Feira Brasileira da Indústria da Construção e Arquitetura (Construcon) é uma plataforma para geração de negócios e desenvolvimento tecnológico dos dois setores. O evento é direcionado aos profissionais e estudantes, das áreas de engenharia, arquitetura, design arquitetura, construção de edifícios, paisagismo, técnicas de edificações, além de empresários dos setores do varejo da construção, fabricantes e distribuidores de produtos para o segmento.

Serão mais de 100 marcas expostas na feira, entre empresas e indústrias do setor, distribuidores, associações, entidades e representantes governamentais. O evento é uma oportunidade para geração de parcerias e novos negócios.

Fonte: g1.globo.com/pb/paraiba

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sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Setor de construção discute destino de R$ 500 milhões do Minha Casa, Minha Vida

Entidades ligadas ao setor da construção vão discutir com o governo como destinar recursos extras liberados para obras do MCMV (Minha Casa, Minha Vida) e, assim, evitar judicialização.
A Caixa Econômica Federal anunciou, na última segunda (12), que suspendeu as contratações na faixa 1,5 do programa, voltada para famílias com renda mensal de até R$ 2.600, por falta de recursos.
Um dia depois, o conselho curador do FGTS, que financia o programa, liberou R$ 500 milhões para a continuidade de obras.
Conjunto habitacional do programa Minha, Casa Minha Vida na região administrativa do Paranoá, nordeste do DF - Pedro Ladeira - 23.nov.17/Folhapress
O destino do subsídio, porém, ainda não foi decidido, segundo um membro da equipe do ministério das Cidades.
“Conversamos com a Caixa e as empresas e, pelo que vimos, a estratégia é priorizar as faixas 2 e 3 porque elas permitem entregar mais unidades com menos recursos”, diz Renato Lomonaco, da Abrainc (das incorporadoras).
Antes de qualquer decisão, será preciso checar os cálculos do MCMV, afirma José Carlos Martins, presidente da Cbic (câmara setorial).
“Vamos procurar o ministro na segunda-feira [19] e discutir qual será o destino dos R$ 500 milhões. A Caixa terá de mostrar as contas, porque há muita obra parada no país”, afirma ele.
“Se já contratei com a Caixa [um financiamento] para um projeto na faixa 1,5 e comecei a construir? Ficará por isso mesmo? Isso é quebra de contrato, trará judicialização.”
Procurados pela coluna, a Caixa e o ministério das Cidades não se manifestaram.

Terra para casas
A RNI (Rodobens Negócios Imobiliários) vai adquirir em 2019 ao menos 15 terrenos para futuros lançamentos da incorporadora. O número de imóveis poderá chegar a 20, segundo o copresidente da empresa, Alexandre Mangabeira.
“Em obras, o aporte previsto para as áreas é de R$ 500 milhões ao ano”, diz ele.
“Para fazer frente à estratégia de ter ao menos 70% dos empreendimentos voltados ao Minha Casa, Minha Vida, precisaremos de áreas que gerem valor geral de vendas de R$ 2 bilhões”, afirma.
A companhia, que vai priorizar permutas nas aquisições, fará no mínimo 12 lançamentos em 2019 no interior de São Paulo e em cidades do Centro-Oeste com forte presença do agronegócio.
A empresa, que passou por uma reestruturação em 2017, teve lucro de R$ 2,7 milhões no terceiro trimestre, impulsionado pela venda de um terreno.
“Os ajustes já foram feitos e reduzimos em 75% o prejuízo do ano passado. Queremos crescer em receita mantendo a atual estrutura.”
R$ 148,5 milhões
é a receita bruta acumulada em 2018 até o 3º trimestre
R$ 18,3 milhões
é o prejuízo até setembro

Arrecadação da Mega-Sena cai 11,5% de janeiro a outubro de 2018
A arrecadação da Mega-Sena nos dez primeiros meses de 2018 foi 11,5% mais baixa que a do mesmo período do ano passado. A Quina, cuja soma das apostas é menor, também teve retração no período, mas de 5%.
Os dados são da Caixa Econômica Federal.
A receita das lotéricas varia muito de ano para ano.
Se há prêmio acumulado, o interesse pelos jogos aumenta, segundo Pedro Trengrouse, professor da FGV.
“Existem três casas lotéricas por município no Brasil, e elas também prestam serviços da Caixa. Muita gente só aceita ficar na fila se o valor do sorteio estiver acumulado.”
Cada brasileiro gasta, na média, US$ 18,53 (R$ 70) por ano em apostas, contra o dobro na Argentina e no Uruguai —em países como a França, o valor é mais de dez vezes maior, segundo Trengrouse.
O mercado brasileiro de loterias e jogos movimenta cerca de R$ 50 bilhões por ano.
“A arrecadação está longe do potencial. Essa é uma possível fonte de recursos para a União: de cada R$ 1 apostado no Brasil, cerca de R$ 0,7 ficam com o governo e o resto vai para os premiados.”
Outras modalidades de jogos de azar têm ganhado espaço. As apostas online têm receita de cerca de R$ 4 bilhões, segundo ele.

Retorno com foco em casa
Quatro empresas brasileiras integram a lista de 50 companhias voltadas para o mercado doméstico que, em países emergentes, crescem em um ritmo superior ao de outras multinacionais e estatais, segundo a consultoria BCG.
São elas Equatorial Energia, o grupo educacional Kroton, a locadora de automóveis Movida e a varejista farmacêutica Raia Drogasil.
O Brasil só possui menos empresas na lista que China (11) e Índia (9), e empata com África do Sul e Rússia. Ao todo, 18 países têm representantes na seleção.
Um índice com as 38 integrantes que já apareceram no último levantamento, feito há quatro anos, geraria um retorno de 18% a acionistas desde então —nenhuma das brasileiras foi citada em 2014.
No mesmo período, o retorno do índice S&P 500 foi de 12% e o do MSCI de países emergentes, 7%, de acordo com a consultoria.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
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